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Exportações recordes de carne bovina fortalecem preços do boi no mercado interno, aponta Cepea

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As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram um novo recorde em outubro, consolidando 2025 como o melhor ano da história do setor em volume e receita. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume embarcado nos dez primeiros meses do ano já representa 96% de todo o total exportado em 2024, sinalizando crescimento expressivo nas vendas externas.

Além da carne, o mercado de animais vivos também apresentou forte desempenho. No acumulado de janeiro a outubro, o Brasil exportou 842 mil cabeças de gado, um aumento de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Exportações reduzem oferta interna e sustentam preços

Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o ritmo intenso das exportações tem sido fundamental para manter os preços da arroba do boi firmes no mercado doméstico. A forte demanda internacional ajuda a evitar excesso de oferta no país, equilibrando o mercado e favorecendo produtores.

Oferta menor contribui para valorização gradual

O Cepea destaca ainda que a oferta mais restrita de animais prontos para abate nesta época do ano tem colaborado para pequenas e constantes valorizações. O movimento é observado tanto no preço da carne no atacado quanto nas diferentes categorias de animais, o que reforça a tendência de estabilidade com viés de alta no mercado pecuário brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bicudo-do-algodoeiro continua sendo principal ameaça à produtividade do algodão no Brasil

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Inseto ataca estruturas reprodutivas da planta e segue como um dos maiores desafios fitossanitários da cotonicultura brasileira, exigindo estratégias combinadas de controle e prevenção.

Pressão do bicudo mantém alerta máximo no algodão brasileiro

O bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) permanece como a principal praga da cultura do algodão no Brasil, representando um dos maiores riscos à produtividade e à qualidade da fibra. O inseto ataca diretamente estruturas reprodutivas da planta, como botões florais e maçãs, comprometendo o desenvolvimento da lavoura e podendo provocar perdas que chegam a cerca de 70% do potencial produtivo.

Segundo especialistas do setor, o impacto do bicudo está diretamente ligado à sua ação sobre partes essenciais da planta, o que afeta a formação e o enchimento das estruturas produtivas. Quando o manejo não é eficiente, a queda de botões e frutos se intensifica, reduzindo significativamente o rendimento final da cultura.

Características da praga dificultam controle no campo

De pequeno porte — entre 3 e 6 milímetros — e coloração marrom, o bicudo-do-algodoeiro apresenta alta capacidade de reprodução e grande agressividade no ataque às plantas, o que torna seu controle um desafio constante para os produtores.

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Os primeiros sinais de infestação incluem perfurações em botões florais, queda precoce dessas estruturas e flores com aspecto característico deformado, conhecido como “rosetado”. Em muitos casos, os sintomas iniciais passam despercebidos, mas a evolução da infestação pode ser rápida em condições favoráveis, reduzindo o tempo de resposta no manejo.

Monitoramento e manejo integrado são fundamentais

O controle eficiente do bicudo-do-algodoeiro depende diretamente do monitoramento contínuo da lavoura. A inspeção frequente, especialmente nas estruturas reprodutivas, é essencial para identificar a presença da praga ainda no início da infestação.

Além disso, práticas como destruição de restos culturais, eliminação de plantas voluntárias e uso de armadilhas durante a entressafra são estratégias importantes para reduzir a população do inseto entre os ciclos produtivos.

Especialistas reforçam que o controle não depende de uma única ação, mas sim de um conjunto de medidas integradas e aplicadas no momento correto.

Manejo químico exige rotação e estratégia

O manejo integrado também envolve o uso criterioso de inseticidas e a rotação de mecanismos de ação para evitar resistência da praga. Em áreas de alta pressão do bicudo, soluções com diferentes modos de ação ganham relevância no controle.

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Produtos com ação por contato e ingestão, como aqueles à base de etiprole, são citados como ferramentas importantes dentro de programas de manejo, contribuindo para maior eficiência no controle da praga quando utilizados de forma estratégica.

Conclusão: controle do bicudo depende de planejamento contínuo

O bicudo-do-algodoeiro segue como um dos principais desafios da cotonicultura brasileira e exige uma abordagem técnica, integrada e contínua ao longo de toda a safra.

O sucesso no controle da praga está diretamente ligado ao planejamento, ao monitoramento constante e à combinação de diferentes estratégias de manejo, fatores essenciais para preservar o potencial produtivo do algodão no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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