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Recuperação de pastagens e sistemas integrados impulsionam o futuro sustentável da pecuária brasileira, aponta líder da JBS

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Regeneração do solo como prioridade da pecuária nacional

A recuperação de pastagens degradadas e a adoção de sistemas integrados de produção estão no centro das estratégias para o avanço sustentável da pecuária brasileira. A avaliação foi feita por Fábio Dias, líder de Pecuária Sustentável da JBS, durante o VEJA Fórum de Agronegócio, realizado em São Paulo.

Ao participar do painel “Agricultura Sustentável: como produzir sem desmatar”, o executivo destacou que eficiência produtiva e sustentabilidade devem caminhar lado a lado para garantir o futuro do setor. “A produção pecuária e agrícola precisa prosperar por muitos anos, não apenas por alguns. Se os produtores não forem bem, toda a cadeia não irá bem”, afirmou Dias.

Mudança de mentalidade e foco na longevidade do solo

Segundo o líder da JBS, o setor pecuário vive uma transição importante: o foco, antes centrado no volume de produção, agora se volta à qualidade e à longevidade do solo. Áreas antigas de abertura agrícola enfrentam degradação e queda de produtividade, o que tem impulsionado uma nova mentalidade baseada em práticas regenerativas.

“É fundamental garantir que a fazenda mantenha sua produtividade ano após ano, comprovando que a pecuária de longo prazo pode ser totalmente sustentável”, destacou.

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): o modelo brasileiro de sucesso

O executivo ressaltou que o Brasil possui uma vantagem competitiva única: a possibilidade de produzir duas ou três safras na mesma área. Nesse contexto, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) surge como ferramenta essencial para o desenvolvimento sustentável.

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De acordo com Dias, a presença de animais nas áreas agrícolas melhora a biologia do solo, aumenta sua capacidade de armazenar carbono e contribui para diversificar a renda do produtor.

“Colocar animais numa área aumenta a vida do local, eleva a qualidade da terra e mantém o solo coberto durante todo o ano”, explicou.

Além disso, a eficiência gerada por esses sistemas, somada à redução da idade de abate, diminui a pressão por desmatamento e reduz emissões de gases de efeito estufa, fortalecendo o caminho para uma pecuária brasileira de baixo carbono.

Programa Escritórios Verdes fortalece sustentabilidade na cadeia

Para acelerar a adoção de tecnologias regenerativas e ampliar a formalização do setor, a JBS criou um ecossistema de difusão de conhecimento e assistência técnica gratuita aos produtores. Essa estratégia é viabilizada pelo programa Escritórios Verdes, lançado em 2021, que oferece apoio técnico, ambiental e gerencial em todo o país.

Desde sua criação, a iniciativa já atendeu mais de 20 mil produtores, reinserindo-os na cadeia produtiva de forma legal e sustentável. “Construímos um ecossistema que difunde conhecimento e apoio aos produtores”, reforçou Dias.

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Brasil rumo a uma pecuária de baixo carbono

Encerrando sua participação, Fábio Dias afirmou que o Brasil tem potencial para liderar uma pecuária de baixo carbono, impulsionada pela capacidade do solo tropical de armazenar carbono e pela eficiência produtiva conquistada com sistemas integrados.

“Ao aumentar a produção por área, a JBS enxerga um futuro promissor para a pecuária brasileira, onde sustentabilidade será o novo padrão de eficiência e inclusão produtiva”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.

Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.

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“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.

Plano Nacional da Pesca Artesanal

O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.

“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.

Reuniões bilaterais

Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

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A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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