Educação

Ações do MEC são apresentadas durante reunião ministerial

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O ministro da Educação, Camilo Santana, participou nesta quarta-feira, 17 de dezembro, em Brasília, da terceira e última reunião ministerial de 2025 com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro aconteceu na residência de campo da Presidência, na Granja do Torto. 

Segundo o presidente, o país vive um momento único em sua história recente, com avanços econômicos e financeiros em diversos setores como indústria e agricultura. “A verdade nua e crua é que nós acabamos com a invisibilidade do povo pobre deste país, nós acabamos com a invisibilidade de um povo que só era reconhecido em época de eleição”, afirmou Lula. 

Para apresentar, de forma consolidada, esses resultados alcançados, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez um balanço dos três anos de governo. Na educação, ele destacou o sucesso dos programas Pé-de-Meia e Escola em Escola em Tempo Integral

“O levantamento mostrou que 5,7 milhões de jovens recebem, atualmente, a poupança do ensino médio, o Pé-de-Meia, lançado em 2023. O Pé-de-Meia é um programa exitoso que já apresenta seus resultados com a redução da evasão escolar e com o aumento da inscrição no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio]”, disse Costa. 

O ministro também informou que 1,8 milhão de novas matrículas de educação integral foram fomentadas pelo programa Escola em Tempo Integral, em todas as etapas de ensino, o que equivale a 46 mil salas de aula. “Houve um crescimento de 30% em relação a 2022, mas nós com certeza não vamos parar. Em 2026, haverá um novo crescimento nas matrículas, que vamos comemorar junto com o aumento do desempenho e a melhoria das aprendizagens nessas escolas”, defendeu. 

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O lançamento da Universidade Federal do Esporte (UFEsporte) e da Universidade Federal Indígena (Unind) também foi ressaltado. A primeira beneficiará 3 mil alunos com formação de profissionais de excelência e promoção da ciência do esporte, contribuindo para inclusão social. Já a Unind ofertará, inicialmente, dez cursos para aproximadamente 2,8 mil estudantes indígenas nos primeiros quatro anos de implantação. As graduações terão enfoque nas áreas de formação de professores e gestão educacional; saúde coletiva e indígena; e gestão territorial e ambiental. 

Educação básica – Nesta gestão, o MEC aumentou significativamente os investimentos em infraestrutura para a educação básica, por meio do Pacto pela Retomada de Obras na Educação Básica; do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) modalidade Seleções; e da destinação do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS). De 2023 a 2024, a pasta investiu R$ 1,5 bilhão em obras para essa etapa, que resultaram em 2.187 obras concluídas e 244 mil novas vagas nas redes de ensino. 

Por meio do Pacto pela Retomada, poderão ser concluídas 3.784 obras, entre creches, escolas e quadras esportivas, em um investimento estimado de R$ 4,1 bilhões. Dessas, 2.572 já foram aprovadas e 577 concluídas.  

Da primeira seleção do Novo PAC Seleções, realizada em 2023, foram contratadas 1.178 creches e pré-escolas, 648 escolas em tempo integral e 1,5 mil ônibus escolares. Neste ano, foram selecionadas outras 505 creches e escolas de educação infantil e mais mil ônibus escolares. 

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Já a destinação do FIIS soma um montante de R$ 9,7 bilhões, que beneficiará 1.119 municípios, em 25 estados. A verba será para execução de 556 projetos de novas creches; 284 de novas escolas; 1.634 de ampliações de creches, escolas e quadras; 1.962 para compra de ônibus escolares; e 612 que contemplam aquisição de mobiliário, climatização, conectividade e dispositivos tecnológicos. 

Educação superior – O MEC também empreendeu uma série de ações para o ensino superior. Com um orçamento total de R$ 5,5 bilhões, o ministério destinou R$ 3,2 bilhões em ações de melhoria das infraestruturas dos campi. Para expansão das universidades federais, outros R$ 600 milhões estão sendo investidos na construção de dez novos campi: um já foi entregue e os demais estão em obra ou licitação. 

Educação profissional e tecnológica – Com a aplicação de R$ 3,9 bilhões destinados à educação profissional e tecnológica (EPT) nesta gestão, a pasta tem operado a expansão da EPT pelo país, com a construção de novos campi de Institutos Federais, dos quais 49 já foram entregues e estão em funcionamento. Outras 32 obras estão em execução e 29 em licitação. Oito reformas ou adequação de estruturas estão em curso e cinco imóveis foram adquiridos. 

