Saúde

Novo PAC Saúde investe R$ 95,6 milhões em equipamentos para hospitais do SUS em Pernambuco e no Espírito Santo

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O Ministério da Saúde repassou R$ 95,6 milhões para os estados de Pernambuco e Espírito Santo com o objetivo de modernizar a infraestrutura tecnológica de hospitais que atendem exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos, que integram o Novo PAC Saúde e o Programa Agora Tem Especialistas, serão aplicados na aquisição de equipamentos hospitalares, ampliando a capacidade de atendimento, qualificando diagnósticos e fortalecendo o cuidado prestado em unidades estratégicas das redes estaduais de saúde.

Do total investido, R$ 70,56 milhões foram destinados ao Espírito Santo, beneficiando nove hospitais regionais geridos pelo governo estadual, e R$ 25 milhões a Pernambuco, contemplando o Hospital da Criança do município de Recife. As transferências foram realizadas na modalidade fundo a fundo, após análise técnica e econômica das propostas apresentadas pelos entes subnacionais e publicação das portarias de habilitação.

Os valores já foram integralmente pagos, assegurando a execução das aquisições e a rápida incorporação dos equipamentos à rede assistencial.

Hospital da Criança do Recife recebe R$ 25 milhões em equipamentos

Em Pernambuco, o investimento federal contempla o Hospital da Criança do Recife (HCR), unidade estratégica da linha de cuidado à criança no município. Os recursos, no valor de R$ 24.999.996,00, destinam-se à aquisição de equipamentos hospitalares gerais e de média e alta complexidade, ampliando a capacidade de internação, diagnóstico, procedimentos cirúrgicos e terapêuticos.

O hospital atende crianças dos oito Distritos Sanitários de Recife e integra um conjunto de investimentos do Novo PAC Saúde, que inclui também a construção da unidade, com aporte de R$ 84,4 milhões. Do valor destinado a equipamentos, R$ 8,56 milhões referem-se a equipamentos hospitalares gerais e R$ 16,44 milhões a tecnologias voltadas para atendimentos mais complexos.

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A habilitação dos recursos foi formalizada por meio da Portaria GM/MS nº 9.387, de 15 de dezembro de 2025.

Espírito Santo fortalece rede hospitalar com equipamentos para nove unidades

No Espírito Santo, os investimentos contemplam nove hospitais regionais, com foco na modernização tecnológica, ampliação da capacidade de atendimento e qualificação da assistência em média e alta complexidade.

A destinação dos recursos decorre de pactuação firmada em 2023 entre o governo federal e os entes subnacionais. Após inviabilidade técnica para apoio federal à construção de um novo hospital em Cariacica, o estado indicou a redistribuição do recurso para aquisição de equipamentos, beneficiando unidades estratégicas da rede estadual e fortalecendo o alcance do Programa Agora Tem Especialistas.

As habilitações ocorreram por meio das Portarias GM/MS nº 9.494, de 18 de dezembro de 2025, e nº 9.885, de 29 de dezembro de 2025.

Entre os principais investimentos, destacam-se:

  • Hospital Estadual de Vila Velha (Hospital Dr. Nilton de Barros): ampliação da capacidade de monitoramento em UTI, esterilização segura de materiais e suporte ventilatório, com investimento de R$ 7,27 milhões.
  • Hospital Dr. Roberto Arzinaut Silvares (São Mateus): reforço de equipamentos para atendimentos de média e alta complexidade, incluindo UTIs e cirurgias especializadas, com R$ 11,47 milhões.
  • Hospital São José do Calçado: aquisição de tomógrafo computadorizado e equipamentos para UTI e centro cirúrgico, fortalecendo o atendimento a urgências como AVC e politraumas, com R$ 10,02 milhões.
  • Complexo de Saúde Norte (São Mateus): aporte de R$ 19,04 milhões em equipamentos essenciais para a inauguração do centro cirúrgico, garantindo funcionalidade plena da unidade, cuja conclusão está prevista para março de 2026.
  • Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória (Vitória): modernização de UTIs neonatal e pediátrica, com investimento de R$ 9,22 milhões.
  • Hospital Estadual de Atenção Clínica (Cariacica): aquisição de ventiladores pulmonares e ultrassom portátil para ampliação de leitos clínicos, com R$ 326 mil.
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Os equipamentos incluem monitores multiparâmetros, ventiladores pulmonares, ultrassons, microscópios cirúrgicos, sistemas de vídeo endoscopia, tomógrafos, entre outros, assegurando maior volume e precisão diagnóstica, segurança nos procedimentos cirúrgicos e monitoramento contínuo de pacientes críticos.

Investimentos integram estratégia nacional de fortalecimento do SUS

As ações fazem parte do Novo PAC Saúde, que prevê investimentos estruturantes para ampliar e qualificar a rede pública de saúde em todo o país.

