Policiais militares do 8º Comando Regional prenderam em flagrante um homem de 31 anos, suspeito pelo crime de feminicídio que vitimou a esposa Fabiana Cruz Amorin, de 37 anos, na madrugada desta quinta-feira (11.12), em Cotriguaçu. O suspeito foi localizado poucas horas depois do crime e confessou ter esfaqueado a vítima após uma discussão.
As diligências começaram após a equipe policial de Juína receber denúncia da ex-esposa do suspeito, que apresentou fotos e vídeos enviados pelo homem, após ele ter matado Fabiana na residência da vítima. A denunciante afirmou saber que o casal residia em Cotriguaçu e que o suspeito também teria usado as imagens para fazer ameaças contra ela.
Diante da situação, os militares de Cotriguaçu foram acionados e deslocaram até a residência de Fabiana, onde constataram os fatos e encontraram a vítima morta e ao lado do filho, de cinco anos, que estava dormindo.
Em varreduras na casa, os policiais encontraram o documento do suspeito, uma faca e uma garrafa de bebida alcoólica. Em verificação da origem do criminoso, os militares constataram que ele possuía residência na cidade de Nova Bandeirantes e que poderia estar em direção ao município.
Na continuidade das buscas ao homem, a PM foi até um local onde a população faz transporte de balsa para irem para outras cidades e encontraram uma caminhonete abandonada no estacionamento. Em seguida, os militares seguiram até a balsa e localizaram o suspeito, dando voz de prisão em flagrante ao homem.
O suspeito foi conduzido para a delegacia da cidade e, em depoimento, confessou o crime. O homem afirmou que atacou Fabiana com uma faca após uma discussão. Segundo a versão do suspeito, ela teria lhe desferido dois tapas em seu rosto. Ele ainda relatou que estava casado com a vítima há menos de um mês.
Ainda na delegacia, foi constatado que o suspeito possuía outras passagens policiais por crimes de estupro de vulnerável, ameaça, lesão corporal, resistência, maus-tratos e uso ilícito de drogas.
O criminoso foi entregue à Polícia Judiciária Civil para registro da ocorrência e todas as demais providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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