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Milho registra leve alta no Brasil com produtores retraídos e maior procura pontual de compradores

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O mercado brasileiro de milho encerrou a primeira semana de novembro com preços entre estáveis e ligeiramente mais firmes, segundo levantamento da Safras Consultoria. O ritmo dos negócios permaneceu travado em boa parte do país, reflexo da postura cautelosa dos produtores, que optaram por reter a oferta diante das incertezas de mercado.

Do outro lado, consumidores e indústrias voltaram às compras de forma mais pontual, buscando atender demandas imediatas, mas sem grande agressividade nas aquisições. Em algumas regiões, como São Paulo, houve maior movimentação e interesse de compradores.

Chuvas favorecem lavouras e influenciam expectativas do mercado

Com o avanço da safra, o foco dos produtores agora se volta para o plantio e o desenvolvimento das lavouras. As boas chuvas registradas em várias regiões do Centro-Sul durante a semana contribuíram para o alívio hídrico e melhoraram as perspectivas de produtividade.

Além das condições climáticas, o mercado segue atento ao comportamento dos preços futuros do milho, à cotação do dólar e à paridade de exportação, fatores que continuam ditando o ritmo das negociações.

Cenário internacional: volatilidade e expectativa por relatório do USDA

No exterior, a semana foi marcada por forte volatilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A pressão da oferta segue como principal fator baixista, impulsionada pelo avanço da colheita norte-americana.

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No entanto, o mercado aguarda com expectativa o próximo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser divulgado na próxima semana. Mesmo com o risco de atrasos devido ao shutdown do governo norte-americano, analistas acreditam que o documento poderá confirmar uma produtividade menor que a estimada anteriormente, o que poderia dar suporte às cotações internacionais.

Vale destacar que, por conta da paralisação do governo dos EUA, outros dados relevantes seguem sem previsão de divulgação, como números de vendas externas, inflação e avanço da colheita.

Preços internos do milho registram variações moderadas

De acordo com a Safras Consultoria, o preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 63,95 em 6 de novembro, um aumento de 0,28% frente aos R$ 63,77 da semana anterior.

Confira as cotações regionais:

  • Cascavel (PR): R$ 61,00 — estável em relação à semana passada.
  • Campinas (SP/CIF): R$ 68,50 — alta de 0,74% frente aos R$ 68,00.
  • Mogiana (SP): R$ 66,00 — cotação inalterada.
  • Rondonópolis (MT): R$ 62,00 — avanço de 1,64% sobre os R$ 61,00.
  • Erechim (RS): R$ 72,00 — sem variação.
  • Uberlândia (MG): R$ 63,00 — preço estável ao longo da semana.
  • Rio Verde (GO): R$ 60,00 — alta de 3,45% ante os R$ 58,00 anteriores.
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Essas pequenas variações refletem um mercado ajustado, no qual produtores ainda resistem em negociar grandes volumes enquanto aguardam novos direcionadores de preço.

Exportações brasileiras de milho têm desempenho positivo em outubro

As exportações de milho do Brasil somaram US$ 1,364 bilhão em outubro de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume total embarcado foi de 6,5 milhões de toneladas, com média diária de 295,4 mil toneladas e preço médio de US$ 209,90 por tonelada.

Em comparação com outubro de 2024, houve:

  • Alta de 7,0% no valor médio diário exportado;
  • Ganho de 1,5% na quantidade média diária embarcada;
  • Valorização de 5,4% no preço médio da tonelada.

O desempenho reforça a competitividade do milho brasileiro no cenário global, mesmo diante das oscilações cambiais e da pressão externa dos grandes produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do setor de árvores cultivadas somam US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026 apesar de cenário global adverso

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O setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração ambiental exportou US$ 3,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, mesmo diante de um cenário internacional marcado pelo avanço de medidas protecionistas, desaceleração econômica em importantes mercados e pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Os dados constam na mais recente edição do Boletim Mosaico, divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Árvores (Ibá), que apresenta um panorama do desempenho econômico e produtivo da cadeia florestal brasileira entre janeiro e março deste ano.

Setor mantém relevância na balança comercial brasileira

Nos três primeiros meses de 2026, a indústria de árvores cultivadas respondeu por 4,4% das exportações totais do Brasil e representou 9,6% das vendas externas do agronegócio nacional.

O saldo da balança comercial do setor alcançou US$ 3,3 bilhões, reforçando a importância estratégica da atividade para a geração de divisas, empregos e desenvolvimento sustentável.

Celulose segue como principal produto exportado

A celulose permaneceu como o principal item da pauta exportadora do segmento florestal brasileiro. A produção atingiu 6,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre, registrando retração de 3,8% em comparação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram 4,8 milhões de toneladas, volume 10,2% inferior ao observado um ano antes. Em valor, as vendas externas da commodity somaram US$ 2,6 bilhões, uma queda de 6,3% na comparação anual.

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Apesar da redução nos embarques, a celulose continua sendo o principal motor das exportações do setor, sustentada pela demanda internacional e pela competitividade da produção brasileira.

Produção de papel apresenta estabilidade

O segmento de papel registrou desempenho estável no período. A produção alcançou 2,8 milhões de toneladas, com leve crescimento de 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

No mercado interno, as vendas avançaram 1,8%, demonstrando resiliência do consumo doméstico. Já as exportações apresentaram pequena retração de 0,6%.

Em termos financeiros, as vendas externas de papel movimentaram US$ 566,6 milhões entre janeiro e março, resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Mercado de painéis de madeira cresce no Brasil, mas exportações recuam

Os painéis de madeira apresentaram desempenho positivo no mercado interno. As vendas domésticas cresceram 7,4% no primeiro trimestre, atingindo 2,1 milhões de metros cúbicos.

No entanto, o segmento enfrentou dificuldades no comércio exterior. As exportações recuaram 27,9% em volume, refletindo a menor demanda internacional e os desafios enfrentados pelos principais mercados consumidores.

Em valor, as vendas externas de painéis de madeira somaram US$ 74,4 milhões, uma queda expressiva de 34,3% na comparação anual.

China lidera demanda pelos produtos florestais brasileiros

A China manteve sua posição como principal destino das exportações do setor brasileiro de árvores cultivadas. Entre janeiro e março, o país asiático importou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em produtos florestais brasileiros.

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Europa e América do Norte aparecem na sequência entre os maiores mercados compradores, embora o ambiente econômico global continue marcado por crescimento moderado e incertezas comerciais.

Competitividade e sustentabilidade sustentam o setor

Segundo o presidente da Ibá, Paulo Hartung, o desempenho registrado no primeiro trimestre demonstra a capacidade de adaptação e a força competitiva da indústria florestal brasileira diante de um ambiente global desafiador.

De acordo com Hartung, mesmo diante das incertezas que afetam o comércio internacional, o setor segue ampliando sua presença nos mercados externos, apoiado pela eficiência produtiva, pela oferta de produtos renováveis e pelo compromisso com práticas sustentáveis.

A expectativa é que a indústria continue buscando novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, fortalecendo sua contribuição para a economia brasileira e para a transição global rumo a uma economia de baixo carbono.

Perspectivas para 2026

Com a demanda internacional ainda sujeita aos efeitos das tensões geopolíticas, das políticas comerciais e do ritmo de crescimento das principais economias globais, o setor de árvores cultivadas deverá manter atenção redobrada aos movimentos do mercado externo.

Ainda assim, a combinação entre produtividade florestal, competitividade industrial e crescente demanda por produtos de origem renovável posiciona o Brasil como um dos principais protagonistas globais da bioeconomia e da indústria florestal sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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