Economia

Mais empresas terão acesso aos recursos do Plano Brasil Soberano

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Os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda publicaram portaria interministerial nesta quarta-feira (03/06) ampliando o número de empresas com acesso ao Plano Brasil Soberano. A partir da próxima segunda-feira, 8 de junho, empresas exportadoras e fornecedores que tiveram impacto igual ou superior a 1% no faturamento bruto, devido às tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos ou aos conflitos no Oriente Médio, poderão solicitar acesso às linhas de crédito. Antes da medida, tinham direito ao crédito empresas com impacto a partir de 5% no faturamento.

Pelas regras do Brasil Soberano, três grupos de empresas têm direito ao crédito. A portaria interministerial publicada nesta quarta-feira contempla dois grupos. O grupo um, formado por empresas exportadoras de bem industriais e seus fornecedores afetados por medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos com base na Seção 232, cujo faturamento bruto com exportações representou 1% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Neste grupo estão empresas dos setores do aço, cobre, alumínio, automotivo e de moveleiro.

E o terceiro grupo, formado por empresas exportadoras de bens industriais, e seus fornecedores, para países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã, cujo faturamento bruto com exportações represente 1% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025.

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O ministro do MDIC, Marcio Elias Rosa, afirma que “essa medida protege o setor produtivo e os empregos dos brasileiros de instabilidades externas, atendendo à determinação do Presidente Lula de colocar os interesses do povo brasileiro sempre em primeiro lugar. Esse é o compromisso do Governo do Brasil.”

“A decisão do governo do presidente Lula de ampliar o número de empresas afetadas vai atender uma demanda importante de quem produz e exporta, ainda que o impacto no faturamento seja abaixo de 5%. Até agora, o BNDES já recebeu R$ 6,7 bilhões em pedidos de crédito de empresas afetadas e aprovou R$ 1,6 bilhão”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

A medida não afeta as empresas do grupo dois, que inclui aquelas atuantes em setores industriais de média, média-alta ou alta intensidade tecnológica com relevância na balança comercial brasileira, assim como aqueles setores identificados para adaptação ou modernização produtiva em função de acordos comerciais, ou identificados como estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono. Integram esse grupo empresas do ramo têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, eletrônicos e de informática, borracha e plástico, equipamentos de transporte, além minerais críticos.

Acesso ao crédito

Para solicitar acesso ao crédito, as empresas do primeiro e do terceiro grupo devem verificar a elegibilidade, acessando o site https://ws.bndes.gov.br/elegibilidade-brasil-soberano/#/. A consulta já poderá ser feita a partir desta quinta-feira, 4 de junho. Os interessados precisarão se autenticar, utilizando a plataforma GOV.BR, exclusivamente por meio do certificado digital da empresa. Após a autenticação, o sistema informará se a empresa é elegível e quais linhas poderão ser solicitadas.

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As empresas do segundo grupo podem verificar se são elegíveis por meio do seu cartão CNPJ. Basta verificar se no cadastro do seu CNPJ junto à Receita Federal, consta CNAE primário ou secundário contemplado no Anexo I da Portaria MDIC/MF nº 171/2026:

De posse dessas informações, a recomendação é que a empresa entre em contato com o banco com o qual já tem relacionamento. Para saber quais instituições financeiras já manifestaram interesse em operar o Programa, basta acessar o site do BNDES. No caso das grandes empresas interessadas em operações de crédito superior a R$ 50 milhões, também é possível procurar diretamente o BNDES.

Linhas de crédito – O Plano Brasil Soberano oferta linhas de crédito para financiar capital de giro; capital de giro destinado à produção para exportação; aquisição de bem de capital; e investimentos para ampliação da capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção, adaptação de atividade produtiva, e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos.

Clique aqui e veja no site do Plano Brasil Soberano os detalhes das quatro modalidades de crédito para atender as empresas.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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MDIC e ABDI lançam capacitação para empresas no Programa Selo Verde Brasil

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O Programa Selo Verde Brasil, iniciativa da por meio da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SEV/MDIC), inicia neste mês a etapa de capacitação a empresas interessadas em atender aos requisitos do programa. O anúncio foi realizado em São Paulo, durante apresentação dos avanços da iniciativa conduzida pela SEV/MDIC.

A consultoria estruturada pelo Serviço Nacional da Indústria (Senai) terá carga de 208 horas por empresa e será baseada em metodologia Hands-On, voltada à transferência prática de conhecimento e ao fortalecimento da capacidade interna das organizações em temas ligados à sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade técnica.

“A metodologia foi concebida para que a empresa não apenas alcance os requisitos necessários para a certificação, mas também desenvolva autonomia institucional para manter e aprimorar continuamente seus padrões ambientais, sociais e de governança (ASG), bem como suas práticas de economia circular e gestão da cadeia produtiva”, afirmou a secretária da SEV, Julia Cruz.

A consultoria será realizada em 4 etapas: Capacitação ASG e normas de referência, diagnóstico dos processos produtivos, elaboração de plano de adequação, acompanhamento das ações implementadas e entrega de relatório final. O modelo contempla tanto empresas âncoras quanto fornecedores da cadeia produtiva.

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A metodologia Hands-On é apontada como um dos diferenciais do programa por priorizar o aprendizado prático, a participação das equipes internas e a aplicação dos requisitos técnicos à realidade operacional das empresas. Entre os pilares estão treinamentos em serviço, desenvolvimento de ferramentas de apoio e incentivo à economia circular.

Com a iniciativa, o governo espera ampliar a capacidade das empresas brasileiras de atender padrões de sustentabilidade e fortalecer mecanismos permanentes de melhoria contínua em seus processos produtivos.

A proposta apresentada pelo Senai foi escolhida mediante processo seletivo conduzido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O contrato entre as duas instituições deve ser assinado nos próximos dias, dando início aos trabalhos.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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