Educação

MEC debate educação escolar indígena na COP30

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Para discutir a educação ambiental, a educação escolar indígena e a criação da Universidade Indígena, o Ministério da Educação (MEC) participou de painéis do 8º Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI), que ocorre de 11 a 21 de novembro, como parte da agenda da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA).  

Com o tema “Por uma Pedagogia dos Territórios e dos Biomas – Educação para Manejo do Clima e Proteção do Planeta”, o 8º Encontro da FNEEI contou com a participação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC. 

A secretária da Secadi, Zara Figueiredo, participou do painel Universidade Indígena (Aldeia COP): educação, ciências indígenas, territórios e justiça climática, no dia 13 de novembro, que abordou desafios institucionais e governança. Professores, pesquisadores, estudantes e lideranças indígenas de todo o Brasil também estiveram presentes no debate.  

Na ocasião, Zara destacou a relevância dos povos e das comunidades indígenas, quilombolas e do campo na agenda ambiental e falou sobre a necessidade de se somar os saberes tradicionais ao conhecimento produzido pelas universidades. “Não dá para pensar meio ambiente e clima se não pensarmos em povos tradicionais. É muito importante que indígenas, quilombolas e população do campo tenham um protagonismo nessa agenda. Muito antes das universidades elaborarem e darem nome para a transição energética, para a ecologia ou o clima, os indígenas e os quilombolas faziam isso como parte natural e extensão da sua vida. Por isso, a gente precisa fazer esse movimento de fazer os saberes tradicionais conversarem com os saberes que a universidade produz”, destacou a secretária. 

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Na ocasião, ela recebeu da Coordenação Executiva do Fórum uma minuta com diretrizes para a implementação da Lei 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino das histórias e das culturas indígenas nas escolas públicas e privadas do país. O documento recorda que, mesmo após 17 anos da instituição da lei, ela ainda não é aplicada integralmente no país.  

Agenda – Já no dia 14 de novembro, o gerente de Projetos da Secadi, Erin Bueno, participou da mesa temática: Lei nº 11.645/2008, Plano Nacional de Educação, Subsistema Nacional de Educação Escolar Indígena e Territórios Etnoeducacionais. A mesa contou, ainda, com a presença do reitor da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Clay Chagas, que reforçou seu apoio à educação escolar indígena e destacou a importância do encontro.  

A mesa de diálogo analisou avanços, desafios e lacunas na implementação da lei, além das políticas educacionais indígenas, destacando a necessidade de fortalecer a compreensão da educação escolar indígena como parte estruturante do sistema educacional brasileiro, com respeito à sua especificidade, interculturalidade e gestão própria nos territórios.  

A agenda continua nesta segunda-feira, 17 de novembro, quando a coordenadora-geral de Políticas Educacionais Indígena do MEC participará do debate sobre Formação de Professores e Práticas Pedagógicas Interculturais – Ação Saberes Indígenas, Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) Equidade, Programa de Apoio à Formação Superior – Licenciaturas e Pedagogias Interculturais Indígenas (Prolind) Magistério. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC lança curso de IA para professores do ensino fundamental

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O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta sexta-feira, 26 de junho, o curso “IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico – ensino fundamental”. A iniciativa integra as ações da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) e reforça o compromisso do governo federal com a qualificação dos professores para o uso ético e pedagógico das tecnologias digitais nas escolas públicas brasileiras. 

O curso é uma iniciativa da Secretaria de Educação Básica (SEB) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e é totalmente gratuito. A formação está disponível na Plataforma Mais Professores – ambiente virtual de aprendizagem do MEC. 

A iniciativa amplia uma ação que já apresentou resultados: em abril deste ano, o MEC disponibilizou a versão do curso voltada ao ensino médio, que alcançou mais de 22 mil cursistas – dado que evidencia o interesse crescente dos educadores pelo tema. Agora, os docentes dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) também contam com uma formação estruturada e alinhada à realidade de suas turmas. 

Além de professores regentes, o conteúdo é voltado para os demais profissionais da educação, estudantes de pedagogia e de licenciaturas, coordenadores pedagógicos e demais profissionais da educação interessados em integrar a inteligência artificial (IA) às práticas pedagógicas de forma crítica e responsável. 

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Módulos – O curso está organizado em cinco módulos que articulam fundamentos conceituais, aspectos técnicos, implicações éticas e aplicações pedagógicas da IA. São eles: 

  • 1. Introdução à inteligência artificial: fundamentos históricos, conceituais e técnicos da inteligência artificial. Serão abordados temas como evolução da tecnologia, dados, algoritmos, aprendizado de máquina, redes neurais, ciclo de vida dos sistemas de IA e interação humano-IA. 
  • 2. Letramento em IA: parte de três eixos estruturantes, que são letramento em dados, letramento em algoritmos e letramento em modelos. Serão discutidos curadoria de dados, vieses, aprendizagem supervisionada e não supervisionada, funcionamento dos modelos de IA e suas limitações.  
  • 3. Sociedade e inteligência artificial: impactos da IA no mundo do trabalho, nas dinâmicas sociais e na sustentabilidade ambiental. Serão discutidos temas como indústria 5.0, equipes mistas humano-máquina, IA centrada no planeta, desigualdades e implicações políticas e sociais da adoção dessas tecnologias. O objetivo é ampliar a compreensão sobre o papel da escola na formação cidadã em uma sociedade digital. 
  • 4. Elementos pedagógicos: aplicação pedagógica da IA, com destaque para a IA generativa. Serão exploradas práticas como uso de chatbots, geração de textos, imagens, músicas e podcasts, elaboração de planos de aula, produção de avaliações acessíveis e revisão de textos.  
  • 5. Referencial curricular: referencial curricular proposto para a adoção da inteligência artificial na educação básica. Serão discutidas as dimensões, competências e habilidades organizadas para o ensino fundamental II e ensino médio, bem como orientações para implementação prática. 
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Diretrizes – A proposta formativa está alinhada ao referencial lançado pela Secretaria de Educação Básica, intitulado “Inteligência Artificial na Educação Básica: documento orientador sobre caminhos curriculares e práticas éticas de uso de IA nas escolas”. O documento trata sobre os conhecimentos, aprendizagens e dinâmicas significativas de uso da inteligência artificial na educação básica, assim como os usos que não contribuem com o processo de ensino e aprendizagem. 

Esse curso foi produzido no âmbito da implementação do projeto Escolas Abertas Habilitadas por meio das Tecnologias para Todos, desenvolvido globalmente pela Unesco com apoio da Huawei. Na primeira fase, o projeto foi realizado no Egito, na Etiópia e em Gana; já a segunda fase (2024, 2025, 2026) ocorre no Brasil e na Tailândia, com continuação no Egito. No Brasil, o projeto é implementado em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e contribui para o avanço das políticas de educação digital e midiática, tendo como foco a formação de professores em competências digitais. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB  

Fonte: Ministério da Educação

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