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Mercado de máquinas agrícolas usadas cresce 30% em 2025 e mantém ritmo forte em 2026

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O mercado de máquinas e equipamentos agroindustriais usados encerrou 2025 com forte expansão e deve manter o ritmo de crescimento neste ano. Levantamento exclusivo da SOLD, plataforma do ecossistema Superbid Exchange, aponta que o número de leilões voltados ao agronegócio aumentou mais de 30% em relação a 2024. A expectativa para 2026 é de continuidade desse movimento, impulsionado principalmente pela renovação e desmobilização de frotas no primeiro trimestre.

Mais de 11 mil ativos agrícolas foram comercializados em 2025

De acordo com o relatório, cerca de 11 mil ativos agroindustriais foram ofertados ao longo de 2025 — um crescimento de 10% frente ao ano anterior. Já o Valor Geral de Vendas (VGV) subiu 15%, refletindo o aquecimento do setor.

Entre os equipamentos mais procurados, tratores agrícolas responderam por 51% das vendas, seguidos por plantadeiras (16%) e colheitadeiras (13,5%).

Sudeste lidera compras; pequenos produtores dominam o mercado

O levantamento mostra que o perfil dos compradores é majoritariamente de pessoas físicas (86%), com forte concentração nas regiões Sudeste (41,2%), Sul (29,1%) e Centro-Oeste (20,5%). Já Nordeste (6%) e Norte (3,2%) ainda têm participação menor, mas apresentam potencial de crescimento em 2026, acompanhando a expansão do agronegócio nessas áreas.

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Gestão estratégica de frotas impulsiona leilões no início de 2026

Para Ivo Mello, head do setor de Agroindústria da SOLD, o crescimento das vendas de usados é resultado de uma gestão mais madura e estratégica dentro do agronegócio. Ele destaca que grandes grupos têm aproveitado o início da safra e o período de reorganização operacional para otimizar recursos e modernizar suas frotas.

“O leilão deixou de ser apenas uma ferramenta de desinvestimento e passou a ser um pilar estratégico para manter a frota jovem e o caixa saudável. Com o crédito ainda restrito para novas aquisições, os usados se consolidaram como uma alternativa produtiva para pequenos e médios produtores”, explica Mello.

Grandes empresas adotam renovação de ativos como estratégia

Companhias como Usina Colombo, Usaçúcar, ACP Bioenergia, Veracel Celulose, Mills Rental e Cargill iniciaram 2026 colocando ativos em circulação. As vendas fazem parte de projetos de renovação de frota, atualização tecnológica e otimização financeira, prática que tem se tornado comum entre grandes grupos do setor sucroenergético e florestal.

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Taxa de juros elevada mantém foco em custo-benefício

Com a taxa de juros ainda em níveis altos, o mercado de segunda mão segue como uma alternativa mais acessível para produtores rurais. A demanda continua sendo impulsionada por quem busca entrega imediata, eficiência operacional e melhor custo-benefício.

A expectativa é que o cenário de 2026 mantenha o ritmo positivo, consolidando os leilões como uma das principais formas de movimentar o mercado de máquinas agrícolas no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção do café arábica deve bater 34,96 milhões de sacas, segundo a Conab

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Responsável por quase três de cada quatro sacas de café arábica produzidas no Brasil, Minas Gerais levará uma safra estimada em praticamente 35 milhões de sacas à Semana Internacional do Café (SIC 2026). O evento será realizado de 11 a 13 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte, com rodadas de negócios entre produtores, cooperativas, exportadores, torrefadores e compradores internacionais.

O levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção mineira de arábica em 34,96 milhões de sacas. O volume corresponde a 72,5% das 48,2 milhões de sacas previstas para todo o País. Apenas o Sul e o Centro-Oeste de Minas deverão colher 15,93 milhões de sacas. gov.br

A projeção foi divulgada em setembro, quando 99% da área nacional já estava colhida. A Conab atribui o resultado mineiro à bienalidade positiva, à melhor distribuição das chuvas antes da florada e às condições favoráveis para a formação dos grãos.

Outro levantamento, realizado pelo Sistema Faemg Senar, estimou a produção estadual em 33,4 milhões de sacas de arábica. A pesquisa ouviu produtores de 5.155 propriedades, distribuídas por 269 municípios, e alcançou cerca de 90% da produção mineira. A diferença entre os números decorre das metodologias e dos períodos de levantamento.

Minas chega ao evento com produção elevada, mas diante de um mercado mais disputado. A oferta mundial de café deverá alcançar o recorde de 189,7 milhões de sacas no ciclo 2026/27, enquanto o consumo está estimado em 179,7 milhões. A entrada da safra brasileira, a aproximação da colheita no Vietnã e o aumento da produção colombiana pressionam as cotações, embora os estoques globais ainda estejam baixos.

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O produtor mineiro também acompanha os efeitos do clima sobre a próxima colheita. Chuvas irregulares e temperaturas elevadas durante a florada podem reduzir o pegamento e deixar a formação dos frutos menos uniforme. Esse cenário explica por que genética, biotecnologia, irrigação, inteligência artificial e adaptação climática ocuparão parte relevante da programação da SIC.

A edição abrirá o ciclo oficial de comemorações dos 300 anos da introdução do café no Brasil, marco que será completado em 2027. O tema será “Às vésperas dos 300 anos do café no Brasil: construindo a próxima agenda global”.

A palestra principal será conduzida por Vanusia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC). O debate deverá abordar as transformações do mercado mundial, a posição brasileira e a cooperação entre países produtores, indústria, compradores e organismos internacionais.

Para o cafeicultor, a parte mais direta da programação estará nas rodadas de negócios, nas salas de degustação e nos concursos de qualidade. Esses espaços permitem apresentar lotes a compradores, comparar padrões, conhecer exigências de mercado e buscar remuneração maior por origem, qualidade, rastreabilidade e processamento.

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O Coffee of the Year receberá amostras de arábica e canéfora e aproximará os cafés classificados de compradores e torrefadores. A programação terá ainda o Fórum da Cafeicultura Sustentável, o DNA Café, o Campeonato Brasileiro de Barista e premiações destinadas a produtores, marcas, embalagens e torrefações.

O evento também discutirá fontes adicionais de renda dentro das propriedades. Aproveitamento de resíduos, produção de energia, carbono, biodiversidade, turismo rural e processamento do café estarão entre as alternativas apresentadas. A proposta é reduzir a dependência exclusiva da venda do grão e aumentar o valor obtido dentro da fazenda.

Uma das novidades será o Summit Mulheres, voltado à liderança feminina, sucessão familiar, gestão e empreendedorismo. A iniciativa integra as atividades do Ano Internacional da Mulher Agricultora.

Serviço

Semana Internacional do Café 2026
Data: 11 a 13 de novembro
Horário: das 10h às 19h
Local: Expominas, Avenida Amazonas, 6.200, Gameleira, Belo Horizonte
Credenciamento: antecipado no site oficial da SIC 2026. Clique aqui

Fonte: Pensar Agro

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