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MPMT sedia última reunião de 2025 da Rede de Enfrentamento de Cuiabá

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O Ministério Público de Mato Grosso sediou, na manhã desta quarta-feira (17/12), a última reunião de 2025 da Rede de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá. O encontro foi realizado na sede das Promotorias de Justiça, na capital, e reuniu mais de 30 representantes das instituições que integram a rede.

Durante a reunião, foram apresentados o modelo do fluxograma de atendimento da rede e a proposta de reformulação da identidade visual, desenvolvida a partir da marca atual, com o objetivo de aprimorar sua aplicação em materiais gráficos e visuais. Também foram debatidas a proposta do Guia do Protocolo “Não é Não” e a periodicidade dos atendimentos psicológicos às mulheres em situação de violência doméstica, realizados pela Secretaria da Mulher e pelo Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

Outro ponto discutido foi a necessidade de aprimorar o fluxo de comunicação sobre o descumprimento de medidas protetivas, em articulação com a Patrulha Maria da Penha e a Delegacia da Mulher, por meio da criação de um protocolo para documentar esses casos.

A reunião marcou a despedida da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica de Cuiabá, da coordenação da rede, função que exerceu desde a sua instalação. “Há necessidade de mudanças para tornar a rede mais atual. Vou continuar trabalhando e participando das reuniões; apenas a coordenação passou para outros membros”, afirmou.

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A magistrada destacou a importância dos encontros mensais ocorridos em diferentes órgãos. “O efeito prático dessas reuniões é identificar onde precisamos aprimorar o atendimento à mulher em situação de violência. Além disso, é um momento para que toda a rede se conheça melhor. A rotatividade das reuniões possibilita que os integrantes compreendam como funciona o trabalho do anfitrião”, ressaltou.

A coordenação da rede passa a ser exercida pela juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica – Espaço Caliandra, assume como primeira secretária, e a tenente-coronel Hadassah Suzannah, como segunda secretária da rede.

A promotora Claire Vogel Dutra agradeceu a indicação de seu nome e a presença dos membros da rede na reunião sediada no MPMT. “Essa foi a primeira reunião realizada aqui e, como representante do Ministério Público, reforço e agradeço a presença de todas as instituições.

Para a promotora uma rede de enfrentamento estruturada, com fluxo organizado, faz diferença na proteção das mulheres. “O fortalecimento da rede, com diálogo entre as instituições, garante que a mulher seja protegida de forma integral, em todas as áreas”, afirmou.

A delegada Mariell Antonini Dias, presidente da Câmara Temática de Defesa da Mulher da Secretaria de Estado de Segurança, representou a Polícia Civil e falou sobre o aprimoramento do fluxo de comunicação de descumprimento de medidas protetivas.

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“Trazemos uma sugestão de aprimoramento do fluxo interno dos casos de comunicação de descumprimento de medida protetiva, seja para a Patrulha Maria da Penha ou para outros órgãos que compõem a rede de atendimento à mulher vítima de violência. A importância desse procedimento é permitir melhor análise e distribuição dos comunicados de descumprimento”, explicou.

A secretária da Mulher de Cuiabá Hadassah esclareceu que a secretaria realiza atendimento semanal às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. “O intuito é que essa mulher, no momento mais crítico, receba mais atendimentos. Conforme ela evolui no tratamento, passa para atendimento quinzenal. Não há limite mínimo nem máximo de atendimentos; cada mulher é avaliada individualmente, de acordo com sua evolução, e recebe alta no momento indicado pela profissional”, concluiu.

Também participaram da reunião o juiz Marcos Terêncio Agostinho Pires, a secretária de Assistência Social de Cuiabá Helida Vilela de Oliveira; a diretora de Medicina Legal, Alessandra Carvalho Mariano, a presidente do Conselho Estadual da Mulher Cenira Benedita Evangelista; a procuradora Gláucia Amaral da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica; policiais militares da Patrulha Maria da Penha; representantes da Casa de Amparo, Secretaria Municipal de Educação, Procuradoria da Mulher, Cemulher-MT, dentre outros.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Justiça determina adequações em Casa Lar a pedido do MPMT

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Comodoro (a 644 km de Cuiabá) obteve, nesta quarta-feira (29), duas decisões favoráveis na Justiça que determinam ao Município a adoção de medidas voltadas à adequação estrutural, logística e administrativa da Casa Lar da Criança Recanto Feliz, unidade de acolhimento institucional de crianças e adolescentes. As decisões são resultado de duas Ações Civis Públicas ajuizadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), após inspeção realizada em março deste ano, que identificou diversas irregularidades capazes de comprometer o atendimento integral e a proteção dos acolhidos.
Entre os problemas constatados estão a falta de acessibilidade arquitetônica, a inadequação dos espaços físicos destinados ao atendimento técnico, a ausência de equipe técnica exclusiva, além da insuficiência de veículos para o transporte das crianças e adolescentes. Também foi verificado que o Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Interno da instituição encontram-se desatualizados, em desacordo com as normas do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
As decisões judiciais determinam que o Município adote uma série de providências para sanar as irregularidades apontadas, entre elas apresentar, no prazo de 10 dias, um plano de adequação estrutural; iniciar as obras necessárias em até 30 dias; disponibilizar veículo adicional para atendimento da unidade em 15 dias; e comprovar periodicamente o cumprimento das medidas impostas.
Também foi determinado que o Município implante equipe técnica mínima exclusiva, composta por um assistente social e um psicólogo, no prazo de 10 dias; comprove o atendimento técnico contínuo e a elaboração dos Planos Individuais de Atendimento (PIA) em até 15 dias; adeque integralmente o quadro de pessoal, incluindo cuidadores e coordenação; atualize o Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Interno no prazo de 60 dias; e implante programa de capacitação continuada dos profissionais em até 90 dias.
Em caso de descumprimento das determinações, a Justiça fixou multa diária de R$ 5 mil, limitada ao montante de R$ 100 mil, em cada uma das ações.
Nas ações, o MPMT destacou que a situação viola dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e compromete o princípio da prioridade absoluta assegurado às crianças e adolescentes pela Constituição Federal.
Segundo o promotor de Justiça Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho, cabe ao Município garantir condições adequadas de funcionamento da unidade. “Incumbe ao Município de Comodoro promover a adequação da estrutura física da Casa Lar da Criança Recanto Feliz, em sentido amplo, assegurando condições de acessibilidade, organização adequada dos espaços e suporte estrutural compatível com as diretrizes normativas, de modo a garantir atendimento digno, integral e inclusivo às crianças e adolescentes acolhidos”, afirmou.
O promotor acrescentou ainda que “a deficiência estrutural da unidade de acolhimento institucional, especialmente no que se refere à ausência de equipe técnica suficiente e qualificada, configura violação a direitos fundamentais de natureza coletiva, atingindo grupo determinado de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, o que justifica a atuação do Ministério Público na defesa de interesses coletivos e individuais indisponíveis”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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