A direção da Penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia, em Rondonópolis realizou nesta segunda-feira (12.1), a Operação Escudo Penal que resultou na apreensão de dezenas de objetos que seriam levados por drones a presos da unidade penal.
A operação teve como objetivo localizar criminosos que manuseiam drones a fim de transportar cargas ilícitas para dentro da Penitenciária. A ação teve início na madrugada, quando os policiais penais disfarçados entraram em uma região de mata, próxima à MT 130 e, após horas de caminhada na região de mata, avistaram dois suspeitos que pilotavam os drones. Ao perceberem a presença da equipe penitenciária e receberem voz de prisão, os criminosos fugiram mata adentro.
Entre os materiais localizados estavam uma mochila com 16 aparelhos celulares, uma peça de celular, 11 fontes, 227 chips, 11 cabos USB, quatro garrafas contendo uísque, dois isqueiros, nove carretéis de linha, duas fitas isolantes, dois garrotes de látex, três papéis de seda, cinco pacotes de fumo, duas bandejas de mortadela, e duas bandejas de mussarela, além de um kit drone contendo o aparelho aéreo, nove baterias, carregador, hélices e cabo USB.
Conforme a direção da penitenciária, a apreensão totalizou um prejuízo de aproximadamente R$ 400 mil aos criminosos.
A equipe de policiais penais atuam de forma contínua no combate ao crime organizado e no reforço à segurança para coibir a entrada de objetos ilícitos dentro da unidade.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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