No Espírito Santo, foram selecionadas 238 propostas, totalizando R$ 330,3 milhões em investimentos federais, que incluem obras e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, hospitais regionais, CAPS, ambulâncias do SAMU, odontomóveis e soluções de telessaúde.

Em Pernambuco, o Novo PAC Saúde contempla 865 propostas, com investimento total de R$ 2,18 bilhões, abrangendo UBS, hospitais, policlínicas, centros especializados, ambulâncias e outras estruturas estratégicas do SUS.

Serviço

  • Modalidade de repasse: Transferência fundo a fundo
  • Objeto: Aquisição de equipamentos hospitalares
  • Portarias: GM/MS nº 9.387/2025; nº 9.494/2025; nº 9.885/2025
  • Situação: Recursos totalmente transferidos

Malu de Sousa
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde lança obra que celebra os 15 anos da Sesai e resgata a trajetória da saúde indígena no Brasil

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A saúde indígena brasileira ganhou um novo registro histórico nesta quarta-feira, 1º de julho, com o lançamento do livro “15 anos de História e Luta: Memórias, Caminhos e Futuro“, obra que celebra a trajetória da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. O evento, realizado no Auditório Emílio Ribas, em Brasília, reuniu lideranças indígenas, autoridades e parceiros que acompanharam a consolidação desta política pública voltada aos povos originários.

Mais do que um registro cronológico, a publicação apresenta a criação da Sesai como um marco na consolidação da responsabilidade do Estado em garantir atenção integral, universal e equitativa. A obra revisita a implantação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) e da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi), destacando um modelo baseado no diálogo intercultural e na participação ativa dos indígenas.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o livro “preserva a memória de uma conquista participativa e reafirma o compromisso do governo do Brasil com a saúde dos povos indígenas”. Padilha ressalta, em artigo publicado na obra, a necessidade de um SasiSUS “cada vez mais fortalecido, participativo e capaz de levar cuidado de qualidade a todos os territórios”.

Estrutura e avanços no chão da aldeia

Ao longo de uma década e meia, a Sesai estruturou-se em 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), que atuam como unidades gestoras descentralizadas. Além disso, fortaleceu as equipes multidisciplinares, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e as Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai), respeitando as especificidades culturais, linguísticas e territoriais dos povos indígenas.

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Durante o lançamento do livro, a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, destacou que a obra registra a história de quem enfrenta “rios, florestas, estradas e longas distâncias para garantir cuidado, proteção e dignidade”: “Cada página desta obra é um testemunho de que a saúde indígena é uma política de Estado construída com diálogo, respeito e reconhecimento da diversidade dos povos que formam o Brasil”.

Entre os avanços recentes, o livro cita o programa Agora Tem Especialistas, a expansão da telessaúde e investimentos via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outro pilar estratégico é a atuação junto aos povos isolados e de recente contato, regida pelo princípio do não-contato para evitar a introdução de doenças devastadoras e proteger a autodeterminação desses grupos.

Desafios emergentes e o olhar para o amanhã

A publicação não foge dos temas críticos, como a resposta à emergência sanitária no território Yanomami, com a criação do Centro de Operação de Emergências (COE) Yanomami, onde o reforço das equipes multiprofissionais foram fundamentais para mitigar crises de desassistência. Olhando para frente, a obra aponta os impactos das mudanças climáticas como um dos grandes desafios, exigindo uma “saúde climática” que prepare os territórios para fenômenos extremos e o ressurgimento de doenças.

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A integração entre a biomedicina e as medicinas indígenas aparece como caminho inegociável para o futuro. Iniciativas como a Semana Nacional da Saúde Bucal e projetos do Proadi-SUS para o manejo de condições crônicas, como diabetes e hipertensão, já mostram essa evolução na ponta.

Para as lideranças que estiveram na linha de frente desde o início, a autonomia é a palavra de ordem. Megaron Txucarramãe, liderança da TI Capoto Jarina, expressou seu desejo de que a administração indígena nos distritos continue e se fortaleça. “O futuro para o indígena é manter a Sesai com administração indígena nos distritos. Espero que continue do jeito que está e melhorando cada vez mais. Os indígenas estão fazendo curso de medicina do branco e eles vão começar a ocupar e assumir a saúde indígena”, concluiu.

A Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde conta com gestores indígenas na liderança, incluindo a secretária adjunta de Saúde Indígena, Putira Sacuena; e a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. “Este livro aponta para um futuro em que a saúde indígena continue sendo fortalecida com participação social, valorização dos saberes tradicionais, ampliação do acesso à atenção especializada, fortalecimento do saneamento e formação de cada vez mais profissionais indígenas ocupando espaços de gestão e decisão”, finaliza Lucinha.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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