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MJSP apoia operações policiais no Pará e em Mato Grosso do Sul com inteligência cibernética

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Brasília, 16/12/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), prestou apoio técnico-operacional a duas ações da Polícia Civil realizadas nos estados do Pará (PA) e de Mato Grosso do Sul (MS). As operações contaram com a atuação do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), estrutura vinculada à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), responsável por fornecer análises técnicas especializadas que subsidiam investigações conduzidas pelas polícias judiciárias estaduais.

No Pará, a Polícia Civil deflagrou, nessa segunda-feira (15), a Operação “Última Vigília”, voltada ao cumprimento de mandados de prisão preventiva expedidos no âmbito de investigações que apuram o homicídio de um policial militar, ocorrido em maio de 2025, no município de Santa Izabel (PA). A ação contou com o apoio técnico da Coordenação-Geral de Crimes Cibernéticos (CGCIBER), unidade da Diopi/Senasp encarregada da gestão do Ciberlab, que atuou no suporte analítico e informacional para a localização dos investigados.

Após o crime, os suspeitos deixaram o estado do Pará e passaram a se ocultar no Maranhão. A operação foi realizada, de forma integrada, entre a 17ª Seccional Urbana de Santa Izabel do Pará, o Núcleo de Apoio à Investigação (NAI/Castanhal), o Centro de Inteligência da Polícia Civil do Maranhão (CIPC/MA), o Grupo de Resposta Tática do Maranhão (GRT/MA) e a CGCIBER/Diopi/Senasp. A atuação conjunta possibilitou a identificação da localização dos alvos e o cumprimento dos mandados judiciais em território maranhense.

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O Ciberlab forneceu análises técnico-informacionais em ambiente digital, produzidas exclusivamente para subsidiar a atuação da polícia judiciária, em estrita observância ao Marco Civil da Internet, à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), especialmente ao artigo 4º, inciso III, e às diretrizes da Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública. Os investigados foram encaminhados à unidade policial competente e permanecem à disposição do Poder Judiciário.

Segundo o diretor da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Rodney da Silva, o apoio técnico especializado do Ciberlab desempenha papel estratégico no fortalecimento das investigações em todo o País. “A atuação do Ciberlab demonstra como o uso qualificado de inteligência e tecnologia contribui para ampliar a capacidade investigativa das polícias civis, sempre com respeito aos marcos legais e à integração federativa. Nosso objetivo é oferecer suporte técnico que possibilite respostas mais eficientes ao enfrentamento da criminalidade violenta”, destaca.

Apoio à Polícia Civil de Mato Grosso do Sul

Além da operação no Pará, o MJSP, por meio do Ciberlab/Diopi/Senasp, também apoiou ações da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (MS), que resultaram no cumprimento de 52 mandados de prisão criminal entre os dias 1º e 30 de novembro de 2025. As diligências foram coordenadas pelos Departamentos de Polícia do Interior (DPI), da Capital (DPC) e Especializadas (DPE), com foco principal em mandados relacionados a crimes contra a vida.

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A efetividade da operação decorreu do trabalho de inteligência integrada entre o Departamento de Inteligência da Polícia Civil sul-mato-grossense e o Ciberlab/MJSP. O laboratório contribuiu por meio da análise e do cruzamento de bases de dados, produzindo informações técnicas que subsidiaram o planejamento e a execução das ações policiais, de forma indireta, mas essencial para os resultados alcançados.

Os mandados foram cumpridos tanto na capital, Campo Grande, quanto em diversos municípios do interior do estado, ampliando o alcance da ação e reforçando a repressão qualificada a crimes graves. A atuação do Ciberlab se insere no papel institucional do laboratório de assessorar investigações, apoiar o mapeamento de suspeitos, identificar provas digitais e fornecer elementos técnicos que embasam pedidos judiciais de prisão, busca e apreensão.

Para Rodney da Silva, a cooperação com os estados evidencia o compromisso do MJSP com o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). “Essas operações refletem a importância da integração entre a União e os estados, com o uso de inteligência cibernética como ferramenta fundamental para apoiar investigações complexas e aumentar a efetividade das ações policiais”, afirma.

O MJSP reafirma seu compromisso com o uso responsável da tecnologia, com a atuação integrada junto às forças de segurança e com o apoio técnico especializado para as investigações conduzidas pelas polícias civis em todo o território nacional, contribuindo para o enfrentamento qualificado da criminalidade e para a proteção da sociedade.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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