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Na AgriZone, Mapa destaca soluções de baixo carbono para reduzir emissões na pecuária de corte

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As ações desenvolvidas para reduzir as emissões de metano na pecuária de corte e ampliar a resiliência climática do setor foram apresentadas nesta terça-feira (11), na AgriZone, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O tema foi debatido no painel “Mitigação de metano na bovinocultura de corte: das políticas públicas até o campo”, realizado no espaço dedicado à agricultura sustentável e à inovação no campo, promovido pela Embrapa em parceria com o Mapa.

O debate reuniu representantes do Imaflora, do Instituto Centro de Vida (ICV) e da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, com o objetivo de discutir soluções concretas e escaláveis para o enfrentamento dos desafios climáticos.

De acordo com o auditor fiscal federal agropecuário Sidney Medeiros, que representou o Mapa no painel, a principal estratégia do governo brasileiro para mitigar as emissões de gases de efeito estufa na bovinocultura está ancorada na implementação do Plano ABC+, política pública que promove práticas produtivas sustentáveis no campo.

“O Plano ABC+ busca convencer os produtores rurais a adotarem práticas comprovadamente mitigadoras de emissões, que, ao mesmo tempo, trazem resiliência climática e aumento de renda”, explicou Medeiros.

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O auditor destacou ainda que a assistência técnica tem papel essencial nesse processo, uma vez que muitos produtores ainda não têm acesso às informações e tecnologias necessárias para aplicar práticas sustentáveis.

“Essas práticas são vantajosas do ponto de vista produtivo e econômico, mas nem sempre o produtor as conhece. Por isso, é fundamental o papel da assistência técnica para levar esse conhecimento até o campo”, ressaltou.

Com foco em soluções e resultados práticos, o painel reforçou o compromisso do Brasil em promover uma pecuária de corte de baixo carbono, conciliando produtividade, preservação ambiental e desenvolvimento econômico.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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