Policiais militares do 1º Comando Regional resgataram, na noite desta quinta-feira (27.11), um homem mantido refém por integrantes de uma facção criminosa, em Cuiabá. A vítima foi encontrada com diversos ferimentos pelo corpo, após ser espancada durante um “tribunal do crime”. Na ação, as equipes apreenderam três carros e uma motocicleta. Um homem foi preso em flagrante, suspeito de integrar o grupo criminoso.
Conforme o boletim de ocorrência, os policiais militares do 24º Batalhão foram acionados para se deslocaram até uma região de mata na Capital. Com apoio das equipes do 3º Batalhão, os militares foram até o local e se depararam com diversos suspeitos segurando pedaços de paus, facas, cordas e pedras, que estavam sendo arremessadas contra vítima, que estava amarrada.
Durante a tentativa de abordagem, os membros do grupo criminoso correram para uma área de mata fechada. Em seguida, equipes do Batalhão de Rondas Ostensivas Tática Móvel (Rotam) também foram acionados para dar início às buscas aos suspeitos.
Um dos envolvidos foi detido em flagrante, nas proximidades do Contorno Leste, sentido ao bairro Três Barras. Ele era monitorado por meio de tornozeleira eletrônica. Os policiais militares mantêm o policiamento tático pela região, com objetivo de localizar os demais integrantes.
À PM, o homem confessou que a vítima seria executada, pois teria uma dívida com a facção criminosa. Já o homem resgatado foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá.
No local em que ele era mantido refém, os policiais militares apreenderam um veículo Voyage, um Fiat Mob, e um Virtus, que estava com marcas de sangue no porta malas, além de uma motocicleta modelo Honda Fan, ambos de origem ilícita. Dois veículos foram entregues à Central de Flagrantes, já outros ficaram sob responsabilidade do 10º Batalhão.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 180 ou para emergência 190.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MT) realizam, entre 16 e 19 de abril, o Seminário Regional Araguaia – Trabalho Escravo, Direitos Humanos e Participação Popular, em Porto Alegre do Norte (a 1.125 km de Cuiabá).
A presidente do Coetrae, Márcia Ourives, destacou que o município foi escolhido para receber o seminário após o resgate de 563 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma obra de usina de etanol no ano passado.
“O diálogo e a participação social são pilares fundamentais para a construção de uma política pública exitosa. O enfrentamento ao trabalho escravo não é diferente. Estamos aqui para dialogar e capacitar agentes e lideranças de direitos humanos, além de gestores públicos e autoridades competentes, que são atores importantes para o combate ao trabalho escravo em Mato Grosso”, reforçou.
A programação começou na tarde desta quinta-feira (16.4), com a visita técnica a uma cooperativa de catadores de materiais recicláveis, voltada para a prevenção do trabalho escravo.
No período noturno, foi realizada uma palestra educativa e apresentações sobre o tema aos alunos do modelo de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), da Escola Estadual Alexandre Quirino de Souza. Além de conhecer a realidade do trabalho escravo, os alunos também aprendem como denunciar e a quem recorrer para garantir seus direitos.
Para o estudante Matheus de Carvalho, 19 anos, que participou das apresentações, a visita do Coetrae à escola foi fundamental para mudar a percepção dos estudantes sobre o que é trabalho análogo à escravidão nos dias atuais.
“A vinda do Coetrae nos trouxe uma nova visão sobre o trabalho escravo, muito importante para os jovens da nossa idade que estão terminando os estudos e entrando no mercado de trabalho, para não nos tornarmos vítimas desse tipo de crime”, destacou.
A estudante Ruth Maria, 19 anos, pontuou que, além de ajudar os estudantes que estão começando a trabalhar, também ajuda a alertar a própria família, que não teve acesso à informação.
“Além de ser importante para nós que estamos começando a trabalhar, essa informação é muito importante para nossa família, pois muitos não têm essa informação e não conhecem o que é estar refém do trabalho escravo, porque, sem ajuda, não conseguem sair”, reforçou.
As atividades continuam nesta sexta, sábado e domingo, com visitas técnicas, encontros com autoridades, palestras e mesas-redondas acerca do tema no município.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.