Economia

Descarbonização industrial, economia circular e negócios de impacto são destaques do MDIC na COP 30

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A descarbonização da indústria, os avanços na rastreabilidade da economia circular e a ampliação da política sobre negócios de impacto estão entre os destaques da programação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na COP30, em Belém (PA), com atividades que tiveram início na terça-feira (11/11) e se estendem por uma semana.

Os eventos terão a participação da secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV), Julia Cruz, de outros integrantes da SEV e de representantes da Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do MDIC.

A presença do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin está prevista para a próxima segunda-feira (17/11), quando o MDIC lançará, no Pavilhão Brasil da Zona Verde, consulta pública sobre a Estratégia Nacional de Descarbonização da Indústria (ENDI).  A Estratégia traz um panorama da trajetória, oportunidades, desafios e caminhos da iniciativa, com abordagem de setores-chaves da economia, como siderurgia, cimento, químico, papel e celulose, alumínio e vidro.

Entre as demais agendas, destaque para a adesão de novos estados ao Sistema Nacional de Economia de Impacto (Simpacto), nesta quinta-feira (13/11), e para o lançamento da Plataforma Recircula Brasil, na sexta (14).

A economia de impacto promove ambientes de negócios voltados a soluções para problemas sociais e ambientais, gerando inclusão, renda, bem-estar social, inovação e desenvolvimento econômico. Irão aderir ao Simpacto quatro novos estados: Paraíba, Pernambuco, Paraná e Pará. Os quatro chegam para se juntar a Alagoas, Ceará, Espírito Santo e Rio Grande do Norte, dando tração para a formação de um ecossistema nacional.

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Ainda nessa área, também na quinta, será lançado o Portal Impacta Brasil, primeira vitrine virtual para conectar investidores nacionais e internacionais a empreendimentos de impactos socioambientais positivos.

Já a plataforma Recircula traz inovações tecnológicas para rastreabilidade de materiais como o resíduo plástico, permitindo o rastreio desde sua origem até sua reinserção como matéria-prima. A iniciativa é uma peça-chave na promoção da reciclagem e da economia circular, com reconhecimento pela Organização das Nações Unidas (ONU) pelo seu pioneirismo.

Confira a programação do MDIC na COP 30:

Quinta-feira (13/11)

  • 10h – Lançamento da plataforma Portal Impacta Brasil – ZV, Espaço ABDI
  • 11h – Cerimônia de adesão de novos estados ao Simpacto, seguido de mesa redonda entre os estados integrantes do sistema – ZV, Espaço ABDI

Sexta-feira (14/11)

  • 14h – Recircula Brasil – Transformar a Indústria por meio da circularidade (lançamento da plataforma Recircula Brasil) – ZA, Pavilhão Brasil
  • 14h – Painel Potencializando a Bioeconomia: Inovação e Competitividade nas Cadeias Produtivas da Biodiversidade Amazônica – Agrizone, Sala A1

Sábado (15/11)

  • 13h – Estratégias para converter o potencial da biodiversidade brasileira em negócios industriais sustentáveis, com transbordamento social e ambiental – desenvolvimento tecnológico e estruturação de cadeias produtivas – ZA, Espaço CNI

Segunda-feira (17/11)

  • 11h15 – Lançamento da publicação “Elementos para uma Estratégia Nacional de Descarbonização da Indústria” – ZV, Pavilhão Brasil, Auditório Jandaíra.

Na terça (11) e na quarta (12), o MDIC participou ainda de outras três atividades:

  • Painel Políticas Públicas de Bioeconomia – Catalisando ação sistêmica e implementação das metas climáticas e de natureza PNDBio – ZV, Pavilhão Brasil
  • Painel de Alto-Nível Compras Públicas da Sociobioeconomia: Contrata + Brasil na Amazônia Legal – Agrizone
  • Bioeconomia: um novo caminho para o desenvolvimento (lançamento do programa COOP + Produtiva – ZA, Pavilhão Brasil
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ABDI E BNDES

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) também conta com uma série de agendas durante a COP 30. Entre elas, o Agro 4.0, que promove tecnologias 4.0 no agronegócio de modo a impulsionar a eficiência, produtividade e sustentabilidade no setor; o Replanta Agave, projeto que capacita e incentiva produtores da região semiárida baiana a transformarem o agave em biocombustível e outros produtos; e o Café Amazônia Sustentável, projeto que beneficia cafés produzidos pela agricultura familiar na região Norte.

Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferece uma programação cultural, experiências imersivas, sessões de cinema, entre outras atividades na Casa BNDES, em funcionamento no Complexo dos Mercedários, no centro de Belém, até 21 de novembro.

Os eixos da programação abrangem desde a valorização do patrimônio cultural, com exposições e mostras, até a geração de conhecimento por meio de rodas de conversa, seminários e oficinas.

