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MME conduz debate global sobre combustíveis sustentáveis em reunião ministerial da COP30

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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou da Reunião Ministerial sobre Combustíveis Sustentáveis, realizada nesta sexta-feira (14/11), na COP30, em Belém (PA), reforçando o papel estratégico do Brasil na articulação internacional voltada à ampliação do uso de combustíveis sustentáveis e ao avanço do Belém 4X Pledge, compromisso global voluntário que busca quadruplicar o consumo de combustíveis sustentáveis até 2035.

Com experiência acumulada em etanol, biodiesel, biometano e novas rotas tecnológicas como SAF e hidrogênio de baixa emissão, o Brasil tem se afirmado como referência internacional. Essa trajetória permite ao país orientar debates e construir convergência com governos, organismos multilaterais e grandes empresas interessadas em acelerar a descarbonização de setores de difícil abatimento.

A atuação brasileira enfatiza que ampliar combustíveis sustentáveis depende de previsibilidade regulatória, incentivos corretos e coordenação global. Como destacou o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, que conduziu a reunião, representando o ministro Alexandre Silveira, “o Brasil demonstra que políticas bem estruturadas criam mercados, reduzem emissões e impulsionam desenvolvimento. Nossa experiência mostra que a transição energética é possível quando os atores certos caminham juntos”.

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O Belém 4X Pledge tem como base o balanço global da COP28, as declarações do G20 e as ações da Global Biofuels Alliance. O texto incentiva políticas nacionais mais ambiciosas, como a integração das metas nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) e fortalecimento de marcos regulatórios, infraestrutura e instrumentos de financiamento. Também propõe cooperação internacional para ampliar rotas tecnológicas, harmonizar metodologias de carbono e estimular o comércio internacional de combustíveis sustentáveis, respeitando as realidades de cada país.

Durante o encontro, o Brasil apresentou resultados recentes da sua agenda de biocombustíveis. Até agosto de 2025, a produção nacional de etanol alcançou cerca de 27 bilhões de litros, um crescimento superior a 13% em relação ao ano anterior. O etanol de milho já soma mais de 6 bilhões de litros em projetos em execução, enquanto a produção de biometano chegou a 74,47 milhões de m³, apontando para um crescimento de 25,47%. O país também conta com 438 usinas de biocombustíveis autorizadas e outras 123 unidades em obras ou ampliação, apoiadas por marcos como a Lei do Combustível do Futuro.

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Como encaminhamento da reunião, o Brasil reforçou a necessidade de cada país apresentar, já em 2025, planos concretos de contribuição. A mensagem central foi clara: somente uma articulação internacional consistente permitirá acelerar a transição energética global com sustentabilidade, segurança e inclusão, princípios que orientam a atuação brasileira no setor.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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MJSP apoia operação contra grupo interestadual especializado em fraudes eletrônicas

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Manaus, 26/5/2026 – A Polícia Civil do Estado do Amazonas (PCAM) deflagrou a Operação Cripsis para desarticular associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas interestaduais. A ofensiva contou com o suporte do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e com apoio operacional da Polícia Civil do Estado de Pernambuco (PCPE).

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária no Amazonas (AM). Em Pernambuco (PE), a operação resultou no cumprimento simultâneo de cinco mandados de busca em três municípios: Abreu e Lima, Caruaru e Paudalho, além de um mandado de prisão em Igarassu.

Durante as buscas, as equipes apreenderam computadores, aparelhos celulares utilizados nos golpes, cartões bancários e documentos que serão submetidos à perícia técnica para rastrear o fluxo financeiro e identificar novas vítimas.

Golpes com falsa identidade

As investigações foram iniciadas após denúncias de um profissional de notoriedade nacional na área de segurança digital. Os criminosos utilizavam fotografias e o nome empresarial da vítima para conferir credibilidade à fraude.

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O esquema funcionava de forma estruturada nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.

* Serviço falso: passando-se pelo especialista, os golpistas ofereciam falsos serviços de recuperação de contas e perfis de redes sociais invadidos.
* Vantagem ilícita: as vítimas eram induzidas ao erro e realizavam pagamentos via Pix.
* Ocultação: para dificultar o rastreamento policial, a quadrilha utilizava e-mails temporários, linhas telefônicas registradas em diferentes estados e contas bancárias de “laranjas”.

O cruzamento de dados, com auxílio do Ciberlab, permitiu à equipe de investigação individualizar e localizar os suspeitos.

“A Operação Cripsis demonstra que o anonimato pretendido pelos criminosos na internet é uma ilusão. Ao tentarem se esconder atrás da reputação e do nome de um renomado especialista em segurança digital, os investigados acreditavam que conseguiriam blindar suas reais identidades de forma impune. Nosso foco agora é a análise do material apreendido, visando identificar o total de pessoas lesadas”, afirmou a delegada da Polícia Civil do Amazonas Débora Barreiros.

Crimes

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato eletrônico (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), falsa identidade (Art. 307 do Código Penal), invasão de dispositivo informático (Art. 154-A do Código Penal) e associação criminosa (Art. 288 do Código Penal). Somadas, as penas podem ultrapassar 13 anos de prisão, além de multa.

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Operação Cripsis

Na biologia, cripsis é a capacidade de um organismo evitar ser detectado por outros seres, por meio de mecanismos que vão além da camuflagem visual, incluindo recursos olfativos e auditivos. O nome da operação faz referência à atuação das polícias civis na desarticulação de um grupo criminoso que utilizava e-mails falsos, IPs mascarados e identidades clonadas para aplicar golpes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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