Povos Tradicionais – O trabalho do MEC na promoção da educação para os povos indígenas e quilombolas também ganhou destaque, com a construção de 117 novas escolas em territórios e comunidades tradicionais. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Edital cria rede nacional de pesquisa em Educação Especial Inclusiva

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I nstituído oficialmente no Brasil pela Lei Federal nº 11.133/2005, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado no dia 21 de setembro, marca a mobilização histórica pela garantia de direitos, acessibilidade e combate ao capacitismo na sociedade. A data reforça a necessidade contínua de políticas públicas voltadas à participação plena e com dignidade de pessoas com todos os tipos de deficiência. No contexto educacional, o Ministério da Educação (MEC) atua para aplicar a igualdade de direitos na prática cotidiana da rede pública de ensino.

O MEC, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), e em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), está com inscrições abertas para o Edital Conjunto nº 5/2026 para a implementação do Observatório da Educação Especial Inclusiva (Obeduc-EI). A iniciativa destinará recursos de custeio, capital e bolsas de pesquisa ao longo de 36 meses, com o objetivo de estruturar uma central de monitoramento da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI).  

O coordenador-geral de Avaliação, Monitoramento e Fortalecimento da Política de Diversidade da Secadi, Francisco Moraes da Costa Marques, destacou que a educação inclusiva no Brasil percorre um caminho estratégico e que o Obeduc-EI atuará como a central de inteligência, bússola e orientação ao longo do processo. Marques ressaltou ainda que a missão do observatório é aproximar a produção científica das necessidades da sala de aula, substituindo diagnósticos isolados por indicadores nacionais capazes de nortear a tomada de decisão de estados e municípios.  

 Assista ao vídeo:

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Estrutura em rede – O Observatório integra a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei) e será composto por redes regionais formadas por Instituições Públicas de Ensino Superior (IES) em todo o país. Essa arquitetura garante capilaridade no levantamento de dados quantitativos e qualitativos, uma vez que envolve pesquisadores multidisciplinares, estatísticos, gestores e professores da educação básica.  

Ao analisar o edital, é possível aferir que a atuação do Obeduc-EI organiza-se em quatro eixos centrais de implementação:  

  • Acompanhar e Medir (Gerar Dados Reais): elaboração de indicadores de aprendizagem e de qualidade da oferta escolar para mapear a inclusão efetiva de estudantes nas turmas comuns e no Atendimento Educacional Especializado (AEE).  
  • Conectar Mundos: integração direta entre os programas de pós-graduação das universidades públicas, secretarias de educação estaduais e municipais, e o ecossistema escolar local.  
  • Criar Materiais e Treinamentos: formulação de cadernos de orientação, dados abertos e tecnologias pedagógicas acessíveis para o ambiente escolar e familiar. 
  • Formar Pessoas: capacitação continuada de profissionais da rede pública e concessão de bolsas acadêmicas em diversos níveis de formação.  

Valorização Profissional – Para assegurar o suporte técnico às equipes, a Capes concederá modalidades de bolsa mensal aos integrantes de acordo com o programa de pesquisa:  

  • Pós-Doutorando: R$ 5.300  
  • Doutorando: R$ 3.100 
  • Coordenador Geral / Mestrando: R$ 2.100 
  • Coordenador Local: R$ 2.000 
  • Professor Pesquisador: R$ 1.800 
  • Professor da Educação Básica: R$ 1.100 
  • Graduando (Iniciação Científica): R$ 700 
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Prazos de Submissão de Propostas – A inscrição no processo seletivo pode ser realizada por docentes ou doutores vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu em Educação ou Ensino de IES públicas, a fim de representar a instituição. O coordenador da Secadi, Francisco Marques, fez um alerta aos pesquisadores e às instituições para que não deixem a articulação e o envio das propostas para a última hora, tendo em vista a complexidade da constituição das redes de trabalho.  

As propostas devem ser submetidas, exclusivamente, por meio do Sistema de Inscrições da Capes (SiCapes) até o dia 5 de outubro de 2026. O resultado final da seleção está previsto para ser divulgado em 12 de novembro de 2026, com início imediato das atividades. Dúvidas técnicas e consultas sobre o certame podem ser encaminhadas ao e-mail institucional do programa. 

Com a articulação entre ciência, universidades públicas e redes de ensino, a implementação do Obeduc-EI visa garantir que a produção de dados e o acompanhamento técnico cheguem ao cotidiano da sala de aula, fortalecendo a consolidação da educação especial inclusiva como realidade de aprendizagem e permanência para todos os estudantes do país.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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