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Calor acelera colheita de milho-verde no RS, mas seca compromete qualidade das espigas

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A produção de milho-verde avançou nas últimas semanas na região administrativa de Lajeado (RS), especialmente no município de Bom Princípio, conforme aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. O clima quente favoreceu o desenvolvimento das lavouras, impulsionando o ritmo de colheita e a oferta do produto no mercado local.

“Os dias mais quentes do período favoreceram o desenvolvimento da maior parte das lavouras”, destaca o boletim técnico divulgado pela instituição.

Falta de chuva afeta o enchimento de grãos e reduz qualidade

Apesar do avanço na colheita, os efeitos da estiagem começam a ser sentidos em algumas áreas produtoras. Segundo a Emater, a ausência de chuvas, associada às altas temperaturas, tem comprometido o enchimento dos grãos, o que afeta diretamente a qualidade das espigas colhidas.

“A ausência de precipitação, associada ao calor, reduziu o enchimento de grãos em algumas espigas”, ressalta o informativo.

Preços mais baixos marcam o período de maior oferta

Com o aumento da produção e a entrada de maior volume de milho-verde no mercado, os valores de comercialização apresentaram queda. No comércio local, a bandeja com três espigas está sendo vendida entre R$ 2,50 e R$ 3,00, conforme dados levantados pela Emater.

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Perspectivas para as próximas semanas

A continuidade da colheita e a manutenção da qualidade do produto dependerão do comportamento das chuvas nas próximas semanas. Caso as condições climáticas permaneçam secas, a tendência é de redução na produtividade e possível nova queda nos preços, especialmente em regiões com maior concentração de lavouras afetadas pela estiagem.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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