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Etanol hidratado mantém trajetória de alta e registra valorização pela 8ª semana consecutiva

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Os preços do etanol encerraram a semana de 1º a 5 de dezembro com novas altas, de acordo com o Indicador Cepea/Esalq (USP). O destaque ficou para o etanol hidratado, utilizado em veículos flex e movidos exclusivamente a álcool, que acumulou a oitava semana seguida de valorização. A última queda registrada para o produto ocorreu ainda entre 6 e 10 de outubro, confirmando uma trajetória consistente de recuperação nos preços.

Hidratado tem maior valorização entre os biocombustíveis

O etanol hidratado foi negociado pelas usinas a R$ 2,8853 por litro, frente aos R$ 2,8653 da semana anterior, o que representa alta de 0,70% no comparativo semanal. O avanço reflete uma combinação de fatores, incluindo o aumento na demanda por parte dos distribuidores e a menor oferta do produto em algumas regiões produtoras.

Segundo analistas, o movimento de alta tende a se sustentar no curto prazo, já que o mercado segue ajustando os estoques e acompanhando a competitividade do etanol em relação à gasolina nas bombas.

Anidro também registra alta e mantém estabilidade no mercado

O etanol anidro, que é misturado à gasolina, também encerrou a semana com variação positiva. O litro do biocombustível foi comercializado pelas usinas a R$ 3,3128, frente aos R$ 3,3004 da semana de 24 a 28 de novembro, alta de 0,38%.

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A última retração no indicador do anidro foi observada entre 13 e 17 de outubro, quando o preço chegou a R$ 3,1079 por litro. Desde então, o produto tem mantido uma sequência de ganhos moderados, acompanhando a firmeza do mercado de combustíveis no país.

Indicador Diário Paulínia registra leve recuo pontual

Apesar do movimento de alta semanal, o Indicador Diário Paulínia apontou ligeira queda nas cotações do etanol hidratado na sexta-feira (5). O biocombustível foi comercializado a R$ 2.993,50 por metro cúbico, contra R$ 2.997,00 no dia anterior, o que representa um recuo de 0,12%.

Especialistas explicam que a oscilação pontual é comum e reflete ajustes momentâneos no mercado spot, sem alterar a tendência geral de valorização observada nas últimas semanas.

Perspectivas para o setor de biocombustíveis

O cenário de preços firmes reforça o bom momento do setor sucroenergético, impulsionado pela recuperação da demanda interna, exportações aquecidas e melhor relação de paridade com a gasolina. Além disso, o avanço de políticas voltadas para a transição energética e a redução de emissões de carbono tende a manter o etanol em posição estratégica dentro da matriz de combustíveis brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil e Alemanha assinam acordos para fortalecer cooperação em economia circular e combate ao crime ambiental

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Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram, nesta segunda-feira (20/4), acordos para fortalecer a cooperação bilateral nas áreas de economia circular e combate ao crime ambiental. Os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor alemão, Carsten Schneider, assinaram os atos em Hanôver, na Alemanha, paralelamente às agendas oficiais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu na cidade.

Os países também firmaram declaração conjunta em que a Alemanha manifesta intenção de aportar, por meio de seu banco de desenvolvimento KfW, até EUR 500 milhões para o Fundo Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que coordena seu Comitê Gestor  – leia mais aqui.

Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos

Um dos atos cria o Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos e seu plano de ação. O objetivo é fortalecer o intercâmbio bilateral sobre as políticas públicas necessárias à promoção da economia circular, instrumento considerado pelas nações como importante para apoiar o crescimento sustentável, a eficiência de recursos e o combate à mudança do clima, à perda de biodiversidade e à poluição.

O Diálogo tratará da concepção, planejamento e implementação de estratégias, legislação e políticas em áreas de interesse mútuo. Será um fórum para desenvolver conjuntamente recomendações de ajustes de políticas para apoiar a gestão sustentável de recursos.

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O intercâmbio entre os países se dará em três frentes. Primeiro, no aumento da circularidade e da eficiência de recursos ao longo de toda a cadeia de valor de materiais-chave – especialmente plásticos, água, produtos químicos, minerais e metais, entre outros – e em categorias de produtos selecionadas ou setores-chave, como eletrônicos, têxteis e embalagens. Para subsidiar a primeira área, podem ocorrer trocas sobre instrumentos e ferramentas de política, tais como critérios de ecodesign, rotulagem ambiental, sistemas de gestão ambiental, responsabilidade estendida do produtor, compras públicas sustentáveis, financiamento de medidas de economia circular e subsídios. Por fim, os países podem discutir padrões ambiciosos de sustentabilidade e transparência ao longo das cadeias de valor de categorias de produtos selecionadas e materiais-chave.



No texto, as partes destacam a intenção de trabalhar conjuntamente em mecanismos multilaterais internacionais sobre esses temas, como a ONU, incluindo o Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Poluição por Plásticos, para promover a realização de padrões sustentáveis de consumo e produção e acelerar a transição para um uso mais sustentável, eficiente e circular de materiais e recursos naturais.

O Diálogo deve ser conduzido por autoridades de alto nível dos países. Sua governança ficará a cargo de um Comitê Diretivo Conjunto, que se reunirá anualmente e terá a tarefa de supervisionar o trabalho realizado no âmbito da iniciativa. Poderão participar outros ministérios envolvidos no tema, assim como o setor privado.



O plano de ação deve ser aplicado inicialmente por um período de cinco anos.

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Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais

O segundo ato assinado nesta segunda-feira institui a Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais. Por meio dela, Brasil e Alemanha reconhecem que os crimes ambientais – como o tráfico ilícito de fauna e flora silvestres e de resíduos e a mineração e pesca ilegais – são forma grave e em rápida expansão de crime organizado transnacional, que gera lucros ilícitos substanciais para organizações criminosas e possui impactos ambientais significativos, incluindo a aceleração da perda de biodiversidade, da mudança do clima e da poluição, o que representa ameaça a povos indígenas e comunidades locais.

A cooperação entre os países na área pode ocorrer na forma de intercâmbios bilaterais, envolvendo os ministérios relevantes de ambos os países; fortalecimento da coordenação em processos multilaterais relevantes, a fim de aprimorar a cooperação internacional; e a discussão de caminhos para um engajamento mais amplo e direcionado de iniciativas multissetoriais e da sociedade civil, entre outras.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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