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Entenda como o glifosato age nas plantas daninhas e por que seu uso requer conhecimento técnico

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O uso de herbicidas no campo exige compreensão técnica sobre o modo de ação de cada produto e seus efeitos sobre as plantas ao longo do tempo. Segundo Walisson Cardoso, operador de máquinas agrícolas, o glifosato é muitas vezes interpretado de forma limitada, embora seu funcionamento alcance uma ampla gama de espécies vegetais.

Diferente do que muitos acreditam, o glifosato não atua apenas sobre plantas de folhas largas. Ele é classificado como herbicida sistêmico e não seletivo, o que significa que tem efeito tanto sobre gramíneas quanto sobre dicotiledôneas. Após a aplicação, o produto é absorvido pelas folhas através da cutícula e transportado pelo floema, alcançando diferentes partes da planta.

Como o glifosato interfere no metabolismo das plantas

O princípio ativo do glifosato atua bloqueando a enzima EPSPS (5-enolpiruvilchiquimato-3-fosfato sintase), essencial para a síntese de aminoácidos que sustentam o crescimento vegetal. Quando essa enzima é inibida, o metabolismo da planta é comprometido, levando à paralisação do crescimento e, posteriormente, à morte gradual.

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Esse processo explica por que o controle das plantas daninhas não é imediato — o efeito depende do estágio de desenvolvimento da planta e das condições ambientais. O desempenho do herbicida tende a ser mais eficiente quando as plantas estão em crescimento ativo, o que favorece a translocação interna do produto.

Aplicações em culturas como a cana-de-açúcar

Em cultivos como a cana-de-açúcar, o manejo do glifosato requer atenção especial. A aplicação dirigida é uma estratégia importante para aumentar a eficiência no controle das plantas daninhas e, ao mesmo tempo, evitar danos à cultura principal. Esse cuidado é essencial para garantir resultados consistentes e preservar o potencial produtivo da lavoura.

Conhecimento técnico é essencial para o uso responsável do herbicida

Compreender o modo de ação do glifosato é fundamental para evitar falhas de controle, reduzir riscos de fitotoxicidade e promover um manejo mais eficiente e sustentável. Assim, o trabalho no campo vai além da operação de máquinas: exige conhecimento aplicado e decisões técnicas precisas no uso de defensivos agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil e Guatemala fortalecem parceria agropecuária ao celebrarem 50 anos de cooperação

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala (MAGA) assinaram, nesta quarta-feira (3), na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário.

A assinatura do documento marca os 50 anos de cooperação entre Brasil e Guatemala e amplia a atuação conjunta em temas como pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos, capacitação técnica, promoção de investimentos e facilitação do comércio agropecuário.

A agenda integra a missão oficial do Mapa à América Central, liderada pelo secretário-executivo, Cleber Soares, e também representa a retribuição da visita realizada recentemente pela ministra da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil. Na ocasião, foram fortalecidos os entendimentos bilaterais e avançadas pautas de interesse comum, incluindo a habilitação de seis plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco.

Durante a reunião bilateral, as delegações identificaram oportunidades para ampliar a cooperação entre instituições brasileiras e guatemaltecas, com destaque para o intercâmbio de conhecimentos em manejo sustentável de solos, bioinsumos, agricultura resiliente às mudanças climáticas, monitoramento agroclimático e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade agrícola.

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O Memorando de Entendimento também prevê a criação de mecanismos permanentes de coordenação entre os ministérios, incluindo grupo de trabalho conjunto, intercâmbio de especialistas, realização de missões técnicas, capacitações e desenvolvimento de projetos de interesse comum.

A Guatemala manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o Brasil em áreas como o melhoramento genético de pescado e de bovinos, com o objetivo de promover o desenvolvimento da pecuária e ampliar a transferência de tecnologia. Durante as discussões, o governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira como referência internacional em inovação agropecuária e solicitou apoio para ações voltadas ao aprimoramento genético e ao fortalecimento do rebanho bovino do país.

As delegações também discutiram temas relacionados à ampliação do comércio agropecuário bilateral, incluindo avanços em processos sanitários para produtos de origem animal e oportunidades para fortalecer as relações comerciais entre os dois países. 

A programação incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), na Cidade da Guatemala. Durante o encontro, foram discutidas oportunidades de cooperação regional em temas como bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional.

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As discussões ampliaram as perspectivas de atuação conjunta entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento da agricultura na região.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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