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Kepler Weber construirá unidade de armazenagem de 240 mil toneladas para a São Martinho em Goiás

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Parceria entre Kepler Weber e São Martinho impulsiona setor de biocombustíveis

A Kepler Weber (KEPL3) anunciou um novo contrato com a São Martinho, uma das maiores companhias sucroenergéticas do país, para a construção de uma unidade de armazenagem e beneficiamento de grãos em Montividiu (GO). O projeto terá capacidade estática de 240 mil toneladas e será fundamental para abastecer a Unidade Boa Vista, localizada em Quirinópolis, onde a empresa realiza o processamento industrial de etanol de milho.

Unidade terá tecnologia avançada e operação 100% automatizada

A estrutura contará com dois fluxos de recepção de 240 toneladas por hora e um fluxo de expedição de 300 toneladas por hora. Além disso, a instalação incluirá equipamentos de última geração, como Secadores KW Max e Máquinas KW Select, desenvolvidos para otimizar o beneficiamento dos grãos.

O cronograma da obra prevê início pela terraplenagem, seguida das etapas civil e mecânica, com operação prevista para 2027. Segundo a Kepler Weber, o projeto será executado no modelo “entrega 360”, formato em que a empresa assume toda a gestão do empreendimento — do planejamento à entrega final —, garantindo maior eficiência e integração entre as etapas.

“Em nosso mais recente projeto, assumimos a responsabilidade por todas as etapas, oferecendo um pacote completo que assegura qualidade e elimina preocupações. Essa unidade será desenvolvida com metodologia BIM e fluxos totalmente automatizados”, explica Leonel Maldaner, gerente de aplicação e implantação de projetos da Kepler Weber.

Integração entre armazenagem, logística e indústria é destaque do projeto

De acordo com Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber, o novo contrato reafirma a liderança da empresa em soluções integradas para o agronegócio e acompanha o avanço da produção de biocombustíveis no país.

“A Kepler Weber é referência em projetos que unem armazenagem, logística e processamento industrial. Essa parceria reforça a confiança de um dos maiores players do setor e demonstra a importância da inovação na cadeia produtiva do etanol de milho”, afirma Nogueira.

A nova unidade funcionará como ponto estratégico de recepção, secagem e armazenagem de milho, garantindo abastecimento contínuo à Unidade Boa Vista, responsável pela produção de etanol e derivados.

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São Martinho aposta em eficiência e crescimento sustentável

Para Helder Gosling, diretor comercial e de logística da São Martinho, o investimento representa um passo importante para assegurar previsibilidade e flexibilidade operacional no fornecimento de milho às plantas industriais da companhia.

“Essa estrutura permitirá maior segurança no abastecimento, flexibilidade logística e suporte à expansão da produção, alinhando-se à estratégia de crescimento sustentável da São Martinho”, destaca o executivo.

Produção recorde de milho impulsiona demanda por armazenagem

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a safra 2024/25 alcance 141,1 milhões de toneladas de milho, um recorde histórico para o Brasil. O resultado reflete o aumento da produtividade no campo e a expansão da área da segunda safra.

O consumo interno deve chegar a 90,6 milhões de toneladas em 2025, um avanço de 7,8% em relação ao ciclo anterior, impulsionado principalmente pela expansão das indústrias de etanol de milho — cenário que reforça a relevância de projetos como o da Kepler Weber em Montividiu.

“Estamos participando ativamente da industrialização do agronegócio brasileiro, desenvolvendo estruturas que conectam o campo às plantas industriais. Nosso foco é garantir eficiência operacional e atender às demandas crescentes do setor”, conclui Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening avança na citricultura brasileira e reduz safra de laranja em até 14,7% no cinturão citrícola

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A citricultura brasileira atravessa um dos cenários mais desafiadores das últimas décadas com o avanço do greening (HLB – Huanglongbing), considerado a principal ameaça fitossanitária da cultura dos citros no mundo. A doença já provoca perdas expressivas de produtividade, reduz a longevidade dos pomares e aumenta significativamente os custos de produção em toda a cadeia citrícola.

Os efeitos mais recentes do problema ficaram evidentes na nova estimativa da safra 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora de laranja para suco do planeta.

Segundo o Fundecitrus, a produção deve atingir 255,20 milhões de caixas de 40,8 kg, queda de 12,9% em relação à safra anterior e retração de 14,7% na comparação com a média das últimas dez safras.

