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Piscicultura brasileira encerra 2025 fortalecida e foca em competitividade e sustentabilidade para 2026

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Após um ano marcado por oscilações de preços, desafios climáticos e debates regulatórios, a piscicultura brasileira fecha 2025 em ritmo de recuperação, com avanços estruturais e fortalecimento do consumo interno. O setor entra em 2026 com metas ambiciosas de ampliação da competitividade, inovação e defesa de políticas que sustentem o crescimento da cadeia produtiva.

A análise é de Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, entidade que representa a piscicultura nacional. Segundo ele, o ano foi de contrastes, mas terminou com saldo positivo e perspectivas de evolução.

Oscilações de preços e consolidação do consumo interno

De acordo com Medeiros, o primeiro semestre de 2025 foi marcado pelo excesso de oferta, o que pressionou as cotações do pescado e levou à redução dos preços pagos aos produtores, principalmente no food service e no atacado.

No entanto, o cenário mudou no segundo semestre. “A demanda voltou a crescer, especialmente no último trimestre, o que gerou recuperação significativa dos preços ao produtor. Ainda assim, a indústria teve dificuldade em repassar os aumentos de forma imediata ao mercado consumidor”, explicou.

Um dos principais avanços de 2025 foi a inclusão dos peixes de cultivo na cesta básica da reforma tributária, medida considerada estratégica para a competitividade do setor e para a popularização do consumo.

Além disso, o período de preços mais baixos ajudou a atrair novos consumidores, muitos dos quais se fidelizaram ao produto. “O peixe de cultivo, especialmente a tilápia, conquistou espaço na mesa do brasileiro por unir sabor, valor nutricional e preço acessível”, destacou Medeiros.

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Efeitos do tarifaço e adaptação nas exportações

Um dos temas que exigiu maior mobilização do setor em 2025 foi o chamado “tarifaço” sobre exportações de pescado. Embora o impacto tenha sido limitado em termos de volume — as exportações representam de 3% a 5% da produção total —, o efeito foi significativo para as empresas exportadoras, que enfrentaram pressão no fluxo de caixa.

“A migração de parte da produção para o mercado interno exigiu ajustes logísticos e comerciais. Transferir 3% é fácil, mas transferir 30% é um grande desafio. Ainda assim, conseguimos nos adaptar e manter o equilíbrio”, pontuou o presidente da Peixe BR.

Tilápia e o debate sobre espécies invasoras

Outro tema de destaque em 2025 foi a proposta de inclusão da tilápia na lista de espécies invasoras do Ministério do Meio Ambiente (MMA), cuja decisão foi adiada para 2026.

Para Medeiros, essa pauta exige atenção máxima. “Estamos trabalhando intensamente para evitar essa classificação. A tilápia é essencial para a piscicultura brasileira e tem papel decisivo na segurança alimentar e na geração de renda”, reforçou.

A Peixe BR tem atuado junto ao Congresso Nacional, ao setor produtivo e à sociedade para esclarecer aspectos técnicos da produção e defender a competitividade da espécie. “A tilápia foi a proteína animal que mais cresceu na última década e continuará sendo a mais promissora nos próximos 30 anos”, ressaltou Medeiros.

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Importações do Vietnã levantam alerta no setor

O aumento das importações de pescado do Vietnã também gerou preocupação entre produtores brasileiros. Segundo Medeiros, as importações ocorreram em meio à maior safra nacional e aos menores preços do produto interno, o que acendeu o alerta quanto à concorrência desleal.

“Há diferenças importantes entre os protocolos produtivos do Vietnã e do Brasil, além da falta de equivalência tributária, ambiental e trabalhista. Estamos cobrando das autoridades correções para garantir condições justas de concorrência”, afirmou.

Competitividade e inovação no foco de 2026

Com o encerramento de 2025, a Peixe BR mira em avanços estratégicos para 2026, com foco em competitividade, tecnologia e eficiência produtiva.

“O produtor precisa sentir os resultados dessas melhorias na propriedade. Esse tem sido o propósito da Peixe BR nos últimos 11 anos”, enfatizou Medeiros.

Além das frentes políticas e regulatórias, a entidade desenvolve projetos técnicos em genética, manejo, mercado e processamento, todos voltados para elevar a produtividade e fortalecer a piscicultura nacional.

“A piscicultura brasileira é resiliente. Enfrentamos crises e seguimos crescendo com inovação, sustentabilidade e protagonismo. Em 2026, nosso desafio é transformar competitividade em resultados concretos para o produtor e para o país”, concluiu o presidente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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