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MPMT promove debate sobre igualdade racial no Dia da Consciência Negra

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Com o objetivo de fomentar reflexões sobre igualdade racial, diversidade e enfrentamento ao racismo estrutural, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realiza, no dia 19 de novembro, o evento virtual “Dia da Consciência Negra: Ações que inspiram, mudanças que libertam”. A iniciativa reforça o compromisso da instituição com os direitos humanos e a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. O evento é promovido pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, com realização do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.Destinado a membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores, estudantes e ao público externo, o encontro será transmitido ao vivo pela plataforma Microsoft Teams e pelo canal oficial do MPMT no YouTube, das 9h às 11h e das 15h às 17h (horário de Mato Grosso). A programação terá início às 9h com a abertura oficial conduzida pelo procurador de Justiça titular da Especializada, José Antônio Borges Pereira. Em seguida, a primeira palestra abordará “As políticas de ações afirmativas no serviço público e a importância das comissões de heteroidentificação racial”, ministrada pela professora Manuela Arruda dos Santos Nunes da Silva, com debate conduzido pelo promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo.Ainda pela manhã, às 10h30, ocorrerá a palestra “Políticas Municipais para a Igualdade Racial: a experiência de Cuiabá nos anos 2000”, com a professora Jacy Proença, também debatida pelo promotor Rinaldo Segundo. Após intervalo, a programação será retomada às 15h com a palestra “A Lei nº 10.639/2003: teoria e aplicações práticas”, ministrada pela professora Cândida Soares da Costa, tendo como debatedor o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.“O Dia da Consciência Negra é um convite à reflexão e à ação. É fundamental que instituições como o Ministério Público assumam seu papel no enfrentamento ao racismo estrutural, garantindo que os direitos humanos sejam efetivamente respeitados”, destaca o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Justiça determina adequações em Casa Lar a pedido do MPMT

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Comodoro (a 644 km de Cuiabá) obteve, nesta quarta-feira (29), duas decisões favoráveis na Justiça que determinam ao Município a adoção de medidas voltadas à adequação estrutural, logística e administrativa da Casa Lar da Criança Recanto Feliz, unidade de acolhimento institucional de crianças e adolescentes. As decisões são resultado de duas Ações Civis Públicas ajuizadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), após inspeção realizada em março deste ano, que identificou diversas irregularidades capazes de comprometer o atendimento integral e a proteção dos acolhidos.
Entre os problemas constatados estão a falta de acessibilidade arquitetônica, a inadequação dos espaços físicos destinados ao atendimento técnico, a ausência de equipe técnica exclusiva, além da insuficiência de veículos para o transporte das crianças e adolescentes. Também foi verificado que o Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Interno da instituição encontram-se desatualizados, em desacordo com as normas do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
As decisões judiciais determinam que o Município adote uma série de providências para sanar as irregularidades apontadas, entre elas apresentar, no prazo de 10 dias, um plano de adequação estrutural; iniciar as obras necessárias em até 30 dias; disponibilizar veículo adicional para atendimento da unidade em 15 dias; e comprovar periodicamente o cumprimento das medidas impostas.
Também foi determinado que o Município implante equipe técnica mínima exclusiva, composta por um assistente social e um psicólogo, no prazo de 10 dias; comprove o atendimento técnico contínuo e a elaboração dos Planos Individuais de Atendimento (PIA) em até 15 dias; adeque integralmente o quadro de pessoal, incluindo cuidadores e coordenação; atualize o Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Interno no prazo de 60 dias; e implante programa de capacitação continuada dos profissionais em até 90 dias.
Em caso de descumprimento das determinações, a Justiça fixou multa diária de R$ 5 mil, limitada ao montante de R$ 100 mil, em cada uma das ações.
Nas ações, o MPMT destacou que a situação viola dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e compromete o princípio da prioridade absoluta assegurado às crianças e adolescentes pela Constituição Federal.
Segundo o promotor de Justiça Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho, cabe ao Município garantir condições adequadas de funcionamento da unidade. “Incumbe ao Município de Comodoro promover a adequação da estrutura física da Casa Lar da Criança Recanto Feliz, em sentido amplo, assegurando condições de acessibilidade, organização adequada dos espaços e suporte estrutural compatível com as diretrizes normativas, de modo a garantir atendimento digno, integral e inclusivo às crianças e adolescentes acolhidos”, afirmou.
O promotor acrescentou ainda que “a deficiência estrutural da unidade de acolhimento institucional, especialmente no que se refere à ausência de equipe técnica suficiente e qualificada, configura violação a direitos fundamentais de natureza coletiva, atingindo grupo determinado de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, o que justifica a atuação do Ministério Público na defesa de interesses coletivos e individuais indisponíveis”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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