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Exportações brasileiras de milho, soja e farelo crescem e batem novas projeções da Anec para novembro

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As exportações brasileiras de soja, milho e farelo de soja devem encerrar o mês de novembro de 2025 em forte alta, segundo estimativas atualizadas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). A entidade revisou para cima as projeções anteriores, refletindo o bom desempenho das exportações e a sólida demanda internacional pelos produtos do agronegócio brasileiro.

Exportações de soja sobem mais de 80% em um ano

De acordo com o levantamento da Anec, o Brasil deve exportar 4,26 milhões de toneladas de soja neste mês — um volume quase 500 mil toneladas acima da previsão da semana passada. O número representa um crescimento de 82% em relação ao mesmo período de 2024, impulsionado pelo ritmo intenso dos embarques e pelo aumento da procura internacional, especialmente da China.

Milho também supera expectativas

O relatório também revisou para cima as estimativas para o milho, que agora devem alcançar 6,04 milhões de toneladas exportadas em novembro. A projeção anterior era de 5,57 milhões de toneladas. Caso os números se confirmem, o volume embarcado será 22,7% maior do que o registrado no mesmo mês do ano passado.

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O desempenho reflete o bom momento do cereal brasileiro no mercado externo, favorecido pela competitividade dos preços e pela demanda firme da Ásia e da União Europeia.

Farelo de soja mantém ritmo forte de embarques

Já o farelo de soja também teve suas projeções elevadas. A Anec estima agora que o Brasil exporte 2,47 milhões de toneladas do produto em novembro, frente a 2,23 milhões previstas anteriormente. O resultado representa um avanço de 42,7% na comparação anual, impulsionado pelo aumento na produção e pela maior procura de países importadores por insumos para nutrição animal.

Brasil reforça liderança no comércio global de grãos

Com o novo ajuste nas projeções, o Brasil consolida sua posição como um dos principais exportadores mundiais de grãos e derivados, fortalecendo o papel estratégico do país na segurança alimentar global. O desempenho de novembro confirma a eficiência da logística portuária brasileira e o avanço da colheita de milho da segunda safra, que mantém o fluxo de exportações em níveis elevados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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