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Soja apresenta comportamento misto entre estados e recua em Chicago com realização de lucros

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O mercado físico da soja no Brasil segue com posturas distintas entre os principais estados produtores, refletindo condições regionais e estratégias de comercialização.

No Rio Grande do Sul, os produtores continuam cautelosos, aguardando melhores janelas de preço e maior estabilidade climática antes de avançar nas negociações. De acordo com a TF Agroeconômica, para entregas em outubro e pagamento em novembro, os preços no porto giram em torno de R$ 140,00 por saca, enquanto no interior — em cidades como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz — as referências estão próximas de R$ 130,00 por saca. Em Panambi, o mercado apresentou queda mais acentuada, com o preço de pedra recuando para R$ 120,00 por saca, o que indica resistência local dos compradores.

Em Santa Catarina, o cenário é de incerteza, com o mercado acompanhando a estabilidade observada no Paraná e no Mato Grosso do Sul. As referências de balcão giram em torno de R$ 121,00 por saca, enquanto no porto de São Francisco do Sul a cotação é de R$ 140,20 por saca (+0,23%).

No Paraná, o mercado mostra leve variação entre as praças. Em Guaraniaçu, o preço se manteve estável em R$ 121,00 por saca, enquanto em Paranaguá subiu para R$ 142,44 por saca (+0,45%). Em outras regiões, as cotações foram de R$ 127,78 em Cascavel (+0,38%), R$ 129,96 em Maringá (+0,03%), R$ 131,85 em Ponta Grossa (-0,15%) e R$ 140,38 em Pato Branco (+0,13%). No balcão de Ponta Grossa, o preço ficou em R$ 120,00 por saca.

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No Mato Grosso do Sul, o mercado físico segue estável, apoiado por boas condições de chuva, o que tem garantido o ritmo de plantio e reduzido o risco de replantio. Em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, a saca foi cotada a R$ 125,19 (+0,31%), enquanto em Chapadão do Sul houve leve recuo, para R$ 120,10 (-0,51%).

Já o Mato Grosso, principal polo logístico e armazenador do país, registrou leve retração. Em Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis, a saca ficou em R$ 120,99 (-0,61%), enquanto em Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso o valor foi de R$ 119,94 (-0,84%).

Bolsa de Chicago: soja e farelo recuam após altas recentes

No cenário internacional, o mercado da soja passou por uma sessão de realização de lucros na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira (6). Os contratos futuros devolveram parte dos ganhos do pregão anterior, quando haviam registrado altas expressivas.

Os principais vencimentos recuaram entre 7,5 e 11 pontos, com o contrato de janeiro cotado a US$ 11,23 e o de maio a US$ 11,42 por bushel. O farelo de soja, que havia encerrado o dia anterior com mais de 1% de valorização, caiu mais de 2%, acompanhando o movimento de ajuste.

De acordo com analistas, o mercado realiza lucros, mas segue atento a fatores fundamentais, como a possível greve de trabalhadores nas esmagadoras de soja na Argentina, que pode afetar a oferta global de farelo, e o ritmo das exportações dos Estados Unidos e do Brasil.

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China mantém protagonismo nas compras e sustenta preços

A demanda chinesa continua sendo um dos principais pilares de sustentação do mercado. A China realizou novas compras de soja brasileira nos últimos dias, totalizando cerca de 20 carregamentos, com embarques previstos entre dezembro de 2025 e julho de 2026.

Mesmo com a tarifa extra de 13% sobre produtos americanos, o Brasil segue como principal fornecedor do grão para o país asiático, impulsionado pela competitividade e pela qualidade da safra nacional.

Além disso, a paralisação parcial do governo dos Estados Unidos tem limitado a divulgação de dados oficiais sobre vendas externas, aumentando a incerteza e estimulando a movimentação especulativa em Chicago.

Clima e logística seguem no radar do produtor brasileiro

As condições climáticas no Brasil continuam sendo determinantes para o avanço do plantio da safra 2025/26. A estabilidade das chuvas tem favorecido o ritmo de trabalho no campo, principalmente no Centro-Oeste, e garantido melhor sincronização com o calendário logístico de exportações.

Consultorias do setor recomendam que produtores aproveitem o atual cenário de preços para fixar parte da produção, garantindo margens positivas diante das incertezas do mercado internacional e da volatilidade das bolsas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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