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Brasil ratifica Tratado do Alto-Mar e fortalece a conservação e o uso sustentável dos recursos marinhos

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O Brasil ratificou o Acordo de Biodiversidade Marinha Além da Jurisdição Nacional (BBNJ), também conhecido como “Tratado do Alto-Mar”. O documento que confirma a adesão brasileira foi entregue pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao secretário-geral da ONU, António Guterres, durante a COP30, realizada em Belém (PA).

Negociado ao longo de quase 20 anos, o BBNJ estabelece, pela primeira vez, regras abrangentes para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade marinha em áreas além das jurisdições nacionais, bem como contribui para preencher uma lacuna histórica na governança internacional do oceano.

O Tratado do Alto-Mar, adotado pela ONU em 2023 e já assinado por 126 países, entrará em vigor em 17 de janeiro de 2026. Durante sua participação na UNOC 3, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso de ratificar o acordo ainda em 2025.

O tratado tem como objetivo assegurar a conservação, tanto imediata quanto de longo prazo, e a exploração sustentável da biodiversidade marinha em áreas fora das Zonas Econômicas Exclusivas (ZEE) – ou das jurisdições nacionais. Na prática, isso abrange quase metade da área oceânica do planeta.

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O Acordo consolida, ainda, o princípio de que a biodiversidade marinha fora dos territórios nacionais constitui “patrimônio comum” da humanidade e possui quatro principais pilares:

  • Recursos genéticos marinhos, incluindo a repartição justa e equitativa dos benefícios;
  • Instrumentos de gestão baseados em áreas, incluindo áreas marinhas protegidas;
  • Impacto ambiental; e
  • Capacitação e transferência de tecnologia marinha.

Ao ratificar o acordo antes da vigência formal, o Brasil se consolida como um dos Estados Partes pioneiros, garantindo participação como membro pleno na primeira Conferência das Partes do Tratado. A iniciativa reforça o compromisso histórico do País com a conservação ambiental, a preservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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MBRF investe US$ 70 milhões e amplia complexo industrial no Uruguai com foco em exportação de carne bovina

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A MBRF, uma das maiores empresas globais do setor de alimentos, anunciou a ampliação de seu complexo industrial em Tacuarembó, no norte do Uruguai, com investimento de US$ 70 milhões. O projeto consolida o modelo industrial integrado já adotado no Brasil e reforça a estratégia de expansão em produtos de maior valor agregado, voltados ao mercado internacional de proteínas.

Expansão industrial e aumento de capacidade produtiva

A ampliação da unidade representa um avanço significativo na escala produtiva da companhia no país. A linha de industrializados é um dos principais destaques do projeto: a produção de hambúrgueres salta de 200 para 900 toneladas mensais, o equivalente a cerca de 500 mil unidades por dia, um crescimento de 350%.

No abate de bovinos, a capacidade também foi ampliada, passando de 900 para 1.400 animais por dia, um aumento de aproximadamente 40%. Com isso, o complexo de Tacuarembó se consolida como o maior centro de abate bovino do Uruguai.

A infraestrutura industrial também foi reforçada com a expansão das câmaras de pré-resfriamento, que passam de 1.800 para 2.800 animais, além da implantação de um novo túnel de congelamento com capacidade para 21 mil caixas.

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Segundo Marcos Molina, chairman da MBRF, o modelo adotado garante ganhos operacionais relevantes.

“Esse modelo industrial nos permite operar com maior escala, eficiência, segurança e padronização, ampliando a capacidade de atender múltiplos mercados com qualidade e agilidade”, afirmou.

Mercado externo e estratégia global de exportação

A produção da unidade uruguaia será destinada tanto ao mercado interno quanto ao comércio internacional, com embarques para destinos estratégicos como Estados Unidos, China, Japão, Coreia do Sul e União Europeia.

Com a ampliação, a MBRF reforça sua relevância no comércio exterior do Uruguai, respondendo por cerca de 30% das exportações de carne bovina do país.

O CEO da companhia, Miguel Gularte, destacou a importância estratégica da operação.

“O Uruguai é um mercado reconhecido pela qualidade sanitária e acesso a mercados internacionais. Esses fatores fortalecem nossa competitividade e o compromisso de longo prazo com o país”, afirmou.

Emprego e impacto econômico regional

A expansão também terá impacto direto na economia local, com a geração de 570 novos postos de trabalho. Com isso, o complexo passa a empregar cerca de 2.270 trabalhadores diretos, fortalecendo a cadeia produtiva regional no norte uruguaio.

Além disso, a MBRF mantém programas de certificação com produtores parceiros, ampliando a oferta de carne bovina certificada para mercados exigentes ao redor do mundo.

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Produção sustentável e economia circular

O projeto industrial incorpora práticas de sustentabilidade e eficiência ambiental. A unidade conta com uma planta de tratamento de efluentes, responsável pelo processamento da água e resíduos sólidos antes do retorno ao meio ambiente.

Outro destaque é a adoção de aerogeradores para geração de energia renovável, que devem representar cerca de 10% do consumo total da planta.

Também foi implantada uma unidade de produção de farinha de sangue, com capacidade de 100 toneladas mensais, reforçando práticas de economia circular ao reaproveitar subprodutos do processo industrial.

Liderança consolidada no Uruguai

Com cerca de 20 anos de atuação no país, a MBRF consolidou uma operação integrada no Uruguai, que inclui abate, confinamento (feedlot), processamento, logística e escritório comercial.

A marca Sadia detém aproximadamente 70% de participação no mercado uruguaio, refletindo a consolidação da empresa junto ao consumidor local e a forte presença na cadeia de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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