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Leilão Catel 2025 reúne terneiras Angus, Brangus e Ultrablack selecionadas em parceria entre Rincon e Reconquista

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Pelo terceiro ano consecutivo, as famílias Cairoli e Tellechea se unem para a realização do Leilão Catel, que acontece em 2 de dezembro, a partir das 19h30min. Nesta edição, serão ofertadas 50 terneiras Angus, Brangus e Ultrablack cuidadosamente selecionadas, reunindo genética de alta qualidade para formação e aprimoramento de plantéis.

A parceria Catel nasceu na década de 1980, com a união entre o jovem José Paulo Cairoli e seu cunhado Neco Tellechea, consolidando ao longo dos anos uma tradição de excelência na seleção de bovinos de corte. O remate terá Fábio Crespo no comando do martelo, e as vendas serão conduzidas pelos times da Parceria Leilões e da Programa Leilões, com transmissão ao vivo pelo Lance Rural e Parceria TV.

Plantel de referência com genética superior

As propriedades Reconquista Agropecuária, de Alegrete (RS), e Rincon del Sarandy, de Uruguaiana (RS), apresentam um plantel de referência fruto de processos metódicos de seleção. Segundo José Paulo Cairoli, as fêmeas ofertadas destacam-se pela qualidade e potencial produtivo, sendo capazes de gerar ganhos significativos em qualquer rebanho.

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O pecuarista Ignacio Tellechea comentou que o projeto deste ano foi inspirado no clássico filme “Caça-Fantasmas”, brincando que o remate oferece uma oportunidade de “capturar uma genética de outro mundo”.

Oportunidade para formar ou incrementar plantéis

José Paulo Cairoli reforça que o leilão representa uma chance única para adquirir terneiras superiores, seja para iniciar um novo plantel ou para incrementar o gado existente. “São animais que futuramente poderão se tornar excelentes mães e gerar retorno produtivo significativo nos rebanhos”, afirma o criador.

O leilão ainda oferece facilidades de pagamento, com opção de até 30 parcelas, e desconto de até 12% para pagamento à vista. O frete também tem condição especial: ao pagar o transporte do primeiro animal, os demais seguem gratuitamente como carona.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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