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CNCP define novo ciclo do Plano Nacional de Combate à Pirataria

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Brasília, 03/12/2025 – Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Pirataria, celebrado nesta quarta-feira (3), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) reafirma seu compromisso com a ação contínua contra a pirataria e a comercialização ilegal de bens e serviços. Por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o Ministério apresenta as novidades que devem marcar a atualização do Plano Nacional de Combate à Pirataria (PNCP), cuja vigência atual se encerra no final deste ano.

A nova composição do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP) se prepara para definir, em 2026, o novo Plano Nacional. A Senacon planeja organizar o plano priorizando a integração entre os órgãos públicos de fiscalização e controle do comércio pirata, o empoderamento do consumidor e a adaptação às realidades do comércio digital, especialmente diante da crescente migração do consumo para o ambiente on-line.

Segundo o secretário Nacional do Consumidor, Paulo Henrique Pereira, “é fundamental que o consumidor tenha segurança ao adquirir qualquer tipo de produto ou serviço e que, se por qualquer razão ele desconfiar que está comprando um produto falso, disponha de ferramentas confiáveis para rastrear e verificar a autenticidade dos produtos e serviços. Dessa forma, o consumidor deixará de ser apenas alvo e passará a ser parceiro da fiscalização”, explica.

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Com essa abordagem, a nova fase do plano terá três prioridades: a articulação entre órgãos públicos e agências reguladoras na fiscalização do comércio irregular; a atuação junto às plataformas de comércio eletrônico; e o fortalecimento da conscientização do público, para que compras responsáveis façam parte da estratégia nacional de proteção da propriedade intelectual.

Entre as inovações previstas estão:

•⁠ ⁠A formalização de uma mesa permanente, que reunirá representantes do CNCP e órgãos com poder de polícia e fiscalização, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Receita Federal do Brasil (RFB), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O objetivo é fomentar operações periódicas de fiscalização.

•⁠ ⁠A articulação com os Procons estaduais e municipais, para descentralizar as ações de fiscalização e ampliar a eficiência no combate à venda de produtos falsificados fora dos grandes centros.

•⁠ ⁠O desenvolvimento de mecanismos de rastreabilidade e autenticação acessíveis ao consumidor, para que qualquer pessoa possa verificar a originalidade dos produtos no momento da compra, inclusive pela internet.

•⁠ ⁠A criação de um canal permanente de diálogo com plataformas de comércio eletrônico, em cooperação com a Senacon, para discutir possíveis lacunas regulatórias e reforçar o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC), além de fortalecer o enfrentamento das práticas ilegais de cópia e distribuição no ambiente digital — reconhecendo que grande parte do consumo atual ocorre on-line.

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CNCP reforça ações integradas e foco na proteção digital

Criado em 2004, extinto e recriado por decreto em 2020, o CNCP tem como missão articular ações entre o poder público e o setor privado, propor medidas de prevenção e repressão, fomentar campanhas educativas e monitorar a entrada de produtos falsificados no mercado formal.

Em 2025, essa missão ganhou destaque com a ampliação das ações de combate às práticas ilegais no ambiente digital. Recentemente, o CNCP reportou mais de 7.900 sites irregulares à Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), reforçando o compromisso com a proteção da propriedade intelectual no ambiente virtual.

Com as inovações previstas e a reestruturação institucional, o MJSP e o CNCP querem mais do que ações repressivas. O objetivo é fortalecer uma cultura de consumo consciente, com participação ativa da sociedade na defesa da legalidade, na proteção dos direitos autorais e no fortalecimento da economia formal.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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