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Atualização da LexIA consolida uso estratégico da inteligência artificial no TJMT

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou, na tarde desta segunda-feira (15), a apresentação oficial da nova versão da LexIA, plataforma de inteligência artificial que vem revolucionando o trabalho de magistrados e servidores do Judiciário estadual.

A exposição da ferramenta ocorreu durante o Diálogos Digitais, iniciativa do Laboratório de Inovação do TJMT (InovaJusMT), e foi transmitida de forma virtual, por meio da plataforma Teams. O encontro reuniu centenas de participantes, entre magistrados, servidores e profissionais da área, que acompanharam as funcionalidades e as atualizações do sistema.

A abertura do evento foi feita pelo presidente do Comitê de Governança de Inteligência Artificial (CGEIA), desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro. O desembargador se mostrou satisfeito com a alta adesão ao evento e destacou a evolução contínua da plataforma: “Nenhum sistema nasce pronto, é uma evolução constante. Em inteligência artificial, a evolução é muito rápida, e a cada semana temos novidades. Recebemos muitas solicitações de melhorias, e nossa intenção é que a LexIA esteja cada vez mais alinhada às necessidades diárias dos nossos usuários”, afirmou.

Ele também aproveitou para destacar os resultados obtidos com a implementação da LexIA até o momento. Desde a sua introdução, a ferramenta já analisou mais de 115 mil processos, o que tem contribuído para a redução drástica do tempo de espera no Judiciário. “Em alguns locais, a taxa de congestionamento para análise de processos caiu de 49% para 12% no Segundo Grau”, comemorou. Segundo Saboia, o custo por processo analisado é, em média, R$ 4,10. Tendo por base o grande volume de processos, não é considerado um custo irrisório, mas o TJMT está apostando nesse investimento para que magistrados e servidores trabalhem cada vez melhor. Atualmente, mais de 1.000 usuários estão utilizando a plataforma ativamente. O desembargador reforçou que a LexIA veio para auxiliar, e não substituir, os profissionais do Judiciário: “A IA está aqui para subsidiar o trabalho humano, não para substituí-lo.”

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Novas Ferramentas e Funcionalidades

Thales Barboza Ventorim Rubiale, diretor de Departamento de Inteligência de Dados da 2ª Instância, apresentou as novas funcionalidades da plataforma, com ênfase na facilidade de uso e na personalização das ferramentas. Uma das inovações mais aguardadas pelos usuários foi o Canva Interativo, que permite aos magistrados e servidores fazerem anotações e revisões diretamente no documento. “A interface foi aprimorada para que o usuário possa, com mais facilidade, interagir com os documentos. Além disso, a plataforma oferece agora o histórico na tela inicial, a função de copiar partes das mensagens com um clique, e a escolha entre os modelos de IA Claude Sonnet 4.5 e Gemini 3”, explicou Rubiale.

Ele também destacou a criação de um portal exclusivo (https://lexia.tjmt.jus.br), onde os usuários podem acessar todas as ferramentas e funcionalidades do sistema. “O time de suporte da LexIA está disponível no grupo de WhatsApp dos usuários para solucionar eventuais dúvidas e garantir o melhor aproveitamento da plataforma”, acrescentou.

Alertas e Novidades Futuras

Tela de reunião virtual mostra juiz Vinícius falando e gesticulando durante apresentação no Diálogos Digitais. Ao lado, o servidor Thales usa fone de ouvido e acompanha atentamente. Fundo institucional do TJMT e InovaJusMT.O juiz Vinícius Galhardo, coordenador do Núcleo de Inteligência Artificial (NIA), também marcou presença no evento e ressaltou a importância da colaboração dos usuários na melhoria contínua da plataforma.

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Galhardo também adiantou algumas das próximas novidades que estão sendo desenvolvidas para a plataforma, como a integração de um banco de jurisprudência e a automação de tarefas simples, que visam otimizar ainda mais o trabalho dos profissionais do Judiciário.

Com essas novas funcionalidades, a LexIA do TJMT se consolida como uma ferramenta essencial para modernizar e agilizar a gestão de processos no Judiciário estadual, sempre com o foco na inovação e na adaptação às necessidades dos usuários.

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Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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