Saúde

Novas Unidades de Saúde Indígena no PI e RN irão atender mais de 9 mil indígenas

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Depois de implantar a rede de atenção primária à saúde indígena nos estados do Piauí e Rio Grande do Norte, o Ministério da Saúde vai construir as primeiras estruturas de saúde indígena nos dois estados, em 2026. As ordens de serviço serão assinadas pelo secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, nesta sexta-feira (16) em Pirpiri (PI), e na próxima terça-feira (20), em João Câmara (RN). Ao todo, serão construídas cinco Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), com um investimento que ultrapassa R$ 2,1 milhões. A meta é beneficiar mais de 9 mil indígenas.

É a primeira vez que estruturas de saúde indígena são implantadas em territórios que não contam com Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) — unidades gestoras descentralizadas do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Para viabilizar o atendimento, a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS) estruturou os DSEI Ceará e Potiguara, responsáveis pela organização de equipes para atender, respectivamente, os povos indígenas do Piauí e do Rio Grande do Norte.

A iniciativa consolida a presença do Piauí e do Rio Grande do Norte no mapa da saúde indígena do Brasil e garante, pela primeira vez, atendimento indígena em todos os estados do país.

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No Piauí, quatro UBSI serão construídas nas aldeias Serra Grande, Canto da Várzea, Sangue e Santa Teresa. No Rio Grande do Norte, a aldeia Amarelão também será contemplada com uma unidade.

Segundo o secretário Weibe Tapeba, levar atendimento de saúde indígena a estados que não possuem DSEI representa não apenas uma decisão política, mas o compromisso institucional do Ministério da Saúde com povos historicamente negligenciados em gestões anteriores. “É a consolidação da luta desses povos pelo direito a uma atenção à saúde indígena integral e diferenciada. Trata-se de uma reparação histórica do Estado brasileiro com os povos indígenas e suas organizações. A Sesai reafirma seu papel de assegurar a implementação dos serviços de saúde indígena em todo o território nacional”, destacou.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 4,1 mil indígenas das etnias Tabajara, Caboclo Gamela, Kariri, Caboclo da Prata, Akroá Gamela, Guegué de Sangue e Tapuios vivem em dez municípios do Piauí. No Rio Grande do Norte, aproximadamente 5,4 mil indígenas, de quatro etnias, vivem de forma tradicional: Tapuia Paiacu, Tapuia Tarairiú, Potiguara e Caboclos do Açu.

O planejamento para atendimento dessas comunidades teve início em 2024, com o cadastramento das famílias em todas as aldeias dos dois estados. Em 2025, foram contratados profissionais de saúde exclusivos para atuação nessas regiões. Para 2026, estão previstas ações voltadas à logística e à infraestrutura.

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Criação de DSEI

Situações semelhantes às vivenciadas pelos povos indígenas do Piauí e do Rio Grande do Norte em relação à criação de novos DSEI estão sendo discutidas no Grupo de Trabalho (GT) para Reestruturação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, instituído por portaria da Secretaria de Saúde Indígena em outubro de 2025.

O GT realiza estudos diagnósticos para identificar territórios que demandam reestruturação dos DSEI, considerando aspectos territoriais, populacionais, epidemiológicos e socioculturais.

Com base nesses estudos, serão definidos critérios técnicos, estratégicos e operacionais para a reestruturação dos distritos, levando em conta a população atendida, a extensão territorial, a infraestrutura disponível, os recursos humanos, a acessibilidade e a viabilidade administrativa e orçamentária.

A criação de um novo DSEI exige a definição de delimitação territorial e etnocultural, a realização de estudos populacionais e epidemiológicos, a avaliação da infraestrutura existente e a análise de disponibilidade orçamentária e de recursos humanos. A criação de cargos e funções depende de previsão legal e formalização por ato normativo federal.

Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde inicia o Vigitel 2026 e amplia pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas

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O Ministério da Saúde deu início à edição 2026 do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), uma das principais pesquisas nacionais voltadas ao monitoramento da saúde da população brasileira. As entrevistas serão realizadas até o final de dezembro, com a divulgação dos resultados prevista para o primeiro semestre de 2027. 

Realizado anualmente desde 2006, o Vigitel acompanha a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção relacionados às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como obesidade, consumo alimentar, comportamento sedentário, inatividade física, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. O levantamento também reúne informações sobre a realização de exames preventivos para câncer, o diagnóstico de diabetes, hipertensão, depressão e comportamentos no trânsito. 

Em 2026, a pesquisa dá continuidade ao processo de expansão iniciado no ano passado. Antes restrito às capitais, o Vigitel passou a incluir moradores de municípios das regiões metropolitanas e cidades do interior, ampliando a representatividade dos dados e o alcance das informações coletadas. A expectativa é de que mais de 100 mil pessoas participem desta edição. 

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Fatores de risco 

Além dos indicadores tradicionais da série histórica, o questionário rotativo deste ano aborda temas estratégicos para a saúde pública, definidos a partir de sugestões das áreas técnicas do Ministério da Saúde. Entre os assuntos incluídos estão climatério e menopausa, poluição do ar e desastres naturais. 

Políticas públicas 

Os dados produzidos pelo Vigitel são fundamentais para orientar políticas públicas de promoção da saúde, prevenção e controle das doenças crônicas, além de subsidiar ações voltadas a novos desafios sanitários enfrentados pela população brasileira. 

Para fortalecer a coleta de informações, o Ministério da Saúde reforça a importância da participação da população, especialmente nos estados das regiões Norte e Nordeste, onde edições anteriores registraram maior dificuldade de adesão. 

Durante as entrevistas, a segurança dos participantes é prioridade. Os entrevistadores do Vigitel não solicitam CPF, dados bancários ou qualquer informação financeira. As únicas informações pessoais pedidas são idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor da pele. 

Ao atender à ligação e participar da pesquisa, cada cidadão contribui diretamente para a produção de dados confiáveis, que ajudam a aprimorar as políticas públicas e a promover mais qualidade de vida para a população brasileira. “O Vigitel é uma ferramenta estratégica para compreendermos melhor os desafios de saúde da população brasileira e planejarmos respostas mais efetivas. Cada participação fortalece o SUS e contribui para políticas públicas baseadas em evidências”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão. 

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João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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