Economia

Evento debate uso de Propriedade Intelectual como garantia a financiamentos

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As perspectivas para o uso de ativos de propriedade intelectual (PI) como garantia ao financiamento foram debatidas nesta quarta-feira (26/11) no evento “IP Finance – Valoração e Financiamento de Ativos Intangíveis: Caminhos para um novo mercado de inovação”, no Rio de Janeiro, onde também foi lançado o relatório para o Brasil da série “Desbloqueio do Financiamento baseado em PI – Perspectivas Nacionais”.

Confira o relatório neste link: https://www.wipo.int/publications/en/details.jsp?id=4826&plang=EN

Entre os ativos passíveis de serem usados em garantias estão patentes, desenhos industriais, marcas, direitos autorais, software e know-how.

Tanto o evento quanto o relatório resultaram de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), sendo que o evento ainda contou com apoio da Licensing Executives Society (LES Brasil) e da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).

“O financiamento por meio da PI é especialmente impactante para PMEs e startups tecnológicas intensivas em ativos de propriedade intelectual, que são quem mais precisam de investimentos e possuem grande potencial”, ressaltou o secretário de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Pedro Ivo. “Porém, são também empresas jovens, que nem sempre atendem aos critérios mais tradicionais de garantias”, complementou.

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O evento integra a Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) e representa um primeiro passo para o estabelecimento da PI como instrumento de acesso a financiamento no país, com participação de instituições públicas e privadas que financiam projetos, produtos e serviços de inovação no Brasil.

Valoração de ativos de PI, boas práticas internacionais e o papel dos bancos no financiamento à PI e à inovação estiveram entre os principais tópicos discutidos no evento, que contou ainda com as presenças do presidente do INPI, Júlio Moreira, do presidente do CVM, Otto Lobo, e de autoridades de instituições como BNDES, ABDE, OMPI e LES Brasil.

Entre os palestrantes estavam especialistas brasileiros e de países como Singapura, Dinamarca, Reino Unido e Suíça, além de organizações internacionais, associações, agências de inovação, universidades e outras instituições públicas e privadas.

O relatório lançado no evento traz diagnósticos, estatísticas, instrumentos de política pública, legislação e outras informações relativas ao universo da propriedade intelectual no país; além de propostas de aprimoramento da consolidação da PI como acesso ao crédito, como melhoria no financiamento público, utilização de portifólios de PI como garantia de acesso a fontes de capital e desenvolvimento de mercados secundários para ativos de PI.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Governo e CMN definem condições para empresas acessarem crédito do Brasil Soberano

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abrirá, em 30 dias, as linhas do Plano Brasil Soberano para que as empresas elegíveis possam acessar os R$ 15 bilhões adicionais do programa, anunciados pelo presidente Lula em março. Nesta quinta-feira (16/4), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que definiu as condições para a oferta do crédito.

O anúncio para detalhamento foi feito em Brasília pelo presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin. Portaria com critérios para empresas acessarem os recursos já haviam sido publicados em portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda na quarta-feira (15/4)

Os novos recursos do Plano Brasil Soberano vão apoiar empresas brasileiras exportadoras e relevantes para a balança comercial nacional, em meio a tensões geopolíticas e a instabilidade internacional, como as afetadas pela guerra no Oriente Médio e as que ainda enfrentam as medidas tarifárias impostas pelo governo dos Estados Unidos.

“São R$ 15 bilhões para apoiar quem foi afetado pelo tarifaço americano, quem está tendo dificuldade para exportar para o Golfo Pérsico e aqueles setores estratégicos, especialmente aqueles que têm um déficit na balança comercial. Saúde, TI, químico, são os setores que têm um déficit maior na balança comercial”, ressaltou Alckmin.

Quem tem direito ao crédito
Três grupos de empresas têm direito ao crédito, conforme a portaria Interministerial. No primeiro grupo, as empresas exportadoras de bem industriais e seus fornecedores afetados pelas medidas tarifárias impostas dos Estados Unidos (Seção 232), cujo faturamento bruto com exportações representou 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de agosto de 2024 a 31 de julho de 2025. Neste grupo estão empresas dos setores do aço, cobre, alumínio, automotivo e de moveleiro.

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No segundo grupo, empresas atuantes em setores industriais de média-baixa, média-alta ou alta intensidade tecnológica com relevância na balança comercial brasileira, assim como aqueles setores identificados para adaptação ou modernização produtiva em função de acordos comerciais, ou identificados como estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono. Integram esse grupo empresas do ramo têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos eletrônicos e de informática, além de borracha e minerais críticos.

No terceiro grupo, empresas exportadoras de bens industriais, e seus fornecedores, para países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã, cujo faturamento bruto com exportações represente 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025.

Linhas de crédito
O Plano Brasil Soberano ofertará linhas de crédito para financiar capital de giro; capital de giro destinado à produção para exportação; aquisição de bem de capital; e investimentos para ampliação da capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção, adaptação de atividade produtiva, e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos.

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Para operacionalizar essa nova etapa do Brasbrasilil Soberano, o BNDES criou linhas de crédito para atender as empresas, a partir da resolução do CMN.

As empresas que forem diretamente ao BNDES solicitar o financiamento terão taxas de:

  • 1,28% ao mês (Giro Grande)
  • 1,17% ao mês (Giro MPME)
  • 1,17% ao mês (Giro Exportação) 
  • 1,05% ao mês (BK) 
  • 0,94% ao mês (Investimento)

As empresas que contratarem o financiamento de forma indireta terão taxas de:

  • 1,41% ao mês (Giro Grande)
  • 1,29% ao mês (Giro MPME)
  • 1,29% ao mês (Giro Exportação) 
  • 1,18% ao mês (BK) 
  • 1,06% ao mês (Investimento)

Todas as taxas já incluem spreads e custo financeiro das operações.

Em casos de Giro Grande, Giro MPME, Giro Exportação e BK, os financiamentos terão prazo total de cinco anos e carência de um ano. Já em caso de Investimento, o prazo será de 20 anos, com carência de quatro anos. Os setores industriais estratégicos podem acessar apenas BK e Investimento. 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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