Educação

MEC debate piso salarial de profissionais da educação

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O Ministério da Educação (MEC) participou, nesta quinta-feira, 4 de dezembro, da audiência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, para discutir os Projetos de Lei (PLs) nº 2.531/21 e nº 3.817/20, que instituem um piso salarial nacional para os trabalhadores que atuam nos setores técnico, administrativo e operacional da educação básica. 

O debate foi solicitado pelo deputado Danilo Forte. Segundo ele, os textos em análise buscam valorizar os servidores que trabalham no suporte direto e indireto ao processo de ensino e aprendizagem, como merendeiras, secretários escolares e bibliotecários. 

Na audiência, o diretor de Programa da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) do MEC, Armando Amorim Simões, afirmou que o pleito dos funcionários e servidores de escolas públicas pelo piso salarial é justo e meritório.  

“A fundamentação legal dos pisos dos profissionais da educação está posta em todas as legislações que nós temos hoje estruturando as carreiras e a atuação profissional no âmbito da escola pública brasileira. Não há nenhuma dúvida do ponto de vista da necessidade de se instituir um piso salarial nacional dos profissionais de apoio técnico, administrativo e operacional. Isso é uma disposição da Constituição Federal e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação”, afirmou, lembrando que o piso também está previsto na Lei nº 14.817/2024, que trata das diretrizes para carreira dos profissionais de educação.  

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Segundo Simões, o MEC instituiu um grupo de trabalho para debater o tema, por meio da Portaria Sase/MEC nº 20/2025, que conta com a participação de entidades representantes dos trabalhadores da educação. “Esse grupo tem um propósito de discutir exatamente o conteúdo do PL nº 2.531 e verificar quais são os possíveis avanços e os riscos que o projeto no formato atual traz”, disse. O grupo já realizou duas reuniões e, até o final de dezembro, terá mais três encontros.  

A audiência analisou dois pontos centrais: o impacto orçamentário e financeiro do piso nacional, considerando a capacidade dos entes federativos em arcar com a medida, especialmente diante da fragilidade fiscal de muitas prefeituras; e os critérios técnicos de aplicação, incluindo a proposta de vinculação do valor do piso dos servidores administrativos a 75% do piso nacional do magistério, e suas implicações legais e práticas. 

Participantes – A audiência contou ainda com representantes do Sindicato União dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute); da Associação dos Servidores Administrativos da Educação do Estado do Amazonas (Avamseg-AM); do Sindicato dos Técnicos Administrativos Educacionais (Sintae); da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece); da Confederação Nacional dos Municípios (CNM); da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); do Movimento Estadual dos Profissionais Não Docentes do Acre; e da Associação dos Servidores da Secretaria de Educação do Estado do Ceará (ASSEEC).

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sase 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC acompanha qualificação do Mais Médicos em Campinas

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O aprimoramento do atendimento na Atenção Primária foi o eixo central da oficina regional do programa Mais Médicos para o Brasil realizada na terça-feira, 20 de maio, em Campinas (SP). Sob o acompanhamento do Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), cerca de cem médicos debateram e construíram estratégias conjuntas para o enfrentamento da sífilis, classificada como uma das principais emergências da saúde pública no país 

O evento materializa a etapa de supervisão acadêmica do programa, uma atribuição conduzida pela Diretoria de Desenvolvimento da Educação em Saúde (DDES), vinculada à Sesu. 

Prática e resolutividade – Organizado pela Escola de Saúde Pública de Campinas (ESPC), vinculada à prefeitura da cidade, em parceria com tutores, supervisores e a apoiadora local do MEC, o encontro mobilizou a equipe ligada a uma instituição de supervisão da região.  

Para garantir a aplicação do conhecimento no cotidiano das unidades de saúde, a programação mesclou palestras técnicas com a discussão de casos reais de sífilis congênita. Divididos em grupos, os profissionais analisaram ocorrências e elaboraram propostas de melhoria para o fluxo de trabalho das equipes de Saúde da Família do município. 

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Agenda – A mobilização em torno da qualidade técnica do programa foi tema da mesa de abertura, que contou com a presença ddiretor da DDES/Sesu, Aristóteles Cardonado prefeito de Campinas, Dário Saadido secretário municipal de Saúde, Lair Zambon; e de representantes do Ministério da Saúde (MS). Durante a atividade, Cardona avaliou o impacto do modelo formativo. 

A supervisão acadêmica, estruturada de forma prioritária no âmbito do MEC, assegura que o médico não atue de maneira isolada na ponta. Quando reunimos esses profissionais para um debate qualificado e focado em soluções para emergências locais, como o aumento dos casos de sífilis, o resultado é um atendimento muito mais assertivo e humanizado para a população do município. Todos saem ganhando para uma educação e saúde mais forte”finalizou. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu 

Fonte: Ministério da Educação

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