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“O tempo das promessas já passou”, diz Alckmin na abertura do segmento de alto nível da COP30

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A segunda semana de negociações da COP30 iniciou, na última segunda-feira (17/11), com um forte apelo por ações concretas de implementação do Acordo de Paris. Durante a abertura da plenária de alto nível, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que o debate ocorre em um contexto decisivo para que os compromissos climáticos saiam do papel. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, participou da cerimônia.

“O tempo das promessas já passou. Cada fração de grau adicional no aquecimento global representa vidas em risco e mais desigualdade. Esta COP deve marcar o início de uma década de entrega”, destacou Alckmin. 

O encontro, que marca o início do ciclo político da Conferência, é o momento central para a aceleração das negociações e reúne cerca de 160 ministros e representantes de alto escalão de diversos países.

COMPROMISSOS DO BRASIL — A presença do vice-presidente marca o 8º dia da COP30 e reforça compromissos do país com o avanço na transição energética justa, além da meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030 e de manter a redução já alcançada de 50% no desmatamento. 

“É a Conferência da verdade, da implementação e, sobretudo, da responsabilidade. Com o planeta, com as pessoas e com as gerações que ainda virão. Cada decisão tomada hoje deve preservar as condições de vida na Terra e assegurar justiça entre as gerações”, disse Alckmin.

O vice-presidente também apontou o estágio avançado da transição energética brasileira: “O Brasil chega a esta conferência reafirmando seu compromisso com a energia limpa, a inovação e a inclusão. Temos a matriz energética mais renovável entre as grandes economias e somos pioneiros em biocombustíveis e bioenergia”, destacou.

Como exemplo das ações em curso, Alckmin relembrou que, neste ano, o Governo do Brasil aumentou para 30% a participação do etanol na gasolina e aumentou para 15% o bio no diesel.

FUNDO FLORESTAS TROPICAIS — Entre outras iniciativas, Alckmin mencionou o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que já mobilizou bilhões de dólares para unir preservação e inclusão social, além da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira, considerada ousada, com metas de redução de emissões líquidas.

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“O lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre representa uma nova forma de aliar preservação, economia verde e justiça social. Proteger a floresta é proteger as pessoas — porque a vida humana e a natureza são inseparáveis”, declarou.

DEZ ANOS DO ACORDO DE PARIS — Os avanços na energia renovável foram apontados como um dos resultados mais palpáveis do Acordo de Paris. Na COP28, em Dubai, também foi estabelecida a meta de triplicar o uso de renováveis e duplicar a eficiência energética até 2030, por meio do Balanço Global (GST, na sigla em inglês) e das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês).

A presidente da 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock, destacou que as negociações climáticas são complexas, mas que o Acordo de Paris obteve grandes conquistas. “Muitos até duvidavam do potencial da energia renovável. Falar sobre a eliminação do carvão era visto como quase utópico. E agora, 10 anos depois, um curto período na diplomacia internacional, estamos fazendo a transição dos combustíveis fósseis”, celebrou Baerbock. “Elas são agora a fonte de energia de crescimento mais rápido, representando 90% das novas instalações de energia global em 2024”, completou.

Simon Stiell, secretário executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), também apontou esse crescimento, afirmando que mais de US$ 2,2 trilhões foram destinados para a energia renovável só no ano passado. Stiell também ressaltou que na COP30 já alcançou um marco.

 “Negociadores estão trabalhando dia e noite. A primeira semana já reflete a convicção de que o acordo de Paris é a única maneira de a humanidade sobreviver a esta crise climática e espalhar os benefícios para todas as nações. Vamos mostrar mais uma vez que a cooperação do clima funciona para entregar progressos reais”, disse.

AGENDA ESTRATÉGICA — O governo do Brasil apresentou na COP30 uma agenda estratégica voltada à aceleração da transição energética, ao fortalecimento da bioeconomia e à ampliação da cooperação internacional. Entre as iniciativas destacadas estão as metas globais para expandir a participação de energias renováveis; o “Compromisso de Belém” para o avanço de combustíveis sustentáveis; e a criação de uma coalizão global de mercados de carbono.

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ATUAÇÃO DO BRASIL — No Brasil, foram intensificadas as ações em bioenergia, descarbonização industrial, inovação e economia circular, consolidando políticas públicas orientadas a um modelo de desenvolvimento de baixo carbono. No cenário internacional, o país atuou em defesa de metas climáticas compatíveis com o limite de 1,5°C e de um financiamento climático mais justo e proporcional aos desafios globais.

