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Vozes da floresta: Espaço Chico Mendes é inaugurado em Belém (PA) com a presença de Marina Silva

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, acompanhou, neste domingo (9/11), a inauguração do Espaço Chico Mendes, no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (PA). A iniciativa integra as atividades paralelas à COP30 e foi concebida como um ambiente de aprendizagem, intercâmbio e reflexão sobre a relação entre natureza, cultura e sociedade, fortalecendo soluções coletivas para o enfrentamento da crise climática.

O espaço foi construído pelo Comitê Chico Mendes, Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e Fundação Banco do Brasil, com apoio do Memorial Chico Mendes, Museu Paraense Emílio Goeldi e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A programação acontece até 21 de novembro (saiba mais aqui).

Nele, os visitantes poderão interagir com a réplica de uma casa extrativista, além de participar de uma experiência sensorial de imersão na floresta e prestigiar a feira da sociobiodiversidade, exposição em homenagem às Margaridas e rodas de conversa, palestras e apresentações culturais que integram a programação.

No ato de inauguração, também estiveram presentes a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, e a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais da pasta, Edel Moraes; o presidente da Fundação Banco do Brasil, Kleytton Morais; o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana; a presidente do Comitê Chico Mendes, Ângela Mendes; o coordenador executivo da Federação dos Povos Indígenas do Estado do Pará (Fepipa), Ronaldo Amanayé; entre outras lideranças de povos e indígenas e comunidades tradicionais.

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A ministra Marina Silva ressaltou que o legado de Chico Mendes transcende o tempo e segue inspirando novas gerações de defensores socioambientais. “Chico Mendes talvez nunca imaginasse que um dia teríamos uma tenda tão bonita e desse tamanho, com esse painel aqui, com a foto dele, com o apoio de tantas instituições governamentais. O que Chico Mendes disse e o que ele fez foram tão fortes e potentes que até hoje projetamos nele nossos sonhos e esperanças. Isso é o que faz de alguém um herói”, afirmou. 

Marina também expressou gratidão pessoal pela influência do ativista ambiental em sua vida. “Muito do que penso e faço aprendi com o Chico. Que a gente continue honrando esse legado, com coragem, escuta e compromisso com a vida”, declarou.

Para Edel Moraes, o espaço simboliza o reconhecimento do papel histórico dessas populações na defesa do meio ambiente e da vida. “Chico Mendes inspira este espaço, que é um ponto de encontro e uma caixa de ressonância para as vozes das guardiãs e guardiões da natureza”, destacou. De acordo com ela, o espaço traduz “o complexo mosaico da sociobiodiversidade brasileira e a luta por direitos, reafirmando que os povos e comunidades tradicionais são essenciais para a solução da crise climática e para a construção de um balanço global justo e inclusivo”.

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O Espaço Chico Mendes reforça o compromisso do governo federal com uma governança climática participativa, que reconhece o protagonismo das comunidades locais na proteção dos biomas e na construção de soluções sustentáveis. Ao celebrar o legado de Chico Mendes, seringueiro, sindicalista e ambientalista acreano reconhecido internacionalmente por sua luta em defesa da Amazônia e dos direitos dos povos da floresta, o espaço também se consolida como símbolo de memória e educação ambiental.

A criação do espaço, ponderou Edel Moraes, reforça ainda o compromisso do Brasil em promover políticas públicas baseadas na justiça socioambiental e na valorização dos territórios tradicionais, deixando um legado para as futuras gerações rumo à COP30, em Belém.

Durante a programação, o MMA estará presente em diversos momentos, reforçando sua atuação junto a povos e comunidades tradicionais.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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