Turismo

MTur na COP: Monitores da Escola Nacional do Turismo lideram Roteiro Cultural e Turístico para delegações da COP30

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Cerca de 50 monitores formados pela Escola Nacional do Turismo deram início, nesta segunda-feira (10/11), ao Roteiro Cultural e Turístico da COP30, guiando delegações e visitantes pelas ruas de Belém (PA) por meio de ônibus panorâmico (city tour). Preparados para atuar de forma bilíngue e qualificada, os estudantes – formados em parceria com o Instituto Federal do Pará (IFPA) – acompanharam o ministro do Turismo, Celso Sabino, no primeiro percurso oficial do veículo, que passou por pontos emblemáticos da cidade-sede da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Até o dia 22 de novembro, os participantes da COP30 poderão vivenciar a mesma experiência, que tem como objetivo valorizar a cultura local, promover o turismo sustentável e apresentar a riqueza histórica e ambiental de Belém a visitantes de todo o mundo.

Os interessados podem retirar gratuitamente as pulseiras de acesso ao city tour, que percorrerá um percurso de 30km, no estande “Conheça o Brasil”, do Ministério do Turismo, localizado na Green Zone. O acesso também está garantido com o crachá que dá acesso à Blue Zone da COP30.

“A iniciativa faz parte do conjunto de ações do Governo do Brasil para valorizar o turismo local e promover o destino Belém durante o evento, que deve reunir mais de 50 mil visitantes de todo o mundo”, destacou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

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O projeto é realizado em parceria com o Ministério do Turismo, Banco do Brasil, BNDES, Caixa, Itaipu Binacional, Banco da Amazônia e OEI, e busca proporcionar aos públicos nacional e internacional uma experiência imersiva que una cultura, hospitalidade e sustentabilidade amazônica. O circuito conta com ônibus panorâmicos double deck adesivados com a identidade visual da COP30.

O passeio percorrerá 11 pontos turísticos da capital, destacando o patrimônio histórico, a biodiversidade amazônica e o modo de vida paraense. Entre as paradas previstas estão a Blue Zone (Parque da Cidade), o Terminal Hidroviário Internacional, a Estação das Docas, a Casa BNDES – Mercedários, o Ver-o-Peso, o Cinema Olympia e o Mercado de São Brás, entre outros espaços culturais de Belém.

Os city tours acontecerão diariamente, das 14h às 20h, e fazem parte da programação oficial do Governo do Brasil durante a COP30. Com a iniciativa, o Ministério do Turismo busca não apenas divulgar os destinos turísticos do Pará, mas também posicionar o país como referência global em turismo de baixo carbono e experiências responsáveis.

“É um momento muito especial para nossos alunos da Escola Nacional de Turismo. Fico orgulhoso de ver nossos estudantes tão bem preparados. A experiência não apenas reforça o aprendizado prático deles, mas também simboliza o quanto estamos comprometidos em qualificar futuros profissionais do setor. Agora eles já estão atuando como monitores junto aos guias, mostrando na prática o que aprenderam. É um passo importante para consolidar Belém como um destino turístico de excelência”, afirmou o diretor da Escola Nacional do Turismo, Marcos Cesar.

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A ESCOLA – Lançada oficialmente em 29 de novembro de 2024 em Belém (PA), a Escola Nacional de Turismo oferece cursos gratuitos e de alta qualidade, com foco nas regiões do estado que possuem potencial turístico. Desde sua inauguração, a instituição disponibilizou mais de 5 mil vagas em cursos presenciais e a distância, incluindo idiomas, atendimento ao turista, hospitalidade, segurança alimentar e turismo de base comunitária. A estratégia integra o legado da COP30, apostando na qualificação como eixo central para o desenvolvimento sustentável do turismo no Brasil.

