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Governo do Brasil lança programa nacional para fortalecer a reciclagem popular

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O Governo do Brasil lançou o Programa Nacional de Investimento na Reciclagem Popular (Pronarep). Inspirado no modelo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a iniciativa será executada, em parte, pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e nasce com um aporte de R$ 10 milhões da Caixa Econômica Federal para oferecer apoio financeiro e técnico a catadores e catadoras em prol da valorização do trabalho na economia circular e erradicação humanizada dos lixões no país.

O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia que marcou o Natal de Catadoras e Catadores e o encerramento da 12ª edição da ExpoCatadores em São Paulo (SP) na sexta-feira (19/12). O evento, realizado no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo (SP), reuniu mais de 3 mil trabalhadores e trabalhadoras da reciclagem e 600 cooperativas.

“Vocês só podem gostar da gente se a gente fizer aquilo que está prometendo de verdade, se chegar na casa de vocês”, afirmou Lula. O Natal de Catadoras e Catadores é considerado um momento de grande simbolismo para um dos maiores movimentos populares organizados do país.

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“Sabemos que tem muita coisa para ser feita pela reciclagem, mas este Natal certamente foi um dos melhores dos últimos anos”, disse o secretário nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf. O ministério destinará R$ 17 milhões para cooperativas, visando o financiamento de equipamentos e assistência técnica.

Durante o evento, também foi lançada a Plataforma Caixa de Ativos de Sustentabilidade, em parceria entre a Caixa Econômica Federal, o MMA e a Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat). A ferramenta permitirá que profissionais autônomos e cooperativas comercializem Certificados de Crédito de Reciclagem da Logística Reversa (CCRLR) de forma direta.

Para o presidente da Caixa, Carlos Vieira, a iniciativa confere visibilidade à categoria. “É mostrar que os invisíveis podem usar alta tecnologia para fazer a economia funcionar e serem justamente remunerados”, destacou.

Com foco na ampliação da coleta seletiva, foi assinado o protocolo de intenções para o aplicativo Cataki.gov, previsto para 2026. “Onde não houver coleta municipal, o aplicativo dará as condições para que as pessoas possam reciclar”, explicou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

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O presidente da Ancat, Roberto Rocha, expressou a gratidão da categoria. “Obrigado por demonstrar a importância do nosso trabalho no centro dessa circularidade. Todos nós somos importantes para o país e para o meio ambiente”, concluiu.

(Com informações da Secom/PR)

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Santa Catarina aprova R$ 12 milhões em Crédito Fundiário para 41 famílias de agricultores adquirirem terras rurais

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O Governo de Santa Catarina aprovou R$ 12,04 milhões em projetos do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), que irão beneficiar 41 famílias de agricultores familiares em 26 municípios do estado. Os recursos serão destinados à aquisição de propriedades rurais, ampliando as oportunidades de produção e fortalecimento da agricultura familiar.

As propostas foram analisadas e aprovadas pela Câmara Técnica Fundiária da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e agora seguem para avaliação final do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), etapa necessária para a contratação dos financiamentos.

Crédito Fundiário garante acesso à terra e fortalecimento da produção rural

O PNCF tem como objetivo facilitar o acesso à terra para agricultores familiares, permitindo que iniciem ou ampliem seus projetos produtivos em propriedades próprias. Em Santa Catarina, o programa é executado pela Sape, por meio da Diretoria de Desenvolvimento Sustentável e Fundiário (DISF), responsável pela Unidade Técnica Estadual de Crédito Fundiário.

No total, os projetos aprovados contemplam a aquisição de 310,31 hectares de terras rurais, com área média de 8,93 hectares por propriedade. O investimento médio é estimado em R$ 38,8 mil por hectare, reforçando o impacto econômico da política pública no meio rural.

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Jovens agricultores representam maior parte dos projetos aprovados

Do total de propostas aprovadas, 27 pertencem à linha PNCF Terra para a Juventude, voltada a estimular a permanência de jovens no campo. Outras 11 propostas são da linha PNCF Mais e três da linha PNCF Empreendedor, que atende produtores com maior capacidade de investimento.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, destaca que o programa é fundamental para a sucessão rural e para o fortalecimento da economia nos municípios.

“O crédito fundiário permite que jovens e agricultores familiares tenham condições de permanecer no campo, produzir e gerar renda. É uma política que fortalece a sucessão rural e contribui para manter Santa Catarina como referência na produção agropecuária”, afirmou.

Programa registra crescimento e projeta expansão em 2026

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Sustentável e Fundiário, Jairo Afonso Henkes, o programa vem registrando expansão consistente no estado. Em 2025, o número de operações cresceu cerca de 50% em relação ao ano anterior.

A expectativa do governo estadual é ampliar ainda mais os resultados em 2026, com projeção de crescimento adicional de aproximadamente 30%, reforçando o apoio à agricultura familiar e ao desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

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Linhas de financiamento atendem diferentes perfis de produtores

O PNCF conta com modalidades específicas para diferentes perfis de agricultores familiares:

  • PNCF Terra da Juventude: destinado a jovens de 16 a 30 anos, com financiamento de até R$ 306 mil, juros de 0,5% ao ano e bônus de adimplência de 40%.
  • PNCF Mais: voltado a agricultores familiares de 18 a 70 anos com pouca ou nenhuma terra, com financiamento de até R$ 306 mil, juros de 2,5% ao ano e bônus de 20%.
  • PNCF Empreendedor: direcionado a produtores com maior capacidade de investimento, com financiamento de até R$ 306 mil, juros de 4% ao ano e sem bônus de adimplência.

Em todas as modalidades, o prazo de pagamento pode chegar a 25 anos, com período de carência de até três anos.

A iniciativa reforça o papel do crédito fundiário como instrumento estratégico para ampliar o acesso à terra, estimular a produção agropecuária e fortalecer a permanência das famílias no meio rural catarinense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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