Saúde

Brasil  reforça compromisso com um SUS resiliente diante da crise climática

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirmou, nesta quinta-feira (13), o compromisso do Governo Federal em fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) para enfrentar os impactos crescentes da crise climática. Durante o painel “Promovendo sistemas de saúde resilientes”, realizado no estande do Ministério do Meio Ambiente na COP30, o ministro apresentou prioridades estruturantes que envolvem vigilância integrada, modernização da infraestrutura, inovação tecnológica e ampliação do acesso a vacinas e medicamentos.

“As populações mais vulneráveis são as que mais sofrem com as mudanças climáticas. Para protegê-las, precisamos ampliar o acesso a tecnologias, vacinas e medicamentos. A inovação e a capacidade produtiva regional são fundamentais para garantir esse acesso”, afirmou Padilha, ao lado do diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, e representantes de diversos países.

Investimentos e inovação para responder à crise climática

Como parte da estratégia de fortalecimento do SUS e de aumento da capacidade produtiva nacional, o ministro anunciou o lançamento de uma chamada pública, em parceria com a Embrapii, para criar um Centro Nacional de Competência em Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), com investimento de R$ 60 milhões.

“Estamos anunciando aqui na COP30 um centro nacional de competências voltado à produção de tecnologias a partir da nossa biodiversidade amazônica. O edital exigirá parceria internacional e a participação de uma instituição científica sediada na Amazônia, porque isso gera conhecimento, renda e desenvolvimento para a população da região”, explicou Padilha.

O ministro também destacou os compromissos financeiros internacionais anunciados durante a Conferência. “Estamos muito satisfeitos com o compromisso das instituições filantrópicas, que anunciaram R$ 1,5 bilhão — cerca de 300 milhões de dólares — para apoiar a implementação das ações pactuadas. Os bancos de desenvolvimento já confirmaram que suas linhas de financiamento poderão contemplar iniciativas de adaptação do setor de saúde.”

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Padilha reforçou ainda o papel do Brasil na mobilização global para integrar saúde e clima. “Mais de 80 países e instituições já endossaram as diretrizes apresentadas. Mas o Brasil não vai se limitar a celebrar adesões. Vamos fazer da integração entre saúde e clima um eixo permanente da diplomacia brasileira — no G20, nos BRICS, no Mercosul e na OPAS. A partir de agora, em qualquer fórum internacional, vocês vão ouvir o Ministério da Saúde defender a adaptação dos sistemas de saúde para salvar vidas.”

Impactos climáticos já pressionam o SUS

Durante o evento, Padilha relembrou situações em que eventos extremos prejudicaram diretamente a assistência à população. O caso mais recente ocorreu em Rio Bonito do Iguaçu (PR), onde um tornado destruiu cinco das seis unidades de atenção primária no último sábado, interrompendo consultas e dificultando o acesso a medicamentos e vacinas.

Segundo o ministro, eventos desse tipo tendem a se tornar mais frequentes, exigindo ação integrada entre governos e organismos internacionais para fortalecer a resiliência dos serviços de saúde.

Diretrizes da Saúde para adaptação climática

O Ministério da Saúde apresentou cinco eixos estratégicos que orientarão a política nacional de saúde climática:

  • Integração entre vigilância e dados climáticos, permitindo respostas mais ágeis e eficientes;
  • Modernização da infraestrutura do SUS, com padrões construtivos capazes de resistir a eventos extremos;
  • Formação e qualificação profissional, incorporando saúde climática desde a graduação até a educação permanente;
  • Inovação e produção tecnológica, ampliando autonomia em vacinas, medicamentos e insumos estratégicos;
  • Fomento à pesquisa na Amazônia, com foco na biodiversidade e fortalecimento das instituições científicas locais.
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Plano de Ação em Saúde de Belém: marco global liderado pelo Brasil

O ministro também reforçou o avanço do Plano de Ação em Saúde de Belém (PASB) — documento internacional liderado pelo Brasil que propõe 60 ações para fortalecer sistemas de vigilância, políticas baseadas em evidências e inovação em saúde para proteger populações diante dos riscos climáticos.

O plano abrange ações que envolvem 3,3 bilhões de pessoas em todo o mundo já afetadas pelos impactos da crise climática.

