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FACTA encerra 2025 com mais de dois mil participantes e amplia atuação para suinocultura e aquicultura

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Expansão da atuação fortalece sinergia na cadeia de proteína animal

A Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia Animal (FACTA) encerra o ano de 2025 com resultados expressivos e uma nova proposta de atuação voltada à integração dos segmentos que compõem a cadeia de proteína animal. Tradicionalmente reconhecida por sua contribuição à avicultura, a entidade ampliou seu campo de trabalho para incluir também a suinocultura e a aquicultura, reforçando o elo entre ciência, produção e mercado.

Ao longo do ano, a FACTA promoveu sete eventos — presenciais e on-line — que reuniram 2.159 participantes e 127 palestrantes, entre especialistas nacionais e internacionais. As iniciativas tiveram como objetivo disseminar conhecimento técnico e aproximar diferentes setores do agronegócio por meio de temas ligados à inovação, sustentabilidade e sanidade animal.

FACTA na Estrada leva conhecimento a diferentes regiões do país

Com o propósito de expandir seu alcance técnico e geográfico, a FACTA realizou o projeto “FACTA na Estrada”, que promoveu encontros em Campinas (SP), Recife (PE) e Foz do Iguaçu (PR). O formato itinerante permitiu levar conteúdo científico e técnico a novos públicos, reforçando a presença da instituição em diferentes polos produtivos.

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Outro destaque do ano foi a 41ª Conferência FACTA WPSA-Brasil, que passou por uma reformulação e adotou o tema “Gestão, Inovação e Excelência na Produção de Alimentos Seguros”. O evento ampliou seu escopo de debates, incluindo discussões sobre suínos e peixes, além de aves, consolidando o caráter multiespécies das ações da entidade.

Integração entre pesquisa e mercado orienta nova fase da entidade

De acordo com o presidente da FACTA, Ariel Mendes, o novo direcionamento da instituição reflete uma necessidade crescente de integração entre os elos da cadeia produtiva.

“A instituição atua onde a pesquisa e o mercado se encontram. A inovação deve ser compreendida como um movimento contínuo, no qual abordagens dentro da cadeia de proteína animal alinham pesquisa, processamento, sanidade e consumo”, destaca Mendes.

A FACTA tem trabalhado para contextualizar o conhecimento técnico de acordo com as especificidades de cada espécie, buscando soluções personalizadas para aves, suínos e peixes, além de temas relacionados a grãos e insumos. Segundo Mendes, o objetivo é gerar impacto real no campo, com ações voltadas à sustentabilidade e à disseminação de práticas ambientais responsáveis.

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Agenda 2026 amplia alcance e reforça compromisso com o setor

Em 2026, a FACTA dará continuidade à sua estratégia de expansão, com uma programação que passará por cinco cidades brasileiras. O calendário técnico do próximo ano já está definido e inclui:

  • Simpósio sobre Salmonella e Segurança Alimentar – 18 e 19 de março, em Toledo (PR);
  • Simpósio sobre Atualização em Poedeiras – 20 e 21 de maio, em Recife (PE);
  • Participação no SIAVS 2026 – 5 de agosto, em São Paulo (SP);
  • Simpósio sobre Incubação e Matrizes – 7 e 8 de outubro, em Chapecó (SC);
  • Simpósio de Coccidiose e Saúde e Integridade Intestinal – 4 e 5 de novembro, em Uberlândia (MG).

O presidente da entidade ressalta que o setor de proteína animal deve continuar avançando em integração e qualidade.

“O cenário global demanda uma produção cada vez mais integrada, confiável e segura. A FACTA continuará promovendo iniciativas que mantenham o agronegócio brasileiro à frente dos desafios técnicos e de mercado”, conclui Mendes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Boi gordo: mercado trava negócios, frigoríficos pressionam preços e arroba segue perto de R$ 350

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O mercado do boi gordo opera em ritmo lento nesta terça-feira, com negociações travadas em diversas regiões do país e pressão baixista sobre a arroba. A combinação entre escalas de abate mais confortáveis, menor apetite dos frigoríficos e enfraquecimento do consumo interno na segunda quinzena do mês mantém o setor cauteloso.

Nas principais praças pecuárias, os frigoríficos seguem atuando de maneira seletiva nas compras, tentando alongar as escalas e reduzir os preços ofertados aos pecuaristas. Em contrapartida, parte dos produtores resiste às ofertas abaixo das referências consideradas ideais, o que reduz a fluidez dos negócios.

Em São Paulo, o boi gordo comum segue negociado ao redor de R$ 348/@ a prazo, enquanto o chamado “boi China” alcança até R$ 353/@ em negócios pontuais destinados à exportação. Dados do indicador Cepea/Esalq apontam média paulista próxima de R$ 349,17/@ a prazo.

Já em Minas Gerais, as referências giram em torno de R$ 330/@, enquanto a novilha gorda varia entre R$ 300/@ na região de Belo Horizonte e R$ 315/@ no Triângulo Mineiro.

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Mercado futuro do boi gordo na B3 mantém viés de cautela

Na B3, os contratos futuros do boi gordo seguem oscilando com viés de baixa no curto prazo, refletindo o cenário mais pressionado do mercado físico. Os vencimentos de maio e junho operam próximos de R$ 337/@, enquanto os contratos para outubro permanecem acima de R$ 350/@, indicando expectativa de melhora no segundo semestre.

Segundo analistas do setor, a volatilidade segue elevada tanto no físico quanto na bolsa, especialmente diante das incertezas envolvendo consumo doméstico, exportações e comportamento da oferta de animais terminados.

Consumo enfraquecido limita repasses no atacado

No mercado atacadista, a carne bovina enfrenta maior dificuldade de escoamento. O enfraquecimento do poder de compra da população no fim do mês reduz a demanda no varejo e limita reajustes ao longo da cadeia produtiva.

Com isso, frigoríficos mantêm postura defensiva nas compras de gado, priorizando operações mais curtas e evitando formação excessiva de estoques.

Apesar da pressão no curto prazo, agentes do setor seguem atentos ao desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, que continuam sustentando parte importante da demanda. O mercado também monitora as condições climáticas e a capacidade de retenção dos animais nas propriedades, fatores que podem alterar o equilíbrio entre oferta e procura nas próximas semanas.

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O Indicador do Boi Gordo Cepea/B3 fechou a última atualização próximo de R$ 345,30/@ à vista, enquanto a média paulista a prazo permaneceu acima de R$ 349/@.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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