Economia

Inclusão: Um terço dos formados no Raízes Comex vem do CadÚnico do governo federal

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Um terço das pessoas formadas pelo programa Raízes Comex em 2025 são egressas do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O programa, idealizado e desenvolvimento pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), é voltado para a inclusão negros e negras no comércio exterior e passou a contar com a parceria do MDS após assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica assinado, em fevereiro do ano passado.

 O principal objetivo do ACT é ampliar o acesso de pessoas em situação de vulnerabilidade social às oportunidades geradas pelo setor. No caso MDS, a parceria está alinhada aos esforços do ministério para implementar estratégias de inclusão produtiva no âmbito do Programa Acredita no Primeiro Passo, com ações voltadas à qualificação profissional, à inserção no mercado de trabalho formal e ao fomento do trabalho decente.

 O Raízes Comex busca de disseminar a cultura exportadora, promover a capacitação profissional e gerar conhecimento, contribuindo para o fortalecimento da representatividade racial nas empresas exportadoras e para a redução das desigualdades no acesso às oportunidades do comércio internacional.

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 Além disso, o MDIC lançou recentemente a iniciativa Empresas Embaixadoras, para inserção de profissionais negros no mercado de trabalho do comércio exterior. A ação conecta empresas de todo o país a profissionais pretos e pardos egressos das capacitações do Programa Raízes Comex.

 Conheça as oportunidades de capacitação atuais

 Inscrição para ser uma Empresa Embaixadora

 Mais informações sobre o Raízes Comex

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Estudo traz subsídios para Brasil avançar na Política Nacional de Economia de Dados

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) publicou nesta quinta-feira (2/7) um Relatório de Recomendações Jurídicas com subsídios técnicos para apoiar a elaboração da Política Nacional de Economia de Dados (PNED).

O documento foi elaborado pela consultoria portuguesa Futura, por meio de uma parceria firmada entre o MDIC e a GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit) no âmbito do Diálogo Digital Brasil–União Europeia. A iniciativa é apoiada pela União Europeia e pelo governo alemão, sendo a GIZ responsável pela implementação dos projetos no contexto dos Diálogos Digitais Internacionais.

“A transformação digital vem impulsionando um novo paradigma econômico, no qual o uso estratégico dos dados e o seu compartilhamento seguro são fundamentais para gerar valor, inovação e competitividade por meio de novos produtos, processos e serviços”, afirma Cristiane Rauen, diretora do Departamento de Transformação Digital e Inovação do MDIC.

“Contudo”, continua ela, “o país ainda enfrenta obstáculos estruturais e regulatórios, embora apresente elevada aptidão tecnológica, já que, por exemplo, existem 175 milhões de usuários no portal GOV.BR e, recentemente, foi alcançado o recorde 313,3 milhões de transações por PIX em único dia”.

O objetivo do relatório é apresentar um panorama do tema a partir das experiências de normatização em Economia de Dados realizadas pela União Europeia nos últimos anos. O pioneirismo europeu se consolida pela Lei de Governança de Dados (Data Governance Act, 2022), pelo Regulamento de dados (Data Act, 2023) e pelo Digital Omnibus (2025).

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O relatório do MDIC está estruturado baseando-se nas diferentes perspectivas para a elaboração de uma política pública fundamentada no compartilhamento de dados, em três fluxos distintos: Governo para Empresas (G2B); Entre Empresas (B2B); e Empresas para Governo (B2G). Essa abordagem – por modelos de negócios no compartilhamento de dados – permite redução das ambiguidades regulatórias e aumento da previsibilidade para os atores envolvidos.

Outro elemento central é a ênfase na implementação gradual, por meio de projetos-piloto em setores estratégicos. Segundo o relatório, essa estratégia permite testar, em condições reais, os instrumentos de governança, os padrões de interoperabilidade, os modelos de compartilhamento de dados e, até mesmo, meios rápidos e técnicos para resolução de disputas, reduzindo incertezas jurídicas.

O relatório destaca ainda a necessidade de coordenação institucional robusta para garantir escala e efetividade à política de dados. A experiência internacional demonstrou que a ausência de coordenação tende a gerar fragmentação e reduzir a adoção, especialmente entre pequenas e médias empresas. Essa coordenação deve ser acompanhada por instrumentos que reduzam riscos jurídicos, custos de transação e barreiras técnicas no compartilhamento de dados.

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Entre outros pontos, o relatório aponta que economia de dados não deveria ser compreendida apenas como um segmento isolado do setor de tecnologia, mas sim como uma infraestrutura econômica crítica, capaz de aumentar a produtividade, impulsionar a inovação e ampliar a competitividade sistêmica da economia brasileira.

“A utilização intensiva de dados contribuiu para ganhos de eficiência, melhoria na tomada de decisões, aumento da transparência e estímulo à inovação, além de favorecer a criação de empregos qualificados”, afirma Cristiane Rauen. “Esses efeitos reforçaram o papel estratégico dos dados para a agenda de desenvolvimento nacional, particularmente em um contexto de transformação digital acelerada e crescente competição internacional por capacidades tecnológicas”.

Em síntese, o estudo conclui que o Brasil dispõe dos elementos fundamentais para avançar na estruturação de uma economia de dados dinâmica e competitiva. Mas a transformação desse potencial em resultados depende da implementação de uma política pública coordenada, orientada a evidências e focada em execução.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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