Em 2025, o Nomad Capitalist divulgou seu ranking anual avaliando 199 países e territórios. O estudo constatou que o passaporte dos Estados Unidos ficou na 45ª posição, ficando atrás de países latino-americanos como Chile, Argentina e Brasil.
A liderança ficou com a Irlanda, que, pelo segundo ano consecutivo, superou a Suíça. A vantagem irlandesa reside na ampla isenção de vistos e na facilidade para obtenção de cidadania, aliado ao direito de residência na União Europeia e no Reino Unido.
É relevante notar que, dentre os dez primeiros colocados, apenas Singapura não é europeia, evidenciando a predominância do continente na lista.
São utilizados como base critérios que englobam acesso sem visto, políticas fiscais, reputação internacional, possibilidade de obter cidadania dupla e liberdades pessoais.
A consultoria, estruturou o ranking considerando cinco elementos-chave:
Viagens sem visto (50%): Número de países acessíveis sem necessidade de visto prévio.
Impostos (20%): Carga tributária aplicada a cidadãos no exterior.
Percepção global (10%): Reputação e reconhecimento internacional do país.
Cidadania dupla (10%): Liberdade ou restrições para manter mais de uma nacionalidade.
Liberdade pessoal (10%): Aspectos como liberdade de imprensa e exigência do serviço militar.
O ranking utilizou informações provenientes de 20 fontes, entre elas a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o Índice Henley e o Relatório Mundial da Felicidade das Nações Unidas.
Esses dados permitiram uma análise abrangente e comparativa entre os países, considerando tanto a mobilidade quanto outros fatores essenciais na avaliação do valor de uma cidadania.
O caso dos Estados Unidos
O passaporte americano, embora permita viagens sem visto para 171 países, obteve uma pontuação total de 98,50, sendo prejudicado por aspectos como políticas fiscais rigorosas, uma percepção global menos favorável e restrições para obtenção de cidadania dupla. Os pontos distribuídos foram:
Viagem sem visto: 171
Impostos: 10
Percepção global: 30
Cidadania dupla: 50
Liberdade pessoal: 30
Países latino-americanos em destaque
Entre os países da América Latina, três nações se sobressaíram no ranking:
Chile(posição 40 – Pontuação: 101,00): Destaca-se pela boa percepção internacional e facilidades na obtenção da cidadania dupla, permitindo acesso sem visto a 162 países e apresentando uma política fiscal mais flexível para cidadãos no exterior.
Argentina(posição 43 – Pontuação: 99,00): Apresenta alta pontuação em cidadania dupla e mobilidade, embora a percepção global seja considerada intermediária.
Brasil(posição 43 – Pontuação: 99,00): Com seu passaporte permitindo o acesso a 164 países sem visto, o país também demonstra desafios em relação à liberdade pessoal de seus cidadãos, quando comparado aos países vizinhos.
Outras nações da região também figuram no ranking, com posições variando de Uruguai, na 49ª posição, a Cuba, na 146ª.
Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos).
O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio.
O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.
Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES).
Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora.
Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante.
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