Por Fábio Marques
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Do doce de cacto ao tucupi negro: Salão do Turismo transforma Fortaleza em uma viagem pelos sabores do Brasil

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Quem visitou o Salão do Turismo, em Fortaleza, conseguiu viajar pelo Brasil sem sair do Centro de Eventos do Ceará. Bastava seguir o cheiro do café do Espírito Santo, experimentar um doce de cacto da Paraíba, provar uma geleia de torresmo de Santa Catarina ou descobrir aromas amazônicos no estande do Amapá. Ao longo dos três dias de evento, a gastronomia virou uma das principais experiências do Salão.

Realizado pelo Ministério do Turismo (MTur), pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu os 26 estados e o Distrito Federal em uma programação que conectou turismo, cultura, artesanato e sabores regionais.

Sabores com histórias

No estande da Paraíba, um dos produtos que mais despertou curiosidade foi o doce de palma, preparado a partir do cacto usado tradicionalmente na alimentação animal no sertão. Na culinária local, o ingrediente ganhou coco e virou sobremesa típica.

“É algo surpreendente pra quem prova pela primeira vez”, contou José Orlando, interlocutor de turismo de São José de Princesa. O município também apresentou trilhas, restaurantes típicos e experiências ligadas ao turismo rural e quilombola.

No espaço do Amapá, a proposta foi apresentar a chamada “culinária do meio do mundo”, marcada por ingredientes amazônicos e técnicas tradicionais da região. Entre os destaques estavam sobremesas feitas com cumaru, conhecido como a “baunilha da Amazônia”, além de pratos elaborados com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil.

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“A floresta nos dá aromas, sabores e cores únicos. A gente trabalha com produtos da região e valoriza técnicas locais”, explicou Sandro Belo, presidente da Abrasel, no Amapá.

Já Santa Catarina apostou em produtos típicos do Vale Europeu, como bala de banana, geleias artesanais, salames italianos e até uma geleia feita à base de torresmo moído, tradição ligada à imigração europeia e à agricultura familiar do estado.

Vitrine nacional para pequenos produtores

No Armazém da Agricultura Familiar, pequenos produtores, de diferentes regiões do país, apresentaram doces, pimentas, queijos, molhos artesanais, cachaças e produtos típicos do Cerrado e do sertão nordestino.

Do Ceará, Katiuce Guerreiro levou produtos de um grupo que trabalha com turismo de base comunitária e sítios arqueológicos. “Quando a gente participa de um evento desse tamanho, o produto deixa de ser conhecido só localmente e passa a ter visibilidade nacional”, afirmou.

Já a Cooperativa Floryá, de Goiás, chamou atenção por causa dos sabores do Cerrado, como molhos artesanais, pastas de baru, mel de flor de laranjeira, cachaças e produtos feitos a partir de ingredientes típicos da região. 

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A história das produtoras também se destacou: formada exclusivamente por mulheres, a iniciativa nasceu durante a pandemia, quando agricultoras da região passaram a enfrentar dificuldades para comercializar os alimentos.

“A gente começou com um delivery de cestas básicas porque tinha produção parada e famílias passando necessidade. Depois, as mulheres perceberam que podiam produzir, vender e conquistar independência financeira”, contou Ana Caroline, gerente de projetos de inclusão da cooperativa.

Salão do Turismo

Realizado pela primeira vez no Nordeste, em Fortaleza, o 10º Salão do Turismo reuniu representantes dos 26 estados e do Distrito Federal em uma programação voltada à promoção de destinos, experiências e negócios. Ao longo de três dias, o evento promoveu palestras, rodadas de negócios, apresentações culturais, espaços gastronômicos e exposições de artesanato, além de debates sobre inovação, sustentabilidade, conectividade aérea, turismo de base comunitária e estratégias para o setor. 

A edição também marcou o fortalecimento das políticas de incentivo ao turismo interno e da integração entre poder público, iniciativa privada e comunidades locais, reforçando o papel do turismo como motor de desenvolvimento econômico, geração de emprego e valorização da diversidade brasileira.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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