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Dólar encontra estabilidade em R$ 5,30 com atenção redobrada a juros nos EUA e dados no Brasil

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O dólar comercial inicia o dia em leve alta no Brasil, cotado por volta de R$ 5,30 — nível próximo à estabilidade — num ambiente doméstico e internacional marcado por cautela. Segundo dados recentes, um dólar era cotado em aproximadamente R$ 5,2978 na última cotação divulgada.

No mercado externo, a moeda norte-americana registrava desempenho misto, enquanto investidores monitoram atentamente os sinais de política monetária da Federal Reserve (Fed) e dados econômicos da China e de outros países-chave.

Pressão do Fed gera dúvida sobre cortes de juros

Vários integrantes do Fed têm levantado dúvidas sobre um corte de juros em dezembro, citando incertezas sobre inflação e mercado de trabalho nos EUA. No momento, segundo monitoramento da ferramenta CME FedWatch Tool, cerca de 53,2% dos participantes estimam um corte de 25 pontos-base em dezembro, enquanto 46,8% acreditam que a taxa será mantida.

Essa indecisão pesa sobre o dólar globalmente e reverbera no Brasil, uma vez que expectativas domésticas e câmbio tendem a reagir à trajetória da política monetária norte-americana.

Câmbio no Brasil: leve oscilação e operações do BC

No mercado interno, o dólar à vista abriu a sessão a cerca de R$ 5,2991, representando alta de 0,02%. Paralelamente, no mercado futuro da B3 para dezembro — o contrato mais líquido atualmente — houve leve avanço de 0,10%.

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O Banco Central do Brasil (BC) anuncia leilão de 45.000 contratos de swap cambial com vencimento em 1º de dezembro, o que reforça o papel da autoridade monetária no gerenciamento de liquidez e hedge externo.

Essa movimentação mostra que o BC permanece ativo no câmbio, apesar do momento de relativa “tranquilidade”.

Dados domésticos, bolsa e acumulados de desempenho

No Brasil, os olhos se voltam para a divulgação de dados de emprego pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A abertura desses números adiciona componente local ao cenário já condicionado por fatores globais.

Na véspera, o dólar registrou ligeira alta de 0,09% e ficou em R$ 5,2982 no fechamento. No acumulado da semana, a moeda tem variação marginal negativa — estimadas em torno de -0,70%. No mês, a queda aproxima-se de -1,5%, e no ano a valorização da nossa moeda frente ao dólar gira em torno de -14%.

Por outro lado, o índice brasileiro Ibovespa mostra performance positiva: na semana cerca de +2%, no mês +5% e no ano +30%, segundo os valores mais recentes citados.

Esses dados sublinham como câmbio, bolsas e dados econômicos interagem num contexto global com grau elevado de incerteza.

Relações entre câmbio, inflação e cenário de juros no Brasil

Embora o câmbio esteja relativamente estável, o cenário brasileiro exige atenção: uma moeda fraca pode pressionar os preços internos e levar a ajustes hercúleos pela autoridade monetária. Com as tensões externas e o Fed em compasso de espera, o Brasil observa o quadro externo enquanto deve compatibilizar política cambial, inflação e crescimento.

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Investidores estrangeiros, em especial, acompanham com lupa as políticas brasileiras (monetária, fiscal e cambial), pois alterações de rumo nos EUA ou mudanças abruptas no cenário doméstico podem provocar realinhamentos rápidos da cotação e dos ativos de risco.

O que observar daqui para frente
  • Leitura dos discursos de dirigentes do Fed: qualquer sinal mais firme de cortes ou manutenção pode afetar fluxo internacional.
  • Indicadores de emprego e inflação nos EUA e na China: o desempenho chinês recente em produção industrial e varejo — em ritmo mais lento — alimenta cautela global.
  • A atuação cambial do BC: leilões de swap e intervenções podem alterar o nível de liquidez e influenciar câmbio de curto prazo.
  • Evolução da bolsa brasileira e de entradas/saídas de capitais: com o Ibovespa em alta, monitorar se isso atrai ou reduz demanda por proteção cambial.
  • Dados de emprego e inflação no Brasil: caso pressões inflacionárias se intensifiquem, há risco de nova elevação de juros, o que pode fortalecer o real ou segurar o câmbio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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