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IPPA recua em dezembro, mas encerra 2025 com alta de 8,7%, impulsionado por cana e pecuária

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Desempenho mensal: retração em dezembro puxa índice para baixo

O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 0,55% em dezembro de 2025, em relação ao mês anterior, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

O recuo foi influenciado principalmente pelas fortes baixas nos segmentos de pecuária e hortifrutícolas, que caíram 3,43% e 1,88%, respectivamente.

Apesar do desempenho negativo desses grupos, o índice foi sustentado parcialmente pelas altas registradas em grãos (+1,24%) e cana-café (+1,57%). Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo – Origem – Disponibilidade Interna (IPA-OG-DI) teve leve aumento de 0,44%, indicando que, no mês, os preços agropecuários evoluíram abaixo dos preços industriais.

Mercado internacional: dólar influencia preços dos alimentos

No cenário externo, os pesquisadores do Cepea destacam que os preços internacionais dos alimentos em dólares recuaram 0,63% em dezembro. Contudo, a desvalorização de 2,1% do real frente ao dólar compensou esse movimento, resultando em uma alta de 1,46% nos preços internacionais quando convertidos para a moeda brasileira.

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Balanço anual: IPPA sobe 8,7% em 2025 com força da cana e da pecuária

Na comparação entre janeiro a dezembro de 2025 e o mesmo período de 2024, o IPPA/CEPEA acumulou alta de 8,73%, consolidando um desempenho positivo do setor agropecuário brasileiro ao longo do ano.

Os destaques ficaram por conta dos aumentos expressivos do IPPA-Cana-Café (+18,43%) e do IPPA-Pecuária (+15,05%).

O grupo de grãos também apresentou avanço, de 1,94%, enquanto o de hortifrutícolas foi o único a registrar retração significativa, com queda de 14,35% no acumulado do ano.

Comparativo com outros índices: agropecuária supera preços industriais

Em termos comparativos, o IPA-OG-DI fechou 2025 com alta de 2,62%, inferior ao avanço do IPPA, o que demonstra um maior dinamismo dos preços agropecuários frente aos industriais.

Já os preços internacionais de alimentos, medidos em reais, subiram 1,39% no período, mesmo com uma queda de 2,32% em dólares, reforçando o impacto cambial sobre o comportamento do mercado global de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo brasileiro cresce no primeiro trimestre de 2026 e setor de restaurantes lidera expansão do consumo

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O varejo brasileiro iniciou 2026 em trajetória de crescimento, refletindo a resiliência do consumo das famílias e a recuperação de segmentos ligados a serviços e alimentação. Dados do Mastercard SpendingPulse apontam que as vendas do comércio cresceram 1,2% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2025.

O indicador considera as vendas realizadas tanto em lojas físicas quanto no comércio eletrônico, abrangendo diferentes formas de pagamento e oferecendo um retrato abrangente da atividade varejista no país.

O resultado demonstra que, apesar dos desafios econômicos, o consumidor brasileiro manteve o ritmo de compras, impulsionando diversos setores da economia.

Restaurantes, farmácias e hospedagem puxam crescimento

Entre os dez segmentos analisados, sete registraram desempenho superior à média nacional, evidenciando uma recuperação mais consistente em áreas ligadas ao consumo cotidiano e ao setor de serviços.

O principal destaque foi o segmento de restaurantes, que avançou 10,1% no primeiro trimestre. O resultado reforça a retomada do consumo fora do lar e o fortalecimento das atividades ligadas à alimentação e ao lazer.

Na sequência aparecem as farmácias, com crescimento de 9,6%, refletindo a demanda constante por produtos de saúde e bem-estar. O setor de hospedagem também apresentou desempenho expressivo, com alta de 6,5%, impulsionado pelo aumento das viagens corporativas e do turismo interno.

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Por outro lado, alguns segmentos enfrentaram maior dificuldade para expandir as vendas. Os supermercados registraram retração de 1,5%, enquanto o setor de móveis e decoração apresentou queda de 4,4%, indicando comportamento mais cauteloso dos consumidores em compras de maior valor agregado.

Centro-Oeste lidera avanço do consumo no país

A análise regional mostra que o crescimento do varejo ocorreu de forma desigual entre os estados brasileiros. Das 27 unidades da federação, 11 registraram desempenho acima da média nacional.

O Centro-Oeste liderou o ranking regional, com expansão de 2,5% nas vendas, consolidando-se como a região de maior crescimento no período. O desempenho reflete o fortalecimento econômico impulsionado principalmente pelo agronegócio e pelos setores relacionados à cadeia produtiva agroindustrial.

Todas as regiões brasileiras apresentaram resultado positivo, embora em diferentes intensidades. O Sudeste teve o menor avanço, com crescimento de apenas 0,1% no trimestre.

Pernambuco e Paraná se destacam entre os estados

No ranking estadual, Pernambuco apresentou o melhor resultado do país, com crescimento de 5,4% nas vendas do varejo. O Paraná ocupou a segunda posição, registrando avanço de 4,1%.

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O Distrito Federal aparece logo em seguida, com expansão de 4%, reforçando a tendência de fortalecimento do consumo em regiões com maior dinamismo econômico.

Perspectivas para o comércio em 2026

A evolução do varejo nos primeiros meses do ano indica um cenário de recuperação gradual do consumo, sustentado principalmente pelos segmentos de serviços, alimentação e saúde.

Para os próximos meses, o desempenho do setor continuará sendo influenciado por fatores como renda das famílias, condições de crédito, inflação e mercado de trabalho. A expectativa é que atividades ligadas ao turismo, alimentação e serviços mantenham trajetória positiva, enquanto setores dependentes de compras de maior valor sigam enfrentando desafios.

O resultado do primeiro trimestre sinaliza que, mesmo diante de um ambiente econômico ainda seletivo, o varejo brasileiro continua encontrando espaço para crescer e movimentar a economia nacional ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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