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Com apoio do Sistema FAEP, produtora do Sudoeste do Paraná transforma pitaya em doces, cerveja e até cosméticos

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Em Bela Vista da Caroba (PR), a produtora Raquel Aparecida Doneda dos Santos se tornou exemplo de inovação no campo ao transformar a pitaya em uma linha diversificada de produtos artesanais. Há apenas quatro anos no meio rural, Raquel decidiu expandir os negócios da família — antes voltados à floricultura — com o apoio dos cursos de capacitação do Sistema FAEP, que a ajudaram a enxergar novas oportunidades na agricultura e no empreendedorismo rural.

A iniciativa resultou em uma produção sustentável, com cultivo orgânico, parcerias locais e criação de produtos com valor agregado, como a “pitayada”, um doce inspirado na goiabada, além de balas, geleias, cosméticos e até cerveja artesanal de pitaya.

“Os cursos do Sistema FAEP incentivam os produtores a diversificarem seus negócios e agregarem valor às propriedades rurais”, destaca Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.

Propriedade se transforma em laboratório de inovação rural

O sítio da família, com quatro hectares, passou por um processo de transformação nos últimos anos. O local, antes usado para lazer, tornou-se um verdadeiro laboratório de produção orgânica.

A primeira aposta foi na mandioca e na criação de galinhas poedeiras, com um aviário que hoje produz cerca de 12,8 mil ovos por dia. O passo seguinte foi o plantio de pitaya, que se adaptou bem ao clima e à altitude da região, escapando das geadas. Atualmente, o pomar conta com 2,8 mil pés, responsáveis por uma produção média de 17 toneladas por safra.

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Com o excedente de frutas, Raquel viu a oportunidade de processar e transformar a pitaya em novos produtos. Para isso, participou de treinamentos do Sistema FAEP nas áreas de derivados de leite, conservas, molhos e doces pastosos, o que ampliou suas habilidades e visão empreendedora.

“Quando vim morar no campo, percebi que precisava de capacitação. Foi assim que descobri formas de beneficiar a pitaya, misturando com outros produtos de produtores vizinhos”, conta Raquel.

Produtos com marca própria e foco em parcerias

A produtora iniciou uma rede de parcerias com outros agricultores locais, o que resultou em produtos como geleias de pitaya com abacaxi, cosméticos à base de mel e cerveja artesanal com pitaya.

Com o sucesso das experiências, ela deu o próximo passo: criar sua própria marca e agroindústria, sem abrir mão das colaborações já existentes.

Entre as criações mais populares estão a “pitayada”, as balas recheadas com doce de leite, além de caponatas e conservas diversas.

“Os cursos do Sistema FAEP promovem o crescimento individual e coletivo. Aprender nunca é demais — especialmente com treinamentos que têm tanta qualidade e aplicabilidade prática”, ressalta Raquel.

Turismo rural e café colonial no Recanto da Pitaya

Visando ampliar as atividades e fortalecer a experiência do consumidor, Raquel e sua família estão estruturando um espaço de turismo rural no sítio, batizado de “Recanto da Pitaya”.

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O local oferece café colonial com produtos de fabricação própria e está a apenas cinco quilômetros da cidade, com acesso facilitado.

Atualmente, o atendimento é feito somente mediante agendamento para grupos, mas a meta é expandir a capacidade de visitação e atrair turistas de toda a região.

📱 Serviço:

Para adquirir os produtos ou agendar uma visita ao Recanto da Pitaya, o contato pode ser feito pelo Instagram @dapitayaorganicos.

Sistema FAEP amplia oferta de cursos em 2025

Em 2025, o Sistema FAEP ampliou sua grade de capacitações e passou a oferecer 28 novos cursos em áreas como fruticultura, turismo rural, apicultura e agricultura orgânica.

Os treinamentos de frutíferas incluem culturas como amora-preta, mirtilo e framboesa, com 16 horas de duração e turmas entre 10 e 15 participantes. Já na área de turismo rural, são quatro cursos voltados a boas práticas sustentáveis, paisagismo, experiências turísticas e recepção — cada um com 8 horas de duração.

Todos os cursos são gratuitos e voltados a produtores e trabalhadores rurais que desejam agregar novas fontes de renda e profissionalizar suas atividades.

Para se inscrever, basta procurar o sindicato rural mais próximo. A lista completa está disponível no site oficial do Sistema FAEP, no menu “Sistema FAEP” → “Sindicatos Rurais”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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