Entre os apoiadores iniciais estão países como França, Espanha, Tuvalu, Congo, Zâmbia, Canadá, Japão, Reino Unido e Malásia, além de organizações como UNFPA, UNICEF, UNITAID, Medicines for Malaria Venture e Drugs for Neglected Diseases Initiative.

“Esperamos ampliar ainda mais o número de apoiadores até o fim da COP. Há um compromisso firme do governo brasileiro e dos ministros da saúde com este plano”, afirmou Padilha.

Para o ministro, as evidências científicas sobre as mudanças climáticas são claras. “A crise climática é, antes de tudo, uma crise de saúde pública. A época dos avisos acabou; agora vivemos a época das consequências. O clima já mudou, e não temos alternativa a não ser adotar políticas públicas para enfrentar e nos adaptar às mudanças climáticas”, concluiu Padilha.

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Dia de Combate ao Fumo: Ministério da Saúde convida gaúchos a compartilhar os desafios de parar de fumar

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No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29), o Ministério da Saúde convida a população do Rio Grande do Sul a falar sobre os desafios de parar de fumar. A ação “Conte o que o cigarro não mostra” convida fumantes, ex-fumantes, familiares e outras pessoas que convivem com o problema a compartilhar experiências sobre os efeitos do consumo de cigarro na sua rotina, na qualidade de vida e na saúde. Para participar, basta acessar a página #MinhaHistóriaSemFiltro no Portal da Saúde e preencher o formulário contando a sua história. As informações coletadas vão ajudar a definir novas imagens e mensagens que serão utilizadas nas embalagens de cigarros, além de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao tabagismo.

 As imagens estampadas nas embalagens de cigarros mostram algumas das consequências do tabagismo. Mas há impactos que nenhuma fotografia consegue retratar: as mudanças na rotina, na convivência com familiares e amigos, nas relações afetivas e no dia a dia de quem fuma e de quem convive com o tabagismo. São essas experiências, que não aparecem nas embalagens, que a ação busca conhecer por meio dos relatos da população.

Com essa ideia, a ação abre um canal direto de escuta para fumantes, ex-fumantes, familiares e qualquer cidadão que queira contribuir. Cada depoimento ajuda o poder público a enxergar o tabagismo de forma mais ampla e humana, para além dos números. Ao compartilhar sua experiência, a população contribui diretamente para as próximas ações do Ministério da Saúde na área.

 Estado teve redução no número de fumantes

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Levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2026 trouxe um alerta: após quase 20 anos de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Em 2024, 11,7% da população adulta fumava, segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas. Apesar do avanço em relação ao início da série histórica – em 2006 eram 15,7% de fumantes – o percentual está acima dos 9,2% de fumantes registrados em 2023.

No Rio Grande do Sul, os dados de Porto Alegre mostram uma trajetória de redução do tabagismo ao longo dos anos. Na capital gaúcha, o percentual de adultos fumantes caiu de 20,7%, em 2006, para 13,8%, em 2023, uma redução de 6,9 pontos percentuais.

 Busca por apoio no SUS dobrou no RS

 Mesmo diante dessa redução, a procura por apoio para parar de fumar aumentou no Rio Grande do Sul, indicando a importância do acesso ao tratamento oferecido pelo SUS. Em todo o país, o também cresceu o número de pessoas que buscam por apoio e tratamento para parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do SUS – foram 2,1 milhões de pessoas atendidas em 2025. Esse número era 1 milhão em 2022.

No estado do Rio Grande do Sul, foram 128.437 atendimentos realizados em 2025, contra 63.532 em 2022 — um aumento de cerca de 102%, segundo dados registrados pelo Ministério da Saúde.

O tratamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde e inclui acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado pelos profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde, onde o cidadão pode buscar informações sobre a oferta do tratamento em sua região.

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O cuidado à pessoa tabagista envolve etapas de identificação e busca ativa, acolhimento, avaliação clínica e do grau de dependência, definição e implementação do plano terapêutico (individual ou em grupo) e monitoramento da evolução clínica, manejo de recaídas e reforço das estratégias de cessação. 

Combate ao tabagismo no Brasil

O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e está associado a mais de 50 doenças, entre elas diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos.

O Brasil é reconhecido internacionalmente pela adoção de um conjunto abrangente de políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Entre as medidas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição do fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros.

Conheça a campanha: Conte o que o cigarro não mostra

Conheça os dados do Vigitel 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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