A expectativa é de que a COP30 seja um legado de iniciativas para ampliar a energia limpa, enfrentar o desmatamento e fortalecer a cooperação, marcando a transição do regime climático da negociação para a implementação.

DESCARBONIZAÇÃO INDUSTRIAL — Também nesta segunda-feira na COP30, Alckmin participou do lançamento da consulta pública da Estratégia Nacional de Descarbonização Industrial no Brasil (ENDI). A iniciativa utiliza a descarbonização como motor de desenvolvimento econômico sustentável, visando a neutralidade climática do Brasil até 2050. A consulta pública pode ser acessada na plataforma Brasil Participativo e fica aberta às contribuições até 17 de janeiro de 2026.

Alckmin afirmou que a sustentabilidade ajuda a economia, e lembrou que a descarbonização industrial está totalmente alinhada às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB). “Uma indústria mais inovadora, mais sustentável, verde, que é o que estamos assinando aqui hoje, e mais competitiva”, ressaltou.

OBJETIVOS — A consulta foca em três objetivos: valorizar o potencial do Brasil em emissões industriais mais limpas; acelerar a descarbonização da indústria existente por meio da substituição de insumos intensivos em carbono; e criar cadeias industriais verdes.  “A ENDI vai fortalecer a produção nacional, aumentando a competitividade da indústria brasileira em um cenário global que exige baixas emissões. Com essa estratégia, mais uma vez, o Brasil mostra que está na liderança global quando falamos de sustentabilidade”, afirmou Alckmin.

(com informações da Secom)

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Número de cervejarias bate recorde no Brasil em 2025 e produção de cerveja sem glúten dispara 417%

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O setor cervejeiro brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos e consolidou sua expansão no país. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que o Brasil alcançou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios.

O levantamento também destaca a retomada do crescimento no número de produtos registrados, avanço das marcas de cerveja e forte expansão da produção de cervejas sem glúten, que registrou alta de 417,6% no último ano.

Setor cervejeiro amplia presença e fortalece economia regional

Segundo o Anuário, a indústria cervejeira brasileira mantém trajetória de fortalecimento mesmo diante de desafios econômicos e climáticos enfrentados ao longo de 2025.

A expansão territorial do setor reforça o papel da cerveja como geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional. Pela necessidade de proximidade entre produção e consumo, a atividade favorece a interiorização da economia e estimula cadeias produtivas locais.

Atualmente, o setor está presente em quase 800 municípios brasileiros e movimenta mais de 2,5 milhões de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva. Além disso, responde por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

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Número de produtos e marcas de cerveja volta a crescer

O levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária aponta que o número de produtos registrados chegou a 44.212 em 2025, retomando a trajetória de crescimento do setor.

As marcas de cerveja registradas também avançaram 2,1%, totalizando 56.170 registros ativos no país.

Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, os resultados refletem a capacidade de adaptação da indústria cervejeira brasileira.

Segundo ele, o setor manteve investimentos em inovação, tecnologia e diversificação de portfólio, fortalecendo a conexão histórica da cerveja com os consumidores brasileiros.

Exportações de cerveja atingem maior valor da história

Outro destaque do Anuário foi o desempenho internacional da indústria cervejeira brasileira.

As exportações alcançaram US$ 218,3 milhões em 2025, maior valor já registrado na série histórica. O setor também fechou o ano com superávit recorde de US$ 195 milhões na balança comercial.

Atualmente, a cerveja brasileira é exportada para 77 países, ampliando a presença internacional das marcas nacionais e fortalecendo a competitividade da indústria no mercado global.

Produção de cerveja sem glúten cresce mais de 400% no Brasil

A cerveja sem glúten foi um dos segmentos que mais cresceram no país em 2025.

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Segundo o Anuário da Cerveja 2026, a produção saltou de 71 milhões para 368 milhões de litros em apenas um ano, avanço de 417,6% em relação a 2024.

O volume já representa cerca de 2,35% dos 15,69 bilhões de litros de cerveja produzidos no Brasil, indicando o aumento da demanda por bebidas voltadas a consumidores que buscam produtos sem glúten.

O crescimento acompanha a tendência de diversificação do mercado de bebidas e o avanço do interesse por produtos alinhados a diferentes perfis de consumo.

Inovação e diversidade impulsionam crescimento do setor cervejeiro

O Anuário reforça que a combinação entre tradição, inovação e capilaridade regional segue sendo um dos pilares da expansão da indústria cervejeira brasileira.

Com presença crescente em diferentes regiões do país, o setor mantém investimentos em sustentabilidade, tecnologia e novos nichos de mercado, consolidando a cerveja como uma das cadeias produtivas mais relevantes da indústria de alimentos e bebidas no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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