Clima e greening ampliam perdas na produção de citros

De acordo com o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, a combinação entre adversidades climáticas e o avanço do greening tem intensificado os impactos sobre a produção.

“O cenário é resultado da variabilidade climática e da maior pressão do greening, com efeitos no pegamento, na carga e na queda de frutos. Mesmo com avanços tecnológicos nos pomares, o momento exige manejo rigoroso e monitoramento constante”, destacou.

Os dados foram apresentados durante a Expocitros 2026 e a Semana da Citricultura, eventos realizados no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP), que reúnem pesquisadores, produtores, empresas e lideranças do setor para debater inovação, sustentabilidade e desafios fitossanitários.

Incidência do HLB chega a quase 50% dos pomares

Especialistas alertam que o avanço do greening já atingiu níveis críticos no cinturão citrícola. Segundo o consultor Gilberto Tozatti, a incidência média de plantas sintomáticas chega a 47,6%, enquanto a severidade da doença alcança 22,7%.

A severidade indica o grau de comprometimento da planta e está diretamente associada à queda de produtividade e à perda de frutos.

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O consultor Hamilton Rocha reforça que a doença, detectada na região em 2004, continua em expansão. Atualmente, o HLB já está presente em áreas produtoras de Minas Gerais, Paraná e outros estados.

Impacto econômico compromete qualidade e rendimento industrial

Além da redução de produtividade, o greening impacta diretamente a qualidade da fruta e o rendimento industrial da cadeia de suco de laranja.

Estimativas do setor indicam que mais de 50% da queda prematura de frutos está associada ao HLB, o que compromete a competitividade do Brasil no mercado global.

Segundo especialistas, os prejuízos acumulados ao longo das últimas duas décadas incluem redução do vigor das plantas, queda de produtividade e deterioração da qualidade industrial do suco.

Manejo integrado segue como principal estratégia de controle

Sem cura definitiva, o controle do greening segue baseado em manejo integrado, com monitoramento constante e controle do psilídeo Diaphorina citri, vetor da bactéria associada ao HLB.

Em regiões menos afetadas, a recomendação é a erradicação rápida de plantas contaminadas e o controle intensivo do inseto vetor para evitar a disseminação da doença.

Já em áreas com alta incidência, o foco dos produtores está na manutenção da produtividade, com práticas voltadas à nutrição equilibrada, melhoria da fertilidade do solo e preservação do sistema radicular.

Especialistas destacam que não há reversão da doença em plantas sintomáticas, sendo possível apenas reduzir a velocidade de avanço dentro dos pomares.

Novas tecnologias ganham espaço no combate ao greening

Diante da limitação das estratégias atuais, o setor citrícola intensifica a busca por novas tecnologias de controle. Entre as soluções em desenvolvimento está o sistema Trecise, da Invaio Sciences, que propõe uma aplicação localizada de ingredientes ativos diretamente no tronco das plantas.

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A tecnologia permite o uso de menores doses de produtos, com redução estimada de até 90% em comparação a métodos convencionais, além de menor exposição ambiental e ocupacional.

Em testes de campo, pesquisadores relatam resultados promissores, incluindo recuperação de plantas em estágios iniciais da doença e ganhos de produtividade de até 35% em áreas avaliadas.

Especialistas veem tecnologia como avanço complementar no manejo

Para consultores do setor, a inovação representa uma ferramenta adicional no enfrentamento do greening, sem substituir o manejo integrado.

Segundo Gilberto Tozatti, a tecnologia surge como uma alternativa promissora no controle da bactéria dentro da planta, contribuindo para a manutenção da produtividade dos pomares.

Hamilton Rocha também avalia positivamente a abordagem, destacando o potencial da aplicação localizada para maior eficiência no controle fitossanitário.

Produtores reforçam que o HLB continua sendo o principal desafio da citricultura brasileira, com impactos diretos na queda de frutos, baixa floração e mortalidade de plantas.

Citricultura aposta em integração de soluções para conter avanço da doença

Especialistas e representantes do setor destacam que o futuro do controle do greening depende da integração entre diferentes ferramentas, incluindo controle químico e biológico, manejo do solo, eliminação de plantas doentes e adoção de novas tecnologias.

A combinação de estratégias é vista como o caminho mais viável para reduzir perdas e garantir a sustentabilidade da produção no longo prazo.

Diante da pressão crescente do HLB, a citricultura brasileira entra em uma fase decisiva, em que inovação tecnológica e manejo rigoroso se tornam fundamentais para preservar a competitividade do país no mercado global de suco de laranja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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