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USDA projeta superávit global de quase 5 milhões de sacas de café na safra 2025/26

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, nesta quinta-feira (18), o relatório de dezembro sobre o mercado mundial de café, indicando um superávit global de 4,988 milhões de sacas de 60 kg na safra 2025/26. O volume supera o excedente de 3,760 milhões de sacas registrado na temporada anterior (2024/25).

Segundo o levantamento, a produção mundial de café deve totalizar 178,84 milhões de sacas em 2025/26, um avanço de 2% em relação às 175,316 milhões de sacas da safra anterior. O número representa uma leve revisão positiva frente ao relatório de junho, que estimava 178,68 milhões de sacas.

Consumo global de café também avança

O consumo total de café no mundo está projetado em 173,852 milhões de sacas para 2025/26, aumento de 1,3% sobre as 171,556 milhões de sacas de 2024/25. A estimativa também foi revisada para cima em relação ao relatório anterior, que apontava 169,363 milhões de sacas.

Com isso, o USDA prevê um superávit global de quase 5 milhões de sacas, reforçando o equilíbrio positivo entre oferta e demanda no mercado internacional do café.

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Estoques mundiais devem recuar

Apesar do aumento na produção, os estoques finais globais de café devem recuar para 20,148 milhões de sacas na safra 2025/26, contra 21,307 milhões no ciclo anterior. O cenário indica que, mesmo com superávit, o mercado mantém níveis ajustados de reservas, refletindo o consumo contínuo e a movimentação global de exportações.

Brasil, Vietnã e Colômbia: principais produtores com ajustes nas estimativas

O Brasil, maior produtor mundial de café, deve colher 63 milhões de sacas em 2025/26 (julho/junho), número revisado para baixo em relação à projeção de junho, que era de 65 milhões de sacas. Na safra 2024/25, o USDA também havia estimado 65 milhões de sacas.

O Vietnã, segundo maior produtor global, tem estimativa de 30,8 milhões de sacas para o ciclo 2025/26 (outubro/setembro). Embora o número tenha sido ligeiramente reduzido em relação à previsão anterior (31 milhões de sacas), ainda representa um crescimento frente à safra 2024/25, que foi de 29 milhões de sacas.

Já a Colômbia deve colher 13,8 milhões de sacas em 2025/26 (outubro/setembro). A previsão foi revisada para cima em comparação com junho (12,5 milhões de sacas), mas ainda fica abaixo da produção de 14,8 milhões de sacas registrada em 2024/25.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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