O BNDES tem ainda uma extensa agenda de debates dobre vários temas relacionados à COP. Veja aqui.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Ministério da Fazenda, MDIC e ABGF lançam FGCE e inauguram nova etapa no apoio às exportações

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Os ministérios da Fazenda (MF) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF) realizaram nesta sexta-feira (19/6) o lançamento do novo Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE) e anunciaram instituições financeiras habilitadas para operar o instrumento.

 As iniciativas foram anunciadas durante o evento “FGCE – Uma nova etapa no apoio às Exportações Brasileiras”, em São Paulo, que contou com a participação do secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Zerbone, da presidenta da ABGF, Maíra Madrid, além de representantes do governo, do sistema financeiro, entidades empresariais e empresas exportadoras convidadas. 

A iniciativa representa um importante avanço na estrutura de apoio ao financiamento das exportações brasileiras, com a entrada em operação da Modalidade MPME+, solução criada no âmbito do FGCE para ampliar o acesso ao crédito e fortalecer a competitividade de micro, pequenas e médias empresas que atuam no comércio exterior. 

Com o FGCE oficialmente constituído, as empresas passam a contar com um modelo mais moderno, ágil e acessível de apoio financeiro às suas operações de exportação, por meio da rede de instituições credenciadas pela ABGF. 

O novo modelo foi desenvolvido para enfrentar um dos principais desafios das empresas exportadoras brasileiras: o acesso ao crédito. Embora as micro, pequenas e médias empresas representem cerca de 69% das empresas exportadoras do país, elas respondem por aproximadamente 6% do volume financeiro exportado. Com o MPME+, a expectativa é ampliar a participação dessas empresas no comércio exterior brasileiro, aumentando sua capacidade de inserção internacional e crescimento. 

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Entre os principais avanços apresentados está a possibilidade de acesso a crédito com garantia antes da assinatura de um contrato de exportação. Na prática, a medida permite que empresas utilizem linhas de capital de giro e investimento para se preparar para entrar em novos mercados, ampliar capacidade produtiva, adquirir insumos, estruturar operações e atender futuros compradores internacionais com maior previsibilidade. 

O FGCE também amplia significativamente os prazos de apoio às operações de pré-embarque, que passam de 180 para até 720 dias, oferecendo maior segurança para o planejamento financeiro das empresas exportadoras. 

Durante o evento, foram anunciadas as instituições financeiras habilitadas a operar com as garantias do FGCE, ampliando a capilaridade do instrumento e aproximando as soluções de financiamento das empresas em todo o país. 

Por sua natureza de análise por carteira, a Modalidade MPME+ reduz a necessidade de aprovação individual de cada operação, tornando o processo mais escalável e eficiente, reduzindo burocracias e ampliando a oferta de crédito em condições mais competitivas. 

Poderão acessar as garantias do MPME+ empresas com receita operacional bruta anual de até R$ 300 milhões que possuam histórico exportador, observados os critérios de elegibilidade. 

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com o aperfeiçoamento dos instrumentos de crédito e com a criação de condições para que mais empresas brasileiras possam ampliar sua participação no comércio exterior.

“Hoje, com a constituição do FGCE, com o aporte de recursos e com a capilaridade dos bancos privados, nós vamos multiplicar por 15 o apoio à exportação de micro, médias e pequenas empresas. Isso é muito importante para o país, vai dar escala para essas empresas, permitir que elas cresçam, que elas se tornem mais competitivas, que elas inovem. Isso é muito saudável para o país, ajuda a balança comercial, gera emprego, renda, e  reforça a visão de médio a longo prazo de medidas que estamos implementando pelo desenvolvimento estrutural do país”, afirmou.

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Para o secretário-executivo do MDIC, Rodrigo Zerbone, o lançamento do FGCE consolida uma agenda mais ampla de fortalecimento dos instrumentos públicos de apoio às exportações e de ampliação da presença internacional das empresas brasileiras.

“Nosso objetivo é construir um ambiente em que mais empresas brasileiras possam enxergar o comércio exterior como uma estratégia concreta de crescimento. O FGCE faz parte desse esforço de modernização da política de apoio às exportações e amplia a capacidade do país de incorporar micro, pequenas e médias empresas à agenda de internacionalização da economia brasileira”, afirmou.

Segundo a presidenta da ABGF, Maíra Madrid, o lançamento do FGCE representa um marco para o fortalecimento das exportações brasileiras. 

“Estamos criando condições para que mais empresas, de todos os portes, consigam acessar crédito de forma simples, rápida e segura para exportar mais. O FGCE tem potencial de ampliar em mais de 10 vezes o apoio disponível do Seguro de Crédito à Exportação para MPMEs, podendo chegar a 2,2 bilhões de crédito disponível por ano”, afirma. 

Mais informações sobre o evento “FGCE – Uma nova etapa no apoio às Exportações Brasileiras”, sobre o Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE) e instituições financeiras habilitadas estão disponíveis na página da ABGF.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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