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Remates mantêm estabilidade em 2025 mesmo com desafios climáticos e de mercado

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Clima e tarifas externas desafiaram o setor em 2025

O ano de 2025 foi marcado por desafios significativos para o agronegócio, segundo o diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva. Ele descreve o período como “um ano de sobressaltos”, destacando a sequência de fenômenos climáticos — da seca ao excesso de chuvas — e o impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos.

De acordo com Silva, a medida norte-americana provocou oscilações nos preços de diversas commodities, exigindo adaptação e cautela por parte dos produtores e investidores do setor.

Mercado de bovinos mantém bons preços, apesar de menor volume

Mesmo diante do cenário adverso, os remates de bovinos para reprodução registraram preços médios satisfatórios ao longo do ano. Contudo, houve uma redução no número de animais comercializados, reflexo direto das incertezas climáticas e econômicas.

“De uma maneira geral, as coisas parecem estar se encaminhando. Tivemos, especialmente na metade do inverno, um aumento no consumo de carne, que ainda se mantém elevado”, afirmou Silva.

Cavalo Crioulo segue em expansão com novos compradores

Um dos destaques de 2025, segundo o diretor, foi o desempenho do mercado do Cavalo Crioulo, que continua em franca expansão. O número de exemplares vendidos em leilões surpreendeu até os mais experientes do setor.

“É inacreditável a quantidade de animais comercializados, e novas modalidades estão surgindo a todo momento. Também temos observado mais pessoas se engajando nesse universo”, ressaltou Silva, demonstrando otimismo para 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país

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Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.

Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.

Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.

Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.

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Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.

Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.

A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.

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Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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