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Alternativas à Execução Fiscal: Pedro Mendes detalha avanços no Explicando Direito

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Está no ar a 53ª edição do programa “Explicando Direito”, com uma entrevista do procurador-geral do Município de Tangará da Serra, Pedro Mendes Ferreira, sobre meios alternativos de cobrança da administração pública e extinção das execuções fiscais. A conversa foi conduzida pelo juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, coordenador das atividades pedagógicas da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), responsável pela iniciativa.

Pós-graduado em Direito Civil e Novo Processo Civil pela rede LFG e em Direito Penal e Criminologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Pedro Ferreira foi assessor jurídico de juiz de Direito no Poder Judiciário de Mato Grosso de 2011 a 2020.

No programa, o entrevistado destacou a Resolução n. 547/2024 do Conselho Nacional de Justiça, que institui medidas de tratamento racional e eficiente na tramitação das execuções fiscais pendentes no Poder Judiciário, a partir do julgamento do tema 1184 da repercussão geral pelo STF.

Segundo ele, a adoção de mecanismos administrativos de cobrança, estimulada pela resolução, transformou a gestão fiscal de Tangará da Serra e resultou em uma queda expressiva no número de execuções fiscais em tramitação. Em apenas um mês, o município conseguiu reduzir 15 mil processos que estavam na 4ª Vara da Fazenda Pública, além de renegociar R$ 6 milhões em dívidas.

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A resolução do CNJ, segundo o procurador, é clara ao permitir que o Poder Executivo esgote meios alternativos de cobrança antes de recorrer ao Judiciário. Entre esses instrumentos está a notificação extrajudicial (pessoal ou por domicílio eletrônico). Antes da mudança, Tangará da Serra acumulava 22 mil execuções fiscais ajuizadas, somando R$ 52 milhões em débitos inscritos em dívida ativa. O cenário começou a se alterar com a edição da resolução do CNJ e a criação de dois programas municipais: o PERT (Programa Especial de Regularização Tributária) e o PEX (Processo Extrajudicial de Cobrança).

“O município de Tangará da Serra, por meio dessas ações, foi reconhecido nacionalmente, em primeiro lugar, sobre eficiência tributária, que, no modo de ver do ministro Luís Roberto Barroso, à época presidente da Corte Nacional de Justiça, foi muito importante, até porque os relatórios e os índices do CNJ apontavam quase 17 milhões de execuções fiscais no nível estadual, 3 milhões a nível federal, e no primeiro mês após a edição da resolução, teve uma baixa de 13 milhões de execuções fiscais a nível nacional”, explicou.

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Clique para assistir à íntegra do programa.

O programa Explicando Direito – uma produção da Assessoria de Comunicação da Esmagis-MT em parceria com a Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça -, desenvolve conhecimento sobre temas jurídicos e sociais, visando ao aperfeiçoamento das relações humanas.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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