Mato Grosso

Governo lança novos serviços do Corpo de Bombeiros para modernizar prevenção e resposta a incêndios urbanos

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O governador Mauro Mendes e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, lançaram, nesta segunda-feira (1º.12), dois novos serviços que vão modernizar a prevenção e a resposta a incêndios urbanos no Estado: as Vistorias Teleguiadas e o Fireloc, sistema de alerta automático de ocorrências de incêndios urbanos. As iniciativas fazem parte de um pacote de ações voltado a agilizar processos, reduzir custos públicos e aumentar a eficiência no atendimento às emergências no Estado.

A assinatura da portaria que autoriza o início dos serviços e a implementação do sistema ocorreu na Sala de Reuniões José Garcia Neto, no Palácio Paiaguás, com a presença de secretários de Estado, deputados estaduais, membros do Judiciário e representantes de entidades do setor produtivo e industrial de Mato Grosso.

De acordo com o governador, a integração entre tecnologia e serviço público, como ocorre com o Fireloc e as Vistorias Teleguiadas, representa um modelo de gestão que alia inovação, economia de recursos e melhoria na prestação de serviços, que deve servir de exemplo para outras áreas da administração pública.

“Eu realmente fico muito feliz, porque percebo que essa iniciativa de tornar o governo mais eficiente, prestando um serviço de qualidade ao cidadão e com menor custo, começa a se consolidar. Estamos ampliando nossa capilaridade e implementando soluções que muitas vezes nos surpreendem. Mato Grosso é o primeiro estado do Brasil a usar o sistema Fireloc, algo inédito no país, e conseguiremos implementá-lo com um custo muito baixo para os proprietários”, destacou o governador.

O comandante-geral do CBMMT, coronel Glêdson, explicou que o Fireloc permitirá que os acionamentos das centrais de alarmes de incêndio de prédios residenciais, comerciais e industriais sejam transmitidos automaticamente aos Centros de Operações do CBMMT e ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), em tempo real, sem necessidade de ligações telefônicas ou acionamentos manuais.

Ao detectar fumaça, calor, acionamento de sprinklers ou botoeiras de emergência, o Fireloc envia automaticamente a localização exata e informações técnicas da edificação, além do tipo de ocorrência. Com isso, as equipes do Corpo de Bombeiros Militar podem ser despachadas imediatamente, com dados precisos, garantindo uma resposta mais rápida, eficiente e segura à população.

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Ainda segundo o comandante, o novo sistema permitirá a redução de até 40% no tempo de resposta dos bombeiros às ocorrências. Apesar de sua implementação não ser obrigatória, pois envolve um custo de R$ 960 para a integração da central das edificações com o sistema, ela é fortemente recomendada aos empresários.

“Mato Grosso possui 103 mil empresas com centrais de alarme e aptas receber esse serviço que busca trazer um acionamento mais célere, diminuir os atrasos críticos de comunicação já que passa a não depender mais de ninguém para fazer essa comunicação. O que estamos fazendo é inovador, não existe no Brasil. É tudo interligado, o que vai diminuir o tempo resposta e aumentar a possibilidade de salvar vidas e patrimônio”, destacou o coronel.

Já o novo serviço de Vistorias Teleguiadas representa a modernização das vistorias em edificações de baixo e médio risco em todo o Estado. Nele, a vistoria passa a ser realizada por videochamada, com orientação remota de um bombeiro militar que acompanha o processo em tempo real. O objetivo é agilizar e desburocratizar a emissão do Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico, mantendo o rigor técnico das vistorias presenciais.

A expectativa, segundo o comandante, é que o prazo médio para a realização de vistorias em municípios sem unidade do CBMMT reduza de aproximadamente 16 dias para apenas três. Além disso, o modelo permitirá uma economia estimada de até 85% nos custos públicos com deslocamentos e diárias, liberando efetivo e recursos logísticos para ações de maior complexidade.

“Nossa intenção ainda é, de fato, resolver a problemática do deslocamento das equipes e do tempo prolongado de espera, que causa lentidão inclusive na arrecadação de recursos. Muitas vezes, a liberação de uma empresa demora, e ela poderia estar operando e gerando receita para o Estado. Cerca de 18% das vistorias, por exemplo, demandavam um segundo retorno do vistoriador, ou seja, todo o processo se tornava ainda mais demorado. Agora, podemos fazer isso de forma remota, sem perder a qualidade do serviço”, afirmou o comandante-geral.

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Para o secretário de Segurança Pública, coronel PM César Augusto de Camargo Roveri, a implantação desses novos serviços posiciona Mato Grosso na vanguarda da modernização da prevenção e resposta a incêndios urbanos, reforçando o compromisso do Governo com a proteção da vida, do patrimônio e o fortalecimento do ambiente de negócios no Estado.

“O impacto esperado é ampliar a comunicação de segurança, estimular o desenvolvimento econômico, facilitar esse crescimento, reduzir o tempo de espera e otimizar os recursos públicos. É Corpo de Bombeiros promovendo a transformação digital conforme orientado ao nosso governador”, destacou o secretário.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL/MT), David Pintor, destacou a importância das iniciativas para o setor produtivo e a sociedade em geral, destacando que a agilidade nos processos e a modernização dos serviços contribuem diretamente para o crescimento econômico e a segurança da população.

“Há pouco mais de um ano e meio, temos discutido algumas pautas relacionadas aos impactos na vida dos empresários do nosso estado, principalmente das nossas empresas, com o objetivo de tornar Mato Grosso mais atrativo e trazer novos investimentos. Nesse período, temos tratado dessas questões e promovido diversas mudanças na legislação. Inclusive, o governador já realizou uma grande mudança ao reduzir os valores das taxas vigentes, facilitando que os empresários possam se estabelecer ou investir no estado. Agora, com a apresentação desses dois programas, observamos uma grande evolução, e é gratificante ver que esse trabalho e essa discussão têm gerado resultados concretos”, afirmou.

Participaram ainda da apresentação dos resultados a senadora Margareth Buzetti, os deputados estaduais Dr. Eugênio e Nininho, a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazaretti; a secretária de Comunicação, Laice Souza; além de representantes da Famato, Aprosoja, Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer) e Defesa Civil do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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