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Mapa realiza missão à África do Sul e dá seguimento a negociações sanitárias e comerciais

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Em missão oficial à África do Sul, a delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, contou com a participação do secretário adjunto da Secretaria de Defesa Agropecuária, Allan Alvarenga, do adido agrícola do Brasil em Pretória, Carlos Müller, além do apoio da Embaixada do Brasil na África do Sul.

A agenda incluiu reuniões técnicas com o Departamento de Agricultura, Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural da África do Sul (DALRRD), em Pretória, além da participação em seminário promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A missão deu continuidade às tratativas iniciadas durante a reunião de ministros da Agricultura do G20, quando os dois países firmaram um memorando de intenções para cooperação no campo agropecuário.

Entre os principais temas discutidos durante a missão, esteve a cooperação para o controle e a erradicação da febre aftosa. O Brasil compartilhou sua experiência técnica na área de saúde animal, reconhecida internacionalmente, e as partes acordaram o aprofundamento do diálogo, com a previsão de visita de uma delegação sul-africana ao Brasil em janeiro de 2026, para dar seguimento às discussões sobre esse tema e outros de interesse da pauta bilateral.

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A missão também tratou de assuntos como a regionalização para influenza aviária de alta patogenicidade e o acesso ao mercado sul-africano para miúdos bovinos e material genético bovino.

No seminário organizado pela ABPA, autoridades e representantes do setor produtivo discutiram soluções baseadas nos princípios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), com foco em decisões técnicas, previsibilidade sanitária e segurança alimentar. A iniciativa foi apontada como um espaço relevante para aproximar governos e setor privado e fomentar resultados concretos na relação bilateral.

Desde 2023, o Brasil já abriu cinco novos mercados para produtos agropecuários na África do Sul. As aberturas reforçam o potencial de ampliação da pauta exportadora brasileira e a complementaridade entre as cadeias produtivas dos dois países. No campo comercial, a África do Sul se mantém como um dos principais destinos dos produtos agropecuários brasileiros no continente africano. Em 2024, as exportações do agro brasileiro para o país alcançaram cerca de US$ 560 milhões, com destaque para carne de frango in natura, açúcar refinado, café e milho.

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A África do Sul é um parceiro estratégico do Brasil no continente africano e integra, ao lado do Brasil, fóruns como BRICS e G20. O avanço do diálogo técnico e sanitário é considerado fundamental para ampliar o comércio bilateral, conferir maior previsibilidade ao exportador e fortalecer a cooperação entre os dois países no setor agropecuário.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Carne gaúcha amplia competitividade global cinco anos após reconhecimento sanitário internacional

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O Rio Grande do Sul completa cinco anos do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação, marco sanitário que elevou a competitividade da carne gaúcha no mercado internacional e abriu novas oportunidades para a pecuária do estado.

A certificação foi concedida em 27 de maio de 2021, durante a 88ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), consolidando um dos avanços mais relevantes da defesa sanitária animal brasileira nos últimos anos.

Desde então, o status sanitário passou a representar um diferencial estratégico para a cadeia pecuária gaúcha, fortalecendo a confiança dos compradores internacionais e ampliando o potencial de acesso a mercados mais exigentes.

Reconhecimento internacional fortaleceu a imagem da pecuária gaúcha

Segundo informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), o reconhecimento internacional consolidou o estado em uma posição de destaque no cenário global da proteína animal.

A diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA/Seapi), Rosane Collares, destaca que a conquista foi resultado de um trabalho técnico construído ao longo de anos entre o Serviço Veterinário Oficial, entidades do setor e produtores rurais.

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De acordo com a dirigente, a certificação representou um marco histórico para toda a cadeia produtiva do estado, reforçando a credibilidade do sistema sanitário gaúcho perante os mercados internacionais.

Status sanitário exige vigilância contínua e controle rigoroso

Apesar do avanço conquistado, a manutenção do status de área livre de febre aftosa sem vacinação continua exigindo ações permanentes de vigilância sanitária, monitoramento e integração entre governo e setor produtivo.

O Serviço Veterinário Oficial segue atuando em programas de fiscalização, controle de trânsito animal e acompanhamento sanitário para preservar a condição conquistada pelo Rio Grande do Sul.

Segundo Rosane Collares, o reconhecimento internacional ampliou a competitividade da pecuária gaúcha e fortaleceu a confiança na qualidade da produção local, mas também aumentou a responsabilidade sobre o sistema de defesa agropecuária.

Nos últimos cinco anos, o estado intensificou ações de controle sanitário e vigilância epidemiológica para garantir a manutenção da certificação internacional e preservar a credibilidade do setor pecuário gaúcho.

Carne gaúcha ganha espaço e competitividade no mercado externo

A certificação sanitária passou a funcionar como um importante diferencial competitivo para a carne produzida no Rio Grande do Sul. O reconhecimento internacional favoreceu a abertura de mercados e fortaleceu a imagem da pecuária gaúcha junto aos importadores globais.

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Além de ampliar oportunidades comerciais, o status sanitário também agregou valor à produção estadual, especialmente em mercados que possuem protocolos mais rígidos para importação de proteína animal.

O avanço sanitário é considerado estratégico para o crescimento sustentável das exportações gaúchas e para o fortalecimento da cadeia produtiva da carne bovina no estado.

Defesa agropecuária segue como prioridade no estado

O governo gaúcho reforça que a preservação do status sanitário depende do comprometimento permanente de produtores, entidades e órgãos oficiais de fiscalização.

A manutenção da condição de área livre de febre aftosa sem vacinação é vista como um patrimônio da agropecuária do Rio Grande do Sul e um dos principais ativos da competitividade da carne gaúcha no mercado internacional.

Com o reconhecimento consolidado, o estado segue trabalhando para ampliar sua presença global e fortalecer a segurança sanitária da produção pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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