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Na COP30, Mapa destaca potencial do bambu para a bioeconomia amazônica

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O painel “Bambu: ativo ambiental inclusivo e suas contribuições para a bioeconomia e tecnologia”, realizado nesta quinta-feira (13), reuniu especialistas na AgriZone para discutir o papel do bambu em soluções sustentáveis e em novos modelos produtivos para a Amazônia. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou do debate, representado pelo diretor do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas, Clecivaldo Ribeiro.

Clecivaldo destacou que o bambu já se consolida como uma cadeia produtiva estratégica, especialmente para agricultores familiares, pela diversidade de usos e pela capacidade de gerar renda de forma sustentável. “É uma cadeia com função socioambiental importante. A Política Nacional da Cadeia do Bambu amplia esse trabalho e exige mais políticas públicas voltadas ao setor”, afirmou.

O diretor também apresentou a Plataforma Agro Brasil + Sustentável, lançada pelo Mapa em dezembro de 2024. A ferramenta reúne dados governamentais e identifica propriedades que adotam práticas produtivas sustentáveis, fortalecendo a rastreabilidade ambiental. “A plataforma mostra como produzimos no país. É o governo assumindo a responsabilidade de garantir que nossos produtos têm origem sustentável”, explicou.

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Ele lembrou que o Brasil abriu mais de 480 novos mercados desde 2023 e que informações claras sobre sustentabilidade são essenciais para manter esse ritmo de expansão.

Ao final, Clecivaldo reforçou que o Mapa seguirá atuando em parceria com a Câmara Setorial do Bambu, com o objetivo de ampliar oportunidades, apoiar produtores e fortalecer o papel da cadeia na bioeconomia amazônica.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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