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Economia brasileira inicia 2026 sob pressão fiscal e geopolítica, aponta relatório do Rabobank

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Inflação controlada, mas serviços seguem pressionando

O Brasil encerrou 2025 com o IPCA-15 acumulando alta de 4,4%, dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação (3% ± 1,5 ponto percentual), segundo o relatório A Todo Vapor, do RaboResearch. O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento nos preços de habitação e serviços, enquanto alimentos e bens industriais mostraram desaceleração.

O grupo Habitação foi o destaque de alta no ano, com avanço de 6,7%, refletindo o aumento da energia elétrica (11,9%) devido às bandeiras tarifárias mais caras. Já os preços de alimentação no domicílio caíram para 1,9%, reduzindo a pressão sobre o orçamento das famílias.

Os preços livres subiram 4,1%, enquanto os regulados avançaram 5,4%, influenciados pela energia elétrica. A inflação de serviços — que tende a refletir o mercado de trabalho aquecido — fechou o ano com alta de 6,0%, tornando-se um ponto de atenção para 2026.

IGP-M recua com commodities em baixa

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou queda de 1,1% em 2025, influenciado pelo recuo das matérias-primas agropecuárias e pela atividade econômica global mais fraca.

O componente IPA, que mede os preços ao produtor, caiu 3,3%, com destaque para a retração nos preços de café, ovos e laranja, além da redução em itens industriais como óleo de soja. A expectativa do Rabobank é que o índice volte a subir em 2026, encerrando o ano com alta de 7%.

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Déficit fiscal persiste e dívida pública cresce

Na política fiscal, o Governo Central registrou déficit de R$ 20,2 bilhões em novembro, acumulando R$ 67 bilhões no ano. Em 12 meses, o rombo equivale a 0,5% do PIB.

As despesas discricionárias aumentaram 27,3% em novembro, impulsionadas por pagamentos de emendas e gastos previdenciários. A arrecadação federal, por outro lado, cresceu 3,8% em termos reais, atingindo R$ 226,8 bilhões no mês — o melhor desempenho desde 2000.

Mesmo assim, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 14,4 bilhões em novembro, e a dívida bruta chegou a 79% do PIB. O Rabobank projeta 81,3% do PIB para 2026, reforçando o alerta com o aumento estrutural da dívida.

Mercado de trabalho em ritmo forte

O mercado de trabalho manteve desempenho robusto no fim de 2025. O CAGED apontou criação líquida de 85,9 mil vagas formais em novembro, com destaque para o setor agropecuário, responsável por 47,6% dos novos postos no acumulado do ano.

A taxa de desemprego medida pela PNAD caiu para 5,2%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. O rendimento médio real cresceu 4,5%, atingindo R$ 3.574, enquanto a massa salarial subiu 5,8%, alcançando novo recorde de R$ 363,7 bilhões.

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Cenário internacional: tensão geopolítica e dólar em alta

No exterior, a atenção se voltou para a crise política na Venezuela, após operação militar dos Estados Unidos que resultou na queda de Nicolás Maduro. O impacto econômico direto sobre o Brasil, segundo o Rabobank, é limitado, já que o comércio bilateral representa apenas 0,4% das exportações e 0,1% das importações brasileiras.

Nos mercados, o dólar encerrou a primeira semana de janeiro cotado a R$ 5,42, com o real registrando valorização de 2,14% — o melhor desempenho entre 24 moedas emergentes. Apesar do bom momento, o banco prevê que a moeda americana feche 2026 a R$ 5,60, refletindo a persistência das incertezas fiscais e geopolíticas.

Projeções para 2026

O Rabobank projeta que o PIB brasileiro cresça 1,6% em 2026, com inflação de 4,2%, Selic a 12,5% ao ano e déficit primário de 1,0% do PIB. O cenário combina inflação moderada com crescimento desacelerado, exigindo equilíbrio entre estímulos fiscais e controle monetário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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