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BNDES libera R$ 5,2 bilhões para produtores rurais afetados por desastres climáticos

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Apoio financeiro emergencial ao campo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 5,2 bilhões em financiamentos para produtores rurais que sofreram perdas severas devido a eventos climáticos extremos. O montante faz parte do programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais, lançado em 16 de outubro, com foco em agricultores que enfrentam dificuldades para cumprir compromissos financeiros após prejuízos nas lavouras.

Até o momento, o programa já contemplou 19,1 mil operações em 642 municípios de 21 estados brasileiros, abrangendo todas as regiões do país. O valor médio por operação é de R$ 273 mil.

Reestruturação financeira e manutenção da produção

Além de quitar débitos em atraso, o programa também permite que os produtores reorganizem suas finanças, garantindo condições para retomar as atividades produtivas e manter a oferta de alimentos no mercado.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a importância da iniciativa:

“O BNDES é hoje um dos principais financiadores do agro brasileiro. Com esse programa, o governo do presidente Lula oferece condições para que produtores atingidos por eventos climáticos extremos possam continuar produzindo. Cerca de 62% dos recursos aprovados até agora foram destinados a agricultores familiares e médios produtores, fundamentais para a segurança alimentar e o desenvolvimento regional.”

R$ 12 bilhões disponíveis até 2026

O programa conta com R$ 12 bilhões do governo federal e prazo de até nove anos para pagamento, incluindo um ano de carência. A distribuição dos recursos entre as instituições financeiras credenciadas segue a Resolução nº 5.247/2025 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que definiu reservas proporcionais à carteira de crédito rural de cada agente financeiro.

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Desde 16 de dezembro, os bancos podem solicitar recursos adicionais além das reservas iniciais, para atender novas demandas. Atualmente, R$ 6,8 bilhões ainda estão disponíveis. As solicitações poderão ser feitas até 6 de fevereiro de 2026.

Quem pode acessar o crédito

O BNDES Liquidação de Dívidas Rurais pode ser utilizado para liquidar ou amortizar operações de crédito rural — incluindo custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPR) — desde que os beneficiários comprovem terem sido afetados por eventos climáticos e se enquadrem nos critérios estabelecidos.

Podem solicitar o benefício produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas agrícolas, por meio de instituições financeiras parceiras credenciadas ao BNDES.

Para participar, é necessário que o produtor esteja em município que, entre 2020 e 2024, tenha tido situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo Governo Federal devido a desastres climáticos, e que tenha registrado perdas superiores a 20% em duas de suas principais atividades agrícolas no período. Além disso, o produtor deve ter sofrido redução superior a 30% em duas ou mais safras entre 2020 e 2025.

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Prioridade para pequenos e médios produtores

O programa determina que pelo menos 40% dos recursos sejam destinados aos beneficiários do Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar) e do Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) — segmentos mais vulneráveis aos impactos das perdas de safra.

O restante dos recursos será distribuído entre produtores enquadrados em outras linhas de crédito agrícola, conforme a demanda e as condições previstas no programa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pecuária pantaneira avança com tecnologia reprodutiva e acelera melhoramento genético no Pantanal

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A pecuária de Pantanal vem passando por uma transformação gradual com a adoção de tecnologias reprodutivas e ferramentas de melhoramento genético, sem abrir mão das práticas tradicionais de manejo adaptadas ao ciclo de cheias e secas da região.

No centro desse movimento está o grupo Nelore Cometa, que combina avaliação genômica, Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e Fertilização In Vitro (FIV) para acelerar o progresso genético do rebanho, respeitando as particularidades ambientais de um dos biomas mais desafiadores do país.

Genômica aumenta precisão na seleção de animais superiores

O uso da genômica tem sido um dos principais pilares do programa de melhoramento genético adotado pelo Nelore Cometa. A tecnologia permite identificar com maior precisão os animais de melhor desempenho produtivo ainda em fases iniciais da vida, aumentando a confiabilidade das decisões de seleção.

Segundo o zootecnista e técnico de campo da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Fábio Eduardo Ferreira, o rebanho foi um dos pioneiros na utilização da avaliação genômica na região.

Ele explica que a tecnologia elevou a acurácia das estimativas genéticas, permitindo decisões mais assertivas sobre quais animais devem ser multiplicados e quais devem ser destinados ao descarte, acelerando o ganho genético do rebanho.

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Tecnologia reprodutiva acelera ganhos sem romper manejo tradicional

Além da genômica, o sistema produtivo utiliza IATF e FIV para concentrar nascimentos e ampliar a disseminação de genética superior. A estratégia permite antecipar a estação de parto para os meses de agosto a outubro, facilitando o manejo dos bezerros antes do período de cheia.

De acordo com o produtor Francis Maris Cruz, a pecuária no Pantanal exige adaptação constante às condições naturais, em vez de confronto com o ambiente.

Ele destaca que a atividade é estruturada para conviver com o regime de águas da região, respeitando os períodos de cheia e seca e ajustando o manejo conforme a dinâmica do território.

Manejo estratégico reduz impactos da cheia no desenvolvimento dos animais

No sistema adotado, os bezerros são desmamados precocemente entre janeiro e fevereiro, antes da intensificação do período de cheias. Após essa fase, os animais jovens são transferidos para áreas mais altas ou outras propriedades da operação, garantindo melhores condições de desenvolvimento.

As fêmeas seguem etapas de reprodução e desenvolvimento em fazendas fora da área mais afetada pelas cheias, enquanto os machos são direcionados a sistemas específicos de recria e terminação.

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Essa estratégia permite manter a produtividade mesmo em um ambiente de alta complexidade climática e logística, característica do bioma pantaneiro.

Seleção genética prioriza rusticidade e adaptação ao ambiente

O programa de melhoramento também prioriza características como rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação às condições adversas do Pantanal. O uso de sêmen de touros geneticamente superiores e reprodutores selecionados em centrais de inseminação faz parte da estratégia para elevar o padrão do rebanho.

A combinação entre biotecnologias reprodutivas e manejo tradicional reforça a busca por animais mais eficientes e adaptados às condições locais, sem perder a identidade da pecuária regional.

Tecnologia e tradição caminham juntas na pecuária pantaneira

Ao integrar genômica, IATF, FIV e manejo adaptado ao ciclo das águas, o Nelore Cometa demonstra como a pecuária no Pantanal pode evoluir tecnologicamente sem abandonar suas bases tradicionais.

O modelo adotado mostra que o avanço genético pode ocorrer em sintonia com o ambiente, respeitando o regime natural das cheias e secas e fortalecendo a produção em um dos ecossistemas mais